Mostrando postagens com marcador weed. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador weed. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Enquanto plantamos cana no Brazil

http://www.hempoilcan.com/
http://www.hemptrade.ca/



Vejam a indústria por trás do cânhamo em paises como o Canadá. É, não dá mais pra esconder do que se trata a probição da maconha no brasil. Divisas e comoditties, como tudo.

E enquanto a nossa plantação que mais agrega valor à terra e gera divisas é o biocombustivel cana, se plantassemos cannabis é que entrariamos em cana.

Quanta insensatez meu povo brasileiro. wake up.
Se tens olhos pra ver, enxerga.
se tens ouvido pra ouvir, ouça.

domingo, 27 de novembro de 2011

Uruguai quer liberar plantio de maconha

Folha de São Paulo - 27/11

Uruguai quer liberar plantio de maconha

Projetos do governo e da oposição que preveem liberalização do cultivo para consumo pessoal tramitam no Congresso

Proposta é pôr fim a contradição na lei em vigor, pela qual consumo é permitido, mas compra e venda da droga, não

LUCAS FERRAZ
ENVIADO ESPECIAL A MONTEVIDÉU
País mais liberal das Américas em relação às drogas, o Uruguai estuda liberar o plantio da maconha para consumo pessoal. O assunto é debatido no Congresso, onde tramitam projetos do governo e da oposição.

O objetivo é pôr fim a uma contradição no país de 3 milhões de habitantes: não é crime consumir, mas sim comprar e vender drogas (no Brasil, consumo, comercialização e cultivo são crimes).

A Constituição reconhece os direitos individuais em relação ao corpo e à própria vida, o que também vale para o consumo de maconha ou outras substâncias ilegais.

Nos parques, nas praças e na "rambla", como é conhecido o calçadão de Montevidéu à beira do rio da Prata, é comum ver pessoas fumando a droga. O ponto central da discussão é: para praticar um ato legal, o cidadão precisa recorrer a meios ilícitos.

Debatido marginalmente desde o início dos anos 2000, o tema ganhou ainda mais força neste ano, após a prisão da ativista Alicia Castilla, 67, detida por cultivar 29 plantas em casa (leia texto ao lado).

"A questão é proporcionar ao usuário acesso legal à maconha, permitindo também sufocar o narcotráfico. Nossa legislação é cheia de falhas", disse à Folha o deputado Sebastián Sabini, coautor do projeto da Frente Amplia, a coalizão de esquerda do governo de José Pepe Muijica.

O texto prevê legalizar o cultivo de até oito plantas por casa (que podem gerar até 2 kg da droga), limita em 25 gramas a quantidade de maconha que o cidadão pode portar e cria associações de cultivo controladas pelo Estado.

O segundo projeto não estipula limites para o cultivo, mas endurece as penas para o tráfico de drogas. Ambos estão na comissão de constitucionalidade do Congresso.

Segundo dados do governo, 40% dos processados por maconha foram flagrados com quantidade inferior a dez gramas. E cerca de 12% da população uruguaia consome ou já consumiu maconha.

No Judiciário, há casos como o de quatro jovens, detidos com 500 gramas da droga, que foram liberados após um juiz considerar a quantidade suficiente para consumo do grupo em uma viagem.

Até agora, poucas vozes são contrárias ao projeto. A mais conhecida é a organização Amor Exigente, que atua com familiares de dependentes. "O projeto facilita o consumo de drogas, e a conta virá depois", diz Eduardo Modernel, coordenador da ONG.

Pai de um ex-viciado que da maconha partiu para drogas como a cocaína, Modernel afirma que há muitas dúvidas sobre os projetos e reclama que "só quem é favorável" debate o assunto.

Para o governo, a discussão é louvável e fruto do progressismo da sociedade uruguaia. "A lei vigente é pouco clara, é necessário mudar a política antidrogas", disse à Folha Julio Calzada, secretário-geral da Junta Nacional de Drogas, do governo

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cannabis e sociedade

Extra, Extra! Estudantes de psicologia são presos plantando maconha em vasos. Os meliantes possuiam ainda sementes que seriam usadas para outros plantios.

Hipocrisias a parte, diante do caos e da guerra civil que reina no estado do Rