segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Brasil: Lulismo fora do eixo




Os defensores da política "pós-rancor" combinam a "mais pérfida prática reacionária com um discurso aparentemente libertário".

José Arbex Jr.
"Imaginem um liquidificador em que se possa colocar as ramificações da esquerda, com estraté­gias e lógicas de mercado das agências de publi­cidade, misturando rock, rap, artes visuais, teatro, um bando de sonhadores e outro de pragmáti­cos, o artista, o produtor, o empresário e o públi­co. Tudo junto e misturado. O caldo dessa batida é uma nova tecnologia de participação e engaja­mento que funciona de forma exemplar para a circulação e produção musical, mas que, acima de tudo, é um grande projeto de formação política. O Fora do Eixo cria, portanto, uma geração que se utiliza sem a menor preocupação ideológica de aspectos positivos da organização dos movimen­tos de esquerda e de ações de marketing típicas dos liberais. Ë, como disse o teórico da contracul­tura Cláudio Prado, a construção da geração pós-rancor, que não fica presa à questões filosóficas e mergulha radicalmente na utilização da cultura digital para fazer o que tem que ser feito."
O fantástico liquidificador das ideologias é as­sim descrito por Alexandre Youssef, articulista da revista Trip (de onde foi extraído o trecho acima citado, publicado em 12 de maio de 2011), mem­bro do Partido Verde e coordenador do setor de Juventude durante a gestão de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo. Ele tem o mérito indis­cutível da franqueza. Não é todo dia que alguém reúne graça e entusiasmo para cantar as virtudes de um "projeto de formação política" que combi­na, sem qualquer pudor ideológico, métodos or-ganizativos da esquerda com "ações de marketing típicas dos liberais". Claro: tudo isso é feito sem rancor, sentimento ultrapassado e cultivado pe­las pessoas que teimam em se prender a "questões filosóficas" antigas, incapazes de perceber que a cultura digital mudou o mundo. Minai, não foi o FaceBook que provocou a revolução árabe?
Não. Não foi a mais moderna tecnologia que provocou a revolução árabe, mas os mais arcai­cos entre os problemas enfrentados pela humani­dade: a fome e a pobreza. A imensa maioria dos árabes nunca teve acesso à Internet, ao FaceBook e a nada que se pareça com "cultura digital". Nem teve acesso a mesas fartas e empregos dignos. Se­ria melan-cômico presenciar o resultado de uma preleção contra o rancor endereçada aos milhões de manifestantes que, colocando em risco as pró­prias vidas, foram às ruas para derrubar ditado­res em algumas das principais capitais árabes. Em contrapartida, os soldados e oficiais da Otan que, historicamente, lançaram e ainda lançam milha­res de toneladas de bombas sobre uma população civil indefesa, esses não agem movidos pelo ran­cor, mas subordinados a frios interesses geopolí-ticos, e estão perfeitamente integrados à "cultura digital". Os seus brinquedinhos de guerra são produtos da tecnologia de ponta, e incluem robôs e bombardeiros não pilotados. Tudo muito avançado.
O texto de Youssef não teria a menor impor­tância, se ele não fosse expressão de um processo em curso, no Brasil e em todo o planeta, de coop-tação de amplos setores da juventude e da es­querda para políticas de conciliação e abandono da guerra ao capital. Toda essa conversa de "su­peração do rancor" está a serviço de uma ideolo­gia (embora, obviamente, Youssef afirme o con­trário) segundo a qual já não é mais possível falar em luta de classes. Os grandes cenários de em­bates, agora, são os circuitos culturais, não mais o chão de fábrica, o campo e as praças públicas. Ou melhor: todos servem de palco para a grande guerra simbólica.
E como isso aconteceu? É simples. O capitalis­mo pós-fordista, desenvolvido no pós-guerra, te­ria superado a divisão entre trabalho intelectual e manual, para integrar funcionários cada vez mais qualificados a funções que combinam gerência e produção. Além do mais, o vasto acesso ao ensi­no superior, franqueado às populações de baixa renda, teria mudado radicalmente o perfil da for­ça de trabalho, em particular nos países de capi­talismo mais desenvolvido. Essas transformações teriam sido fundamentais para a "culturalização" das classes médias urbanas, para o surgimento da contracultura (incluindo o movimento hippie, en­tre outros) e de novas demandas, que não se limi­tam mais a emprego, salário e conquistas sociais. Do ponto de vista dos novos "setores urbanos mé-' dios", nas palavras do ativista Pablo Ortellado, "as demandas são crescentemente 'pós-materiais' para usar um jargão sociológico."
Desgraçadamente, as manifestações de cente­nas de milhares de jovens e trabalhadores desem­pregados na Grécia, Portugal, Espanha e, mais re­centemente, Itália mostram que as reivindicações são bastante "materiais". Assim como são "ma­teriais" as demandas de trabalhadores franceses, que não aceitam os contínuos ataques promovi­dos pelo capital às suas conquistas históricas ou as de alguns setores do movimento sindical es­tadunidense, que começa a dar crescentes sinais de vida. E mais "materiais" ainda as necessida­des de cerca de l bilhão de seres humanos famin­tos (segundo dados da própria ONU) e outro tan­to de subnutridos. Alguém teria que avisá-los de que eles poderiam saciar a própria fome a carên­cia de nutrientes com bus virtuais. É fantástico o show da vida.
POLÍTICA "PÓS-RANCOR"
Para outros advogados da política "pós-rancor", o proletariado teria sido substituído pelo "precaria-do", uma massa difusa, formada pêlos milhões de trabalhadores e jovens que habitam as imensas fa­velas e bairros da periferia. Tais "multidões" (para usar um conceito proposto pelo italiano Toni Negri, segundo quem não existe mais imperialismo, em­bora haja império) já não se identificariam como classe, mas como grupos que defendem interesses específicos (género, raça, opção sexual, sujeitos de direitos difusos etc.), e que ganham força a partir do momento em que adquirem visibilidade social. Para tanto, podem e devem se valer das novas tec-nologias de comunicação e produção de bens sim­bólicos e culturais. A "antiga" e "superada" luta de classes passaria a ser travada nos circuitos midiáti-cos, em que mesmo os protestos de rua viram espe-táculo e "performance". A "vanguarda", agora, se­ria formada pêlos "gestores culturais", justamente os mais capacitados a articular os esquemas desti­nados a dar visibilidade a determinados eventos e grupos (e a captação de recursos e patrocínios, ob­viamente, ganha um papel estratégico e, como tal, regiamente remunerado nesse processo).
No Brasü, especificamente, a política "pós-ran­cor" ganhou um impulso formidável em 2002, com a campanha do "Lulinha paz e amor". O sindicalis­ta barbudo foi substituído por um senhor modera­do e sorridente, trajando terno e gravata e juran­do respeito ao capital, mediante o compromisso firmado pela Carta ao Povo Brasileiro. Com a ser­vil capitulação ideológica petista, a avenida para o "vale tudo" estava escancarada.
No admirável novo mundo do lulismo, tor­nou-se particularmente emblemática a história do grupo Fora do Eixo (FDE), mencionada por Yous-sef como um exemplo fulgurante de como se faz política nos novos tempos. O FDE foi criado em 2005, pelo publicitário cuiabano Pablo Santiago Capilé, como um "coletivo de gestores da produ­ção cultural", inicialmente com pólos em Cuiabá, Rio Branco, Uberlândia e Londrina (portanto, fora do eixo tradicional formado por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília). Com a proposta de revelar no­vos valores culturais "independentes", e adotan-do o modelo organizativo baseado na formação de "coletivos" (núcleos orgânicos sem patrões nem empregados), o FDE conseguiu o apoio do progra­ma Cultura Viva do Ministério da Cultura, durante a gestão de Gilberto Gil e depois sob Jucá Ferreira. Ao mesmo tempo, trabalhou com o patrocínio de empresas e grupos privados vinculados aos circui­tos cultural e digital, espelhando-se na experiên­cia de grupos semelhantes, como o Creative Com-mons estadunidense.
Como resultado, hoje, segundo os dados da pró­pria organização, o FDE é uma próspera empresa de gestão cultural que agrega 57 coletivos em todo o país, com capacidade para realizar 5 mil shows em 112 cidades. Teoricamente, os "gestores" não são assalariados, mas, claro, recebem pelo seu tra­balho, o que transforma a participação nos "co­letivos" em meio de vida (os "coletivos" adotam moedas próprias e normas internas de distribuição de recursos). A retórica dos "gestores" é, aparente­mente, combativa, com alguns vernizes de rebel­dia: evoca o estímulo à arte independente, o direito de usar drogas, a luta contra o racismo e todo tipo de discriminação etc etc etc. Seu "público alvo", portanto, são os milhões que formam o "precaria-do". Coerente com tal retórica, o FDE, em contato com outros grupos assemelhados, participa da or­ganização de atos e manifestações, mas tudo de­vidamente "enquadrado" e delimitado pela conve­niência política.
Um exemplo foi a sua atuação na organização da "Marcha da Liberdade", realizada no dia 28 de maio, em protesto contra a repressão feroz que se abatera sobre a "Marcha da Maconha", no começo do mês. Capilé, um dos organizadores, agora nega, mas durante a reunião que preparou o ato de 28 de maio mencionou a possibilidade de patrocínio da Coca-Cola à marcha, sem necessariamente ter que expor a marca (a empresa estaria apenas cul­tivando "boas relações" com os ativistas). A pro­posta foi vetada pelo coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR) e Movimento Passe Livre, segundo re­latos divulgados pelo coletivo Passa Palavra. Além disso, o FDE e grupos congéneres posicionaram-se contra a proposta de incluir, como pauta da mar­cha, a reivindicação de proibir aos policiais o uso de armas de fogo para reprimir manifestações. Não haveria mesmo razão para uma proposta tão ran­corosa: liberdade é apenas uma calça velha, azul e desbotada, certo?
A experiência do FDE é o próprio retraio do lu­lismo: combina a mais pérfida prática reacionária com um discurso aparentemente "libertário". Suas ações são motivadas por interesses pecuniários próprios, mas apresentadas como se fossem ges­tos de altruísmo. Na lógica mercantüista tão bem apresentada por Yousseff, mesmo as manifestações são transformadas em happenings e oportunidades de bons negócios com patrocinadores interessados em vender uma imagem dinâmica e "progressista". As "antigas" e "rancorosas" reivindicações dos tra­balhadores e jovens pelo acesso real e material ao mundo da cultura e das artes são açambarcadas, administradas e domesticadas por um vasto em­preendimento, que envolve fundos públicos, pa­trocínios de corporações e de empresas privadas e "gestores culturais" que se encarregam de encon­trar os artistas e promover os eventos. Finalmente, a técnica da "gestão cultural" é transportada para o ativismo militante e justificada com um discur­so "pós-rancoroso", o mais adequado ao mundo das reivindicações "pós-materiais". O FDE e con-gêres constituem a expressão Mista do movimen­to "cansei".
Se existe algo de real nas alegações dos "pós-rancorosos", incluindo os "lulinhas paz e amor", é a afirmação de que a batalha ideológica trava­da nos "circuitos culturais" adquiriu importância muito maior e central do que à época de Karl Marx. Isso é óbvio, já que as tecnologias de comunicação experimentaram um desenvolvimento vertiginoso no século 20. E, além disso, a humanidade sofreu as experiências de génios do mal da comunica­ção, como é o conhecido caso de Joseph Goebbels, cujas técnicas de propaganda passaram a ser ado-tadas e aprimoradas por Hollywood e outros cen­tros produtivos da indústria cultural (outro concei­to "rancoroso" e ultrapassado, aliás).
Mas nada disso autoriza a afirmação de que o proletariado foi dissolvido no "precariado" e que desapareceu a luta de classes, agora substituída por uma difusa batalha cultural, se tanto. A ex-tração da mais valia continua sendo o "segredo" do capital, e o imperativo do crescimento da taxa de lucro a sua lei compulsória. Isto é, não há re­produção do capital sem a exploração cada vez maior do trabalho humano livre. Mudaram os pa­râmetros que condicionam a luta de classes, as circunstâncias culturais e ideológicas em que ela se desenvolve, assim como as formas de articula­ção entre as várias classes exploradas e oprimidas. Mas nenhum "circuito cultural" aboliu as classes, que não podem ser sociologicamente quantifica­das (classes não constituem um mero dado esta­tístico), mas que dão o ar da graça em momentos de crise e de ameaças às conquistas sociais, como demonstram a revolução árabe e a Zona do Euro.
Bastaram duas semanas de mobilizações em Barcelona e Madri para desarticular três décadas de retórica conciliadora de Luiz Zapatero e com­panhia. Os "precariados" do Oriente Médio, Nor­te da África e Zona da Euro mostram que não é nos circuitos digitais que se trava a guerra con­tra o capital, mas nas ruas. Nas barricadas. Estas sim, são as mesmas que se erguiam nos tempos de Marx, assim como é o mesmo rancor que se ex­pressa nas palavras de ordem contra a miséria e os gestores do neoliberalismo.
Nenhum liquidificador abolirá a luta de classes.
José Arbex Jr. é jornalista.

Fonte: Caros Amigos -aqui

Cuba: Respuesta al dr Enrique Ubieta de un anarquista del Observatorio Crítico


fonte: periodico El Libertario (aqui)
Por Marcelo “Liberato” Salinas    1.   El doctor Enrique Ubieta ha asumido un atendible interés en polemizar con miembros de la Red Observatorio Crítico a partir de acusar de “anarco-capitalista” a uno de sus miembros, nuestro compañero Erasmo Calzadilla, activo ambientalista local en el Reparto Eléctrico y asiduo articulista en el sitio Habana Times. Esto puede ser una buena oportunidad para abrir un necesario debate de ideas que de otra forma no ocurriría La impresión que deja Ubieta en su texto es que descubrió un juego de palabras, una pirueta escritural, al acusar a Erasmo de “anarco capitalista”, perdiendo de vista que esta es una corriente de pensamiento, menos pública que otras, pero que forma parte orgánica de la frondosa familia intelectual del neoliberalismo. Pero esto no es algo relevante para él, que en su cortedad de empeños, ni siquiera pudo regalarnos un solo argumento que fundamentara la ubicación del pensamiento de Erasmo en las coordenadas de esa corriente de pensamiento, sus autores, sus tesis y sus conceptos. Eso para él no hacía falta. Todo parece indicar que el objetivo central de Ubieta ha sido menos que polemizar analíticamente, sencillamente establecer asociaciones superficiales torcidas y corrosivas, tales como que Erasmo está vinculado al reaccionario Grupo PRISA, por usar en común a ellos el manoseado término de “régimen” cubano, todo para echarle tierra encima a una persona que forma parte de un pequeño colectivo, casi todos nacidos y todos socializadas en el marco del orden estatal post revolucionario cubano y que consideran que la única manera de desarrollar los contenidos liberadores y populares que un día dieron vida a este gobierno, es asumiendo la revolución como acción directa, cotidiana, autónoma y  liberadora, sin pedir permiso a los que se han apropiado de ella y de ella viven, viajan, vacacionan, mantienen estilos de consumo… y ahora pretenden hacerla una empresa eficiente.    Esos son los que conforman la gran familia de lo que Ubieta festinadamente llama el “contrapoder” en Cuba, un eufemismo con tufo progre que denomina a un gran entramado de individuos cooptados por la gerencia central, algunos provenientes de las capas más humildes de Cuba, que un día fueron llamados a ser cuadros  profesionales y a convertirse en incondicionales a temporada de "la Revolución" hasta que la máquina devoradora de cuadros los defenestra deshonrosamente de la morada, después de comprobarse que tomaron algunos cientos de miles de dólares y algunos viáticos de descanso, como los que se dieron los imponderables Roberto Robaina- Carlos Lage-Otto Rivero- Felipe Pérez Roque- Yadira García-Juan Carlos Robinson… por sólo citar a la última camada de echados de esta serie.   2.   Para aquellos que quieran acusar a Ubieta de asalariado del aparato ideológico del sistema, creo que pueden hacerlo, pero eso no agota el análisis de su caso y no es justo que respondamos con las mismas cartas. Es preciso comprender la lógica del otro, no para quedarnos en la estética de la tolerancia, sino para juzgarlo mejor. Ubieta además de director del oxigenante periódico La calle del medio es autor de un libro publicado en el álgido 1993, con el cual dio una de las primeras señales de la reorientación ideológica del discurso oficial en Cuba, luego de la evaporación histórica del marxismo-leninismo: Ensayos de Identidad, texto que como su nombre lo indica tuvo por centro lo que a partir de ese momento se le llamará “la identidad”, una instancia a través de la cual los agentes culturales del orden estatal cubano gestionaron el recambio de la fenecida “moral comunista”. Una operación que involucró la designación de un nuevo ministro de cultura, la reorganización de la enseñanza de la historia de Cuba y el entramado institucional de la cultura, con la recuperación de figuras como Fernando Ortiz (y su noción de la integración nacional a partir del mestizaje), Cintio Vitier (y su teleología post-origenista del devenir simbólico de la nación) o la adjudicación de un nuevo estatus a la figura de José Martí, con la creación de una instancia cuasi ministerial como la Oficina Nacional del Programa Martiano, con la decorosa figura de Armando Hart Dávalos en calidad de su presidente. Miembro activo de la “última promoción de filósofos que comienzan a emerger con vigor”, según la contraportada de la edición de su libro de 1993, de la cual formaron parte Paul Ravelo Estrade, desaparecido en el torbellino de “parados” en España, Emilio Ichikawa Morín, devenido exitoso intelectual orgánico de la centro derecha cubana en Miami o Rubén Zardoya Loureda, defenestrado intelectual –también orgánico- del “partido único” cuando ejercía funciones de Rector de la Universidad de La Habana; así como el excelente filósofo Alexis Jardines, probablemente el integrante más original e interesante de la camada, capaz de profundas reflexiones, sistematizaciones y contestaciones, que, sin embargo, se tornaron en lamentable y trivial mediación para un nada original traslado a EE.UU. De ese grupo aún más amplio ha sido Ubieta uno de los más visibles promotores de la posterior avalancha de “la identidad cultural”, eso que la periodista Alina Perera Robbio, compañera de ideas de Ubieta, alguna vez denominó “el hilo invisible en el collar de perlas de la nacionalidad cubana”.  Han sido los intelectuales orgánicos de la nacionalidad (o los nacionalistas burgueses, como se decía antes de la nueva ola marxista gramsciana) los promotores más activos de ese “hilo invisible”, que no es otra cosa que una metáfora para nombrar la reconstrucción histórica de una identidad nacional que ha permitido sublimar y echar una eficaz cortina de humo sobre el caudillismo, el verticalismo, el desarrollismo y la lucha de clases y sus expresiones culturales que han atravesado a la sociedad cubana, como a cualquier otra sociedad asolada por la dictadura de la modernidad capitalista y sus variantes coloniales.   Esos empeños por la “búsqueda de la cubanidad”, expresión acuñada por el gran historiador Eduardo Torres Cuevas, referente intelectual insoslayable en esos laboreos, ha logrado ir vaciando de contenido popular, periférico y proletario a la historia del pensamiento sobre los destinos del país, así como poner la producción de “pensamiento trascendente” en manos exclusivas de los versados en la cultura libresca oficial, por lo que no es extraño que nada de la rica prensa obrera producida en Cuba sea pasto de interés de estos cultores de las olímpicas grandezas nacionales. Así, en 1902 mientras los grandes intelectuales del estado nacional cubano rumiaban teorías para explicarse como Varona el “imperialismo a la luz de la sociología” y todavía no había arribado a las costas cubanas la iluminadora teoría marxista que explicara el rol de la dominación económica, ni había madurado Villena, ni Ramiro Guerra, adalides del pensamiento económico de la nación cubana, según los estudiosos oficiales del tema, un intrascendente “periodiquillo” anarquista como ¡Tierra!, (pero uno de los empeños periodísticos proletarios de más hondura intelectual, más sólidos y duraderos, a nivel de toda América, durante casi 20 años, sólo comparable a su homólogo argentino La Protesta) en un artículo del 5 de julio de 1902 señalaba: “La revolución pasada […] obra fue del proletariado que arrastró con su ejemplo y por la fuerza de la clase media ilustrada (…) Hora es ya de terminar esa alianza inmovilizadora. Concluida la Revolución por la independencia con el grillete de la Enmienda Platt, remachado por los Asambleístas Constituyentes a nombre del pueblo, el obrero cubano debe ahora dedicar todas sus energías a la conquista de la emancipación económica, pues la revolución por la independencia no lo va redimir de esa esclavitud, al contrario la va a acentuar, por la misma razón que ha dado un vigoroso impulso a la concentración del capital.” Ese vaciamiento de contenidos populares de la historia que han estado haciendo los historiógrafos de la nación cubana ha ido creando las condiciones para que hoy no nos asombremos de un cartel gigante que este año ubicaron en el set de la plaza de la revolución el pasado 1 de mayo: “socialismo es soberanía nacional”, una definitiva declaración del achatamiento de la idea del socialismo en manos de los promotores de los Lineamientos y una demostración de la inquietante capacidad de reproducción universal de la lógica gubernamental que dio lugar hace casi un siglo a los nacional-socialismos europeos. Pero para los intelectuales orgánicos de la identidad nacional esto no es un peligro, sino una oportunidad, una coartada insuperable para salvar su función de rectores de la alta cultura nacional y receptores de las prebendas en status social que ello implica, pero también de algo más determinante: un recurso para conservar su incapacidad, conscientemente asumida, de no poder imaginar un orden social sin la existencia de una elite que destruya toda forma de gestión horizontal colectiva de la sociedad.     Casi viente años después del inicio de aquel programa de fortalecimiento de la identidad nacional como política delEstado, sus frutos se han hecho cada vez más palpables: más que el amor a la patria, hecho popular, hondamente sentido y no necesitado de subsidios estatales para su existencia, se ha reforzado aún más el culto al Estado que nació a partir de la instrumentalización de las conquistas populares de la revolución de 1959, hecho que confirma la tesis del encuadernador anarcosindicalista alemán Rudolf Rocker, autor de la monumental obra, quemada por la maquinaria cultural nazi, Nacionalismo y cultura (1933), donde propone como idea central de su libro que la cultura nacional donde quiera que se organiza es el conjunto de los hábitos, normas y estilos de hacer de la sociedad, que reproducen la lógica del estado a su imagen y semejanza o que no afectan su existencia; hábitos, normas y estilos que son elevados a la categoría de reliquias y fuentes depositarias del orden jerárquico establecido.   De esta definición se pueden derivar las razones que pueden explicar el colosal equívoco que produjeron los socialismos del siglo XX, al confundir propiedad social con propiedad estatal, pues si la expresión más palpable del fermento de existencia de una sociedad es su cultura y esta es convertida en un engranaje del régimen de la gobernabilidad estatal nacional, la sociedad misma es propiedad del Estado y por medio de una inversión ya indolora, la sociedad deja de ser condición para la existencia del Estado y el Estado se convierte en condición de existencia de la sociedad… Es que el nacionalismo, sea de los grandes o las pequeñas naciones no ha ido más allá de reproducir a distintas escalas los procederes de los grandes Estados opresores que los movimientos de liberación nacional decían combatir, como lo han demostrado en su libro Anarquismo en África Mbá e Igariwey, en el caso de los socialismo africanos, en general los llamados estudios subalternos y como ya lo venían denunciando desde un siglo anarquistas como Enrique Roig San Martin en La Habana frente a las elites empresariales separatistas, Arrigo Malatesta en la Italia arrebatada por los nacionalistas mazzinnianos o los marinos revolucionarios de Kronstadt, cuando sufrieron la arremetida armada del Ejército Rojo en marzo de 1921.   3.   A Erasmo Calzadilla y a muchísimas otras personas acá les da risa que existan “ideólogos de la subversión” no porque no sepan que los haya y que estén además bien pagados, sino porque lo que ha quedado demostrado es que esos ideólogos de la subversión no son tan efectivos en su labor como los ideólogos de la disolución de la revolución desde adentro y un ejemplo sencillo, claro y a mano de esto último es la ya célebre oración : “…revolución es cambiar todo lo que debe ser cambiado…” ¿Quién es el sujeto de esta oración? ¿Quién decide que es lo que debe ser cambiado? ¿Quién va a ejecutar ese cambio? Esta frase -de la autoría del máximo ideólogo de este proceso- deja un jugoso espacio a la indefinición de los roles y, más importante aún, a la parálisis social administrada desde las cúpulas dirigentes, esas que ahora están siendo convocadas a protagonizar un “cambio de mentalidad” de forma tal que los que aprietan el acelerador son los mismos que, automáticos, pisan el freno.  Si los ideólogos de la contrarrevolución tuvieran este nivel de eficacia disociadora, lo que queda de esta revolución hace tiempo no hubiera existido.    4.   Asociar a Observatorio Crítico con Yoani Sánchez es una intención muy marcada en el equipo de trabajo del doctor Ubieta, confieso que no conozco en detalle las intimidades de las relaciones de Yoani Sánchez con Erasmo, ella y él tienen derecho de conocerse y estudiarse. Y si de posiciones claras del OC frente a los defensores del capitalismo en Cuba se trata, tomen nota que cuando en 2010 se realizaron en Casa Gaia –espacio privado/público habanero bajo auspicios del MinCult y de la Oficina del Historiador- los encuentros del 1er Estado de SATS -un evento que ha sido la más seria plataforma de discusión para el demo-liberalismo en Cuba desde la perspectiva teórica de la complejidad-, los únicos que estuvieron ahí presentes y activos para defender abiertamente el socialismo (en su auténtico carácter socializador, libertario, proletario y popular) fuimos los activistas del Observatorio Crítico; y por allí no vimos pasar ni al doctor Ubieta, ni a ningún otro “ideólogo” “profesional” “de la revolución”.   Si el doctor Ubieta se siente atacado en su condición de defensor del socialismo, mi pregunta es ¿qué es lo que dice cuando afirma lo de socialismo?, porque a cualquiera mínimamente respetuoso de su propia dignidad intelectual, le puede quedar claro con una sola ojeada que la machacona y desembozadamente tecnocrática promoción en los “Lineamientos” de los campos de golf, los contubernios cada vez mas públicos con Monsanto y el conglomerado agro-tóxico mundial (felicísimo de poder echar abajo un referente latinoamericano de agricultura orgánica y ecológica como Cuba, crecido en menos de 10 años ), la destrucción y momificación folclórica de todas las instancias de supuesto poder popular y de los trabajadores en Cuba (Sindicatos, Comités de Defensa de la Revolución, Brigadas de Producción y Defensa, Asambleas locales del Poder Popular y un escueto etcétera), el traspaso al ámbito policial de proyectos socioculturales autónomos anteriormente “atendidos” por el Ministerio de Cultura, los reiterativos llamados a la eficiencia, al orden y la disciplina, no son pasos en función de encaminar las prácticas socio-políticas cubanas hacia un renovado proyecto socialista y al protagonismo de los trabajadores en sus trabajos y en sus vidas, sino maneras de conectarlas de manera suave, “soberana” y sin traumas transitivos a ese Poder Global que Ubieta dice combatir.   5.   Llegado a este punto me gustaría aclarar que no conozco una declaración explícita de Erasmo de su condición de anarquista, aunque él ha leído con interés materiales libertarios que nos hemos circulado. En el Observatorio Crítico hay anarquistas activos trabajando, pero no es condición esencial ser tal para formar parte de esta red de aprendices rezagados de militantes sociales, por lo que tal vez Erasmo deba tomar nota de los señalamientos del doctor Ubieta para mejorar su condición libertaria porque en verdad es muy poco edificante ser un anarquista de centro, aunque creo que Erasmo a lo que se refiere es a Havana Times como “centro” no en el sentido político sino en el sentido de espacio. Yo sí le pudiera decir a Ubieta que su identidad de izquierdista es tanto o más precaria que la que le señala a Erasmo, pues las reglas del capital han convertido a los gobiernos “de izquierda”, en los más eficaces gestores del capitalismo global, como hoy lo están demostrando los socialistas Papandreu en Grecia, los socialistas Zapateros en España, el ex guerrillero Tupamaro don Pepe Mujica en Uruguay o los vendedores de petróleo “bolivariano” a la mega maquinaria industrial mundial, que creen que el socialismo es sólo un asunto de repartir más… Igual que los gestores de los nuevos capitalismos bajo banderas rojas, en China y Vietnam. 6.Después de todo esto viene lo crucial que nos plantea a todos el doctor Ubieta: ¿qué hacer con el gobierno cubano? Como militante social, anarquista, anticapitalista digo que “apoyar” o “combatir” al gobierno cubano son dos caras de una misma moneda llamada “la gobernabilidad”, ese exitoso concepto y programa de factura “made in FMI” que sólo ha tenido por propósito definir las condiciones que permitan la reproducción ampliada, en círculo vicioso, de la alienación disciplinada y masiva de toda una sociedad, para que sus castas mandantes y capitalistas, en cualquier variante, puedan seguir cómodamente donde están. La política del pueblo trabajador debe enfrascarse en una labor mucho más ardua, profunda y duradera que apoyar o combatir a un gobierno, que ha hecho más por “nosotros” que ningún anterior en Cuba, pero que también ha generado según uno de sus voceros oficiales “…una casta parasitaria que por años se ha venido alimentando de los dineros y las urgencias del pueblo” (“La mentalidad frente al espejo” En: Granma, viernes 22 de julio de 2011). Nuestra política, como anarquista en Cuba hoy entiendo que debe dirigirse a hacer realidad una frase tirada al viento por Fidel en Cuba hace mas de 40 años: aquella referida a que “algún día desaparecerá de la sociedad cubana la ominosa función de cuadro dirigente…” para dar paso a un pueblo consciente de sus potencialidades y destinos y con las armas en la mano para la producción, la defensa, la cultura y el goce de la creación y el ocio libre defienda y profundice su socialismo.Si nos dicen que eso no se ha realizado en todo este tiempo porque es difícil, por la cercanía del sabotaje y la agresividad imperialista, hay una respuesta que es sencilla y clara: ¡¡no hubieran hecho la revolución!!, ya que otra cosa no se podía esperar del imperio. Lo lamentable no es eso, sino que ahora, medio siglo después que el gobierno que encarnó la revolución y destruyó todas las barreras de lo posible, según se entendía en las tres cuartas partes del mundo en los años 50, pesen aún más las mismas consideraciones geopolíticas (basadas en el famoso fatalismo geográfico que nos enseñaron a refutar en el pre, padre del “destino manifiesto”, de la doctrina Monroe y de todos los anexionismos) que ese mismo gobierno combatiera. El imperialismo yanqui no va a financiar revoluciones, ese es el error de fondo de toda la campaña internacional contra el bloqueo. La única forma efectiva de hacer avanzar la revolución es convertir en posibilidades de otro desarrollo la circunstancia que nos ha tocado vivir, como lo ha demostrado el repunte de la agricultura orgánica en los últimos años y que hoy las elites tecnocráticas y militares pretenden desmantelar, porque ese desarrollo haría ociosos departamentos ministeriales enteros y le confiere más autonomía y libertad al pueblo trabajador como mismo lo pudieron hacer 20 años antes las Milicias de Tropas Territoriales. Ningún cuerpo especializado en Servicios Empresariales de Protección Socialista Antimperialista (S.E.P.S.A??) con sus tanques y sus camiones de guerra para desfiles, sus casas de descanso, sus compras subsidiadas y sus teléfonos móviles a cuenta abierta, está en condiciones de defender la propiedad social, si la hubiera en Cuba, porque los intereses de tal casta militar están al servicio, no del eufemístico y abstracto “interés del pueblo”, sino de cualquier poder nacional o foráneo, socialista o capitalista que mantenga con vida su existencia, sus jerarquías de mando y sus privilegios, como mismo las poderosísimas Fuerzas Armadas de la difunta URSS, cruciales para disuadir la fuerza opresora de la otra potencia mundial, fueron inútiles para defender las bases legales de la supuesta renovación del socialismo, cuando este –tornado ya un mero vocablo- fue echado abajo por la confabulación de sus propios cuadros dirigentes, insatisfechos con la falta de “libertad de empresa” y los (ya despampanantes) privilegios de consumo bajo aquel régimen. Y recordemos: el glorioso pueblo “soviético” no disparó ni un solo tiro en defensa de ese (el ya tan opresivo, formal y ajeno) “socialismo”. Las nefastas consecuencias de un giro capitalista estatal de la revolución de 1959 fueron intuidas muy tempranamente por compañeros anarquistas de Cuba y el exterior. Textos enterrados por la historia contada por los liberales y los izquierdistas progres como un Manifiesto de los anarquistas de Chile sobre la revolución cubana ante los imperialismos yanqui y ruso (1960); el Testimonios sobre la revolución cubana (1960) de Agustín Souchy, anarcosindicalista polaco-alemán y prestigioso especialista en temas de reformas agrarias, quien estudió sobre el terreno el primer plan de cooperativización del gobierno cubano; las últimas ediciones antes de ser clausurado del periódico Solidaridad Gastronómica, órgano del sindicato gastronómico de La Habana; o el folleto Revolución y contrarrevolución en Cuba, de 1960, de los compañeros Carlos Ferro y Abelardo Iglesias -dos trabajadores, militantes anarquistas consecuentes, de la más joven generación de esa época-, son una pequeña muestra de una labor de esclarecimiento de perspectivas que halló resistencia incluso en los propios medios libertarios de la época. Pero el tiempo les ha dado reverdecidas razones. Así, en el escueto folleto antes citado plantearon con claridad meridiana lo que recién estamos redescubriendo tardíamente hoy: “Expropiar empresas capitalistas, entregándolas a los obreros y técnicos, ESO ES REVOLUCIÓN. Convertirlas en monopolios estatales en los que el único derecho del productor es obedecer, ESTO ES CONTRARREVOLUCIÓN.” Si fuésemos unos anarquistas trasnochados diríamos que sólo alguien como el doctor Enrique Ubieta, junto a toda la casta social que ha vivido del monopolio estatal puede no entender estos planteamientos, por pura conveniencia clasista, pero no nos llamamos al autoengaño, toda una maquinaria de adoctrinamiento estatal dirigida, en el mejor de los casos a producir pasividad, irresponsabilidad, abulia (tanta, que los que la fomentaron hoy quieren combatirla), además del consabido miedo, han convertido estos posicionamientos en peligrosos extremismos sin lugar casi en este mundo... A esto hay que agregar razones de más densidad histórica y estructural: el gobierno existente en Cuba ha sido expresión concentrada de las propias manquedades de la cultura política de los trabajadores y el pueblo cubano que hace mas de 50 años, con las tasas de explotación por vía salarial más alta del continente (sólo superadas por Chile en 1953), exigió mayoritariamente a “su” Estado revolucionario, salvo raras y expurgadas excepciones, que se convirtiera en un gran monopolio empresarial nacional, que los librara de la responsabilidad de la libertad y la autogestión, que los librara de las molestias del trabajo libremente asociado y les diera acceso masivo a la vida urbana, a la industrialización de la agricultura y a lo más depurado de la cultura para masas del capitalismo, en nombre del socialismo y el anti imperialismo. Los trabajadores rurales cañeros, símbolos de las más duras luchas sindicales en Cuba, no pidieron tierra para ser libres, sino simplemente mejores salarios del Estado. Nada de esto fue únicamente una imposición exclusiva de la “unidad revolucionaria”/“dictadura castrista”. Como se desprende del libro Ideología y revolución. Cuba 1959-1962 de la rigurosa historiadora Pilar Díaz Castañón, buena parte de la sociedad cubana, en masa, regaló sus derechos al Estado para que diseñara la ‘magia del cambio’. El llamado “fidelismo”/“castrismo” ha sido también un pacto tácito de “no democracia” a cambio de “modernización acelerada”, en el cual el pueblo trabajador no fue una víctima inocente, sino un protagonista muy activo. Pacto social que condujo casi mecánicamente es a la alianza geopolítica-geoeconómica-geoestratégica-geoideológica con la URSS, incluyendo sus nefastos efectos culturales locales… Y en ese contexto el Estado revolucionario pudo acallar, sin contestación social alguna, voces como las de los compañeros Iglesias, Ferro, Marcelo Salinas y otros tantos libertarios, quienes ya conocían (desde mucho de 1959), como otros tantos actores de la sociedad cubana, la naturaleza del régimen “soviético”. 7. Si los pasos actuales que se derivan de los Lineamientos se relacionaran, no con los postulados de estos olvidados compañeros, que sería mucho pedir, sino con los pasos que se dieron en el Ministerio de Industria dirigido por el Che Guevara, con discutibles herramientas socializadoras como los “Comités de Industrias Locales” o los “Planes Especiales de Integración”, tuviéramos algún motivo para prestarle atención a las supuestas intenciones socialistas del gobierno que dirige el país. Pero no es así, el camino al que se nos exige avanzar es hacia un perfeccionamiento del Estado como empresario “colectivo” anónimo, asociado con negocios privados de diversa envergadura (desde timbiriches cuentapropistas donde es obligatoria por decreto la contratación salarial y ya se habla de una sindicalización “vertical” estilo fascista de patrones y empleados en la misma sección sindical, hasta corporaciones transnacionales), y enfrascado en un disciplinamiento de sus masas asalariadas y un etéreo “cambio de mentalidad” en los dirigentes para arribar a algo que inevitablemente pasará por parecerse cada vez más al capitalismo y que generará algo muy parecido a la pura, dura y clásica lucha de clases… ¿De qué lado de las barricadas volveremos a encontrarnos al doctor Enrique Ubieta y sus colegas? Es él quien tendrá que definirlo. Nosotros estamos aquí donde han estado siempre los anarquistas, los comunistas libertarios, sin amo, sin gobierno, en la lucha, solidarios, en el pueblo, en la calle…

Chile prohibirá a manifestantes cubrirse el rostro


14 de agosto 2011.- fonte aporrea (aqui)


El ministro del Interior de Chile, Rodrigo Hinzpeter, anunció este sábado que el gobierno derechista del presidente Sebastián Piñera prohibirá la presencia de 
personas que se cubran el rostro en las manifestaciones de protesta y aumentará las penas por desórdenes públicos.

“A las marchas se concurre con las manos limpias y con el rostro descubierto. Vamos a poner término a los encapuchados. Se acabó el tiempo de gente que oculta su rostro para que no sea presa de la justicia”, dijo Hinzpeter, quien anunció un proyecto de ley que modificará el decreto 1086, que regula las movilizaciones, y prohibirá la concurrencia a marchas “de personas encapuchadas, con pañuelos o cualquier otro elemento que cubra el rostro”.

Asimismo, el funcionario aseguró que mediante otro proyecto de ley, se aumentarán las penas por desórdenes en la vía pública, al incrementar la condena de 341 días a tres años.

La manifestación más reciente convocada por estudiantes el pasado martes en Santiago acabó con disturbios que se saldaron con 396 detenidos y 78 lesionados, la quema de un auto y la destrucción de mobiliario urbano.

En tanto, dirigentes estudiantiles de todo el país, reunidos en la Universidad de Concepción, en la capital de la región de Bío-Bío, analizan qué medidas adoptarán para que el gobierno de Piñera dé respuestas a sus demandas.

Los estudiantes chilenos demandan que el Estado garantice una educación pública de calidad, el establecimiento del transporte público gratuito para los escolares de secundaria, la reparación de las infraestructuras dañadas por el terremoto de 2010 y el fortalecimiento de la educación técnica, entre otras demandas.

Piñera ha dado por respuesta que por todo hay que pagar en la vida.

Fuente. Con información de agencias

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Venezuela: Hecho en socialismo - Como vaya viniendo vamos viendo


Por Javier Gárate

Las opiniones siempre están polarizadas cuando se trata de Venezuela. El establishment occidental argumenta que existe una dictadura socialista mientras que muchos en la izquierda afirman que una verdadera revolución está teniendo lugar en el país caribeño. Las denuncias de Chávez frente a las intervenciones militares del norte, su oposición retórica a la globalización capitalista y el hecho que haya sobrevivido una intentona golpista, hace que la mayoría de los movimientos contra la guerra en el mundo simpaticen con sus ideas. Pero también existe bastante preocupación, frente al culto a la personalidad, al propio autoritarismo de Chávez y su afinidad con otros líderes autoritarios, a una política económica que en realidad está basada en cooperación con empresas transnacionales de petróleo, y sobre todo para nosotros -- en la IRG -- el mismísimo militarismo que Chávez representa: creación de una milicia uniformada, presencia de oficiales militares como jefes de organizaciones "civiles", la continua inculcación de una mentalidad de guerra, etc. Por medio de la invitación de PROVEA (organización de Derechos Humanos reconocida internacionalmente) y el colectivo anarquista Periódico El Libertario, en mayo (2011) una delegación de tres personas de la IRG visitó Caracas y también el estado Lara.
 

Hecho en socialismo

Al llegar al aeropuerto en Venezuela de inmediato algo se siente diferente, en vez de un cartel de Coca-Cola hay grandes anuncios cayendo del cielo diciendo "Hecho en Socialismo", presentando todos los logros del actual gobierno venezolano... millones de esto, menos de lo otro, más de esto... algo que es repetido en avisos y afiches por toda la ciudad, de vez en cuando incluyendo una imagen de Chávez tomando en brazos a un bebe o alguna otra escena dirigida a tocar la emociones. Desde el momento de poner pie en el país la palabra socialismo te empieza a ser bombardeada. De alguna forma da gusto el no tener el típico cartel de Coca-Cola, pero al mismo tiempo y mientras más ves estos anuncios, no puedes evitar pensar que en realidad están haciendo lo mismo que Coca-Cola -- vendiendo un producto.

En el camino desde el aeropuerto, sin embargo, la imagen más llamativa son las casas vulnerables. En el metro vimos colas de gente esperando para inscribirse para la nueva Misión Vivienda – el último intento (claramente coincidiendo a tiempo con las próximas elecciones del 2012) para solucionar los problemas de vivienda de Venezuela, los cuales han empeorado durante la "revolución" (el gobierno de Chávez está dentro de los más bajos en Latinoamérica cuando se trata de construcción de nuevas viviendas).


En el 2010 se celebró el Bicentenario de Venezuela, usado al extremo para reforzar los sentimientos nacionalistas. Durante nuestra estadía visitamos el monumento erigido para marcar esta fecha, el cual tiene por nombre "El Misil Ideológico", un tremendo misil pintado de rojo y negro, representando entre otras cosas la necesidad de armarse para proteger su ideología. El uso de las palabras siempre son elegidas con extremo cuidado, por ejemplo, todos los ministerios anteponen las palabras Poder Popular, Ministerio del Poder Popular para la Educación. Con esto, se trata de presentar que es el pueblo quien está liderando las instituciones públicas y el poder Ejecutivo, cuando la realidad no podría estar más lejana a esto. 



Real politik

El gobierno de Chávez ha estado basado en promesas y en una postura desafiante frente a los super poderes del mundo. Sin embargo, existe un creciente abismo entre la imagen que el gobierno pretende cultivar y la práctica real. Esta es una forma extraña de "anti-imperialismo" donde EEUU continua siendo el principal comprador de petróleo venezolano, de la mano de una empresa trasnacional con tan mala reputación ambiental, en derechos humanos y de los trabajadores como lo es Chevron.


La soberanía alimentaria, se presenta como objetivo principal del gobierno de Hugo Chávez, pero la realidad es que la agricultura nacional venezolana produce menos que antes y ladependencia en importaciones, incluyendo de alimentos, está aumentando cada año.

La promoción de cooperativas ha sido una de las características más renombradas del gobierno venezolano, en nuestra visita conocimos a la mayor cooperativa del país --Cecosesola en el estado de Lara -- la cual empezó en el año 1978 organizando funerarias, se expandió al servicio de buses, después a la distribución agrícola, y ahora cuenta con un mercado semanal de verduras y frutas que provee de productos a más de 55,000 hogares y ha reinvertido sus ganancias para construir un hospital que cuenta con 90 camas. Esta cooperativa enfatiza la importancia en las relaciones cooperativistas, organizándose de forma horizontal y tomando decisiones por consenso. Bajo Chávez miles de cooperativas han postulado a financiamiento del Estado y aquellas que existen -- en un claro contraste con Cecosesola -- son verticales, muchas veces con un miembro del partido de gobierno como jefe e imponiendo condiciones laborales que sindicatos no aceptarían, e incluso a veces siendo poco más que maquilas para grandes empresas, muchas veces ubicadas fuera de Venezuela.

Al mismo tiempo en el nombre de defender la revolución, Venezuela es una de las principales gastadoras en equipamiento militar en Sudamérica. Entre el 2000 - 2010 Venezuela gastó €2032 millones en importación de armas, 72% de esta suma yendo a Rusia, con la argumentación de ser un vendedor anti-imperialista -- al parecer no se han enterado que ya termino la Guerra Fría.


Revolución de base

Muchas cosas se le perdonan al gobierno de Chávez argumentando que uno de los aspectos más importantes es que finalmente le ha dado voz al pueblo y a los movimientos sociales de base. Por lo que a pesar del conocimiento de corrupción dentro de los círculos dominantes y de la impunidad disfrutada por la policía y oficiales militares, estas son cosas que hay que aguantar por el bien de tener un gobierno del pueblo. Durante nuestra visita a Venezuela visitamos la Coordinadora Simón Bolívar, ubicada en el Barrio 23 de Enero en Caracas -- un barrio popular -- el cual es conocido por ser unos de los lugares de mayor apoyo al gobierno de Chávez. La Coordinadora hace un trabajo increíble con la comunidad, con su propia radio (con la mejor salsa), un info-centro que funciona con linux, una biblioteca, un gimnasio, etc. y es un lugar para todo tipo de actividades en apoyo a la comunidad y mejor aún todo esto en dependencias que solían ser una comisaria. Eso sí, no pudimos evitar el sentirnos incómodos cuando mencionaron la necesidad que todo joven en el barrio debe pasar por entrenamiento militar para proteger su revolución, al mismo tiempo de ser un lugar para que jóvenes aprendan como comportarse. También vimos una exagerada mentalidad guerrerista, ya que incluso un proyecto de cultivo de peces fue presentado como la solución a la seguridad alimentaria en caso de una invasión.


En 1989, los venezolanos/as se rebelaron contra un paquete de medidas neoliberales por parte del FMI, en Caracas, cientos - sino miles - fueron asesinados durante las protestas que empezaron oponiéndose a un aumento del precio del transporte. Para el propio Chávez se trató de un punto de inflexión, sin embargo, hoy nos encontramos que el comité fundado por familiares de los desaparecidos (COFAVIC) sigue haciendo campaña para una investigación adecuada de quiénes fueron responsable de tales crímenes, por la exhumación e identificación de las víctimas, y para la aplicación de las recomendaciones de la Corte Interamericana de Derechos Humanos, que incluye la reforma de las estructuras de la policía y una mejor capacitación de estas.

Al visitar al Comité de Victimas contra la Impunidad del estado Lara, escuchamos sobre los continuos y alarmantes niveles de violencia, asesinatos y desapariciones de ciudadanos venezolanos. Una amplia gama de actores están involucrados, incluyendo varios miembros del estado: más de 400 ejecuciones tienen lugar cada año por parte de la policía estatal. Uno de sus métodos, es la táctica de la "oveja negra", la cual encuentra eco en los altos niveles de inseguridad entre la población, en este método, oficiales de policía se reúnen con representantes barriales y marcan las casas donde viven supuestos criminales. Esta estigmatización pública da a los vecinos la sensación que los problemas están siendo solucionados, cuando estos supuestos criminales son asesinados. El Comité cuenta con claras evidencias de la conexión entre representantes del gobierno, oficiales de policía y las bandas criminales. Existe más y más evidencia de cómo miembros del gobierno tienen sus manos sucias con crímenes. Uno de los casos más conocido es el del asesinato de Mijail Martínez, su padre, Víctor Martínez, es un ex miembro del Consejo Legislativo de Lara, y ex camarada del mismo Chávez y quien con el correr del tiempo vio claras evidencias del mal actuar dentro de miembros del gobierno y comenzó a denunciar las conexiones entre bandas criminales, oficiales de policía y representantes estatales en la ciudad de Barquisimeto. Víctor está convencido que Mijail fue asesinado como amedrentamiento a su persona, para detener sus continuas denuncias. Si una revolución es liderada por el pueblo no sería sospechosa de la desaparición y asesinato de este.

Conclusión

Siempre es bueno el ver las cosas por uno mismo, y esto tiene aún más sentido cuando se trata de Venezuela, dada la diversidad de visiones que uno recibe del país dependiendo de dónde estás vienen. Después de dos semanas visitando grupos de todos los sectores, podemos ver un incremento de expresiones independientes de movimientos sociales en Venezuela, muchos de ellos que vienen de una tradición de izquierda y quienes apoyaron en los primeros años al gobierno de Chávez, pero que en el último tiempo han sufrido grandes decepciones. Como parte de nuestra visita a Venezuela se nos pidió el dar un entrenamiento en campañas noviolentas, tratando el cómo ser más estratégicos y creativos en las acciones de organizaciones sociales. El entrenamiento fue a pedido de grupos que ven difícil salir de la rutina de siempre hacer las mismas acciones y también de la necesidad de crear conexiones entre diferentes movimientos venezolanos. Los movimientos venezolanos cuentan con una rica tradición de acciones creativas de las cuales tomar inspiración. Ahora existe la necesidad de construir conexiones entre los diferentes sectores y llegar a aquellas personas confundidas, pasivas y nuevamente sintiéndose impotentes. Los medios de comunicación del mundo se enfocarán en las elecciones del próximo año como la llave a todos estos asuntos, pero sin importar lo que suceda en ellas, los movimientos sociales autónomos tienen un importante rol que jugar en Venezuela, para hacer contra-fuerza al monopolio del poder estatal y mostrar que no se trata de una revolución del Estado o una dictadura socialista, se trata de construir una verdadera revolución de base.

Rebeldes, mas não ‘ladrões’



Londres em noite de saques e prisões. Conflitos começaram após polícia ter matado um morador negro na quinta-feira. Foto: Leon Neal/AFP
A onda de violência na Grã-Bretanha foi provocada por um bando de “ladrões”´ e “doentes”. Numerosos pertencem a gangues de jovens encapuzados, os hoodies. Palavras do primeiro-ministro britânico, David Cameron, em sessão extraordinária no Parlamento, nesta quinta-feira 11. Em miúdos, os ladrões, ou doentes, ou quem sabe ladrões doentes encapuzados, não têm uma agenda. Só querem saquear.
Foram raros os articulistas britânicos a questionar o discurso simplista do primeiro-ministro conservador. Para minha surpresa, até colunistas de diários de esquerda, como o The Independent, concordaram com Cameron. Esses escribas não levaram em conta como a maior recessão desde os anos 1930 e o programa de austeridade implementado pelo governo suscitaram a erosão da qualidade de vida das classes médias e pobres. Também ignoraram o fato de os integrantes de minorias serem os mais afetados pela crise e pelo programa de austeridade. Colunistas da imprensa brasileira adotaram, acríticos, a fórmula de Cameron: os rebeldes são ladrões.
Cameron, vale exprimir, está atravessando a crise mais grave desde que assumiu o cargo, 15 meses atrás. Teve de encurtar suas férias na Toscana, e, ao chegar a Londres, vestiu a camisa do premier linha-dura. Em grande parte, adotou essa postura devido à sua imagem negativa nas pesquisas. Em uma delas, a maioria das 2.534 pessoas interrogadas (57%) revelou-se insatisfeita com a lenta reação do primeiro-ministro. Na mesma enquete, a maioria dos britânicos (42%) estimou que as manifestações estão ligadas a comportamentos criminosos. E apenas 8% dos interrogados acham que a onda de violência é consequência do programa de austeridade. Criticado por ter tido de cortar 16.200 policiais por conta do programa de austeridade, Cameron cogita usar o exército se houver novos protestos.
Nas revoltas que sacudiram a França no final de 2005, os jovens também não tinham uma agenda. Como os ingleses, saquearam lojas e supermercados. Adotaram, ainda, a prática de incendiar automóveis. Na verdade, o problema, como sempre nessas revoltas a assolar a Europa, é muito mais profundo. Além de ter raízes na recessão, a questão do racismo sempre entra na equação. Na Grã-Bretanha, os conflitos tiveram início dois dias depois de a Scotland Yard matar Mark Duggan, um negro de 29 anos e pai de quatro filhos. Na esteira, minorias e brancos – e, de fato, hoodies –, se agregaram às manifestações país afora.
O programa de austeridade provocou o declínio dos serviços públicos, e o nível de desemprego, principalmente no setor público, está em ascensão. As medidas adotadas pelo governo alastram a fissura entre privilegiados e classes médias. O governo de Cameron cortou, por exemplo, os impostos do 1% dos mais endinheirados e aumentou o valor agregado – em período de recessão. Em suma, o poder aquisitivo das classes médias só pode declinar. Ao mesmo tempo, a fatia dos pobres, em sua maior parte formada por minorias marginalizadas, cresce.
Quem não ficaria revoltado com essas medidas a favorecer os privilegiados? Lee Jasper, ativista pelos direitos das minorias, respondeu para o diário italiano La Repubblica: “Condeno a violência, mas em parte. Condeno mais a violência econômica: o desemprego, a falta de oportunidade para os jovens no futuro. Essa violência não é reconhecida”.
Na verdade, não surpreende o fato de essas revoltas terem acontecido no Reino Unido, o país com maior disparidade social na Europa. Segundo um artigo do semanário Time, publicado em 2008, uma em cada três crianças nasce abaixo do nível de pobreza. A escassa possibilidade de mobilidade social deve-se à estrutura de classes, mantida pelas elites em grande medida por meio do sistema escolar. O ensino na maioria das escolas públicas é muito inferior ao das particulares. No setor público a média de alunos por classe é 26,2% comparada a 10,7% no privado.
A Fulham Prep School, escola privada ao sudoeste de Londres, cobra 24 mil dólares ao ano por criança. Essas escolas formam os futuros alunos de Oxford e Cambridge (ou Oxbridge), num reino onde 93% da população estudam em escolas públicas. Se os 7% a frequentar as particulares chegam a Oxbridge, cerca de 50% dos alunos de escolas públicas têm o mesmo paradeiro. E qual será o porcentual dos outros 50% que viram violentos hoodies? Esses excluídos tendem a participar em levantes de todos os tipos. E saqueiam. Mas as raízes dos levantes são mais profundas

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Londres: Anarquistas de Solidarity Federation se posicionan sobre los disturbios





Con los medios de comunicación culpando a la "anarquía" de la violencia que se desarrolla en Inglaterra, Solidarity Federation de Londres ha lanzado la siguiente declaración como respuesta de una organización anarquista activa en la capital inglesa.
En los últimos días, los disturbios han causado daños significativos a  diferentes partes de Londres, para escaparates, casas y automóviles. A la izquierda, oímos el grito siempre presente que la pobreza ha provocado esto. A la derecha, que gángsters y los elementos anti-sociales se están aprovechando de la tragedia. Ambas cosas son ciertas. Los saqueos y disturbios vistos en los días  pasados es un fenómeno complejo y contiene muchas corrientes.
No es una casualidad que los disturbios estén ocurriendo ahora, cuando las redes de apoyo a los desfavorecidos de Gran Bretaña se desmoronan y las personas son abandonadas en un abismo, golpeadas al caer por las porras de la policía. Pero no debe haber excusas para la quema de casas, aterrorizar a la gente de la clase trabajadora. Quienquiera que haya hecho tales cosas no deben ser apoyadas de ninguna manera.

La furia de los Estados es lo que es: fea y sin control. Pero no imprevisible. Gran Bretaña ha escondido sus problemas sociales desde hace décadas, acorralados con un piquete brutal de hombres armados. Crecer en los Estados a menudo significa que nunca se escapará de ellos, a menos que sea en la parte trasera de una camioneta de la policía. En la década de 1980, estos mismos problemas condujeron a Toxteth –disturbios ocurridos en Liverpool por parte de la comunidad de color y la policía-. En los años 90, contribuyó a los disturbios Poll Tax. Y ahora los tenemos de nuevo, porque los problemas no sólo siguen ahí: están empeorando.


El acoso policial y la brutalidad son parte de la vida cotidiana en todo el Reino Unido. Los sistemas de beneficios sociales se han deteriorado y eliminado. Las rentas aumentan y los puestos de trabajo patrocinados por el Estado utilizados para traer el dinero en la zona se están reduciendo en nombre de la transformación hacia una “gran sociedad de roles”. La gente que siempre ha tenido muy poco ahora no tienen nada. Nada que perder.
Y el propio papel de los medios de comunicación no debe ser disminuido. En todos los discursos sobre la "protesta pacífica" que precedió a los acontecimientos en Tottenham, los medios de comunicación no hubieran tocado la historia si todo lo que sucedió fue una vigilia frente a una comisaría de policía. La violencia policial y las protestas en contra de ella pasan todo el tiempo. Es sólo cuando la otra parte responde con la violencia (contra blancos legítimos o no) es que los medios de comunicación sienten la necesidad de no dar ningún tipo de cobertura.

Así que no debería haber ningún asombro porque las personas que viven una vida de pobreza y violencia hayan llegado, por fin a la guerra. No debe ser ninguna sorpresa que las personas están saqueando los televisores con pantalla de plasma que va a pagar por un par de meses de alquiler y dejar libros que no pueden vender en los estantes. Para muchos, esta es la única forma de redistribución económica que se verá en los próximos años a medida que continúan la búsqueda infructuosa de empleo.

Mucho se ha hablado del hecho de que los manifestantes estaban atacando "sus propias comunidades." Pero los disturbios no ocurren en un vacío social. Los disturbios en los años ochenta tendieron a ser dirigidos de una manera más específica, evitando inocentes y centrarse en objetivos más representativos de la opresión de clase y raza: la policía, estaciones de policía, y las tiendas. ¿Qué ha ocurrido desde los años ochenta? Los sucesivos gobiernos han hecho todo lo posible para destruir cualquier tipo de idea de trabajar la solidaridad de clase e identidad. No es de extrañar, entonces, que estos manifestantes combatan a su vez a otros miembros de su propia clase.

La Federación de Solidaridad se basa en la resistencia a través de la lucha laboral. Nosotros no estamos involucrados en el saqueo y la diferencia de las reacciones de la derecha, o incluso los comentaristas simpático-pero-condenatoria de la izquierda, no vamos a condenar o condonar los que no saben cómo devolverse parte de la riqueza que se les ha negado durante toda su vida.
Sin embargo, como revolucionarios, no podemos permitir que los ataques a las personas que trabajan, a los inocentes. Quemando las tiendas con viviendas por encima de ellos, el transporte de las personas, asaltos y similares son un ataque a nuestra propia clase y debe ser resistido con tanta fuerza como cualquier otra política de austeridad impuesta por el gobierno, a las alza de precios de los propietarios, a la intención de los jefes de robarse el fruto de nuestro trabajo. Esta noche y durante todo el tiempo que sea necesario, la gente debe unirse para defenderse cuando este tipo de violencia amenaza hogares y comunidades.

Creemos que la ira legítima de los manifestantes puede ser mucho más potente si se dirige de manera colectiva, democrática y no busca victimizar a otros trabajadores, sino para crear un mundo libre de la explotación y la desigualdad inherente al capitalismo.

Solidarity Federation – Londres
09.08.2011

fonte: periodico EL libertario (aqui)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Distúrbios em Londres entram no terceiro dia seguido



Londres, 8 ago (EFE).- O conflituoso bairro de Hackney, no leste de Londres, foi palco nesta segunda-feira para novos confrontos entre a polícia e um grupo de jovens que saquearam lojas e atacaram ônibus. Jovens lançaram bombas contra a polícia no leste da capital inglesa, marcando o terceiro dia de violência na cidade.

Fotos dos confrontos em Londres

De acordo com as informações da rede de televisão "BBC", os distúrbios se desencadearam depois que a Polícia efetuou revistas na rua, o que causou a reação de um grupo de encapuzados que passaram a enfrentar os agentes lançando pedras e garrafas.

As imagens aéreas da rua Mare, uma das vias principais deste bairro londrino, que possui uma das taxas de criminalidade mais altas do Reino Unido, mostravam como os manifestantes utilizavam pedaços de madeira para quebrar vitrines e janelas de alguns ônibus.

Uma unidade policial antidistúrbios confrontava o grupo, enquanto três helicópteros das forças de segurança sobrevoavam a região.

Esta é a primeira vez que os distúrbios chegam a Hackney após terem se propagado para vários bairros de Londres desde que na madrugada do domingo eclodiu em Tottenham, no norte da cidade, uma grave onda de violência que causou danos superiores a 115 milhões de euros.

Até agora, cerca de 160 pessoas foram detidas por desordem pública e saques, que a Polícia atribuiu a "delinquentes". EFE






Segue link das fotos: http://br.noticias.yahoo.com/fotos/conflitos-em-londres-1312809473-slideshow/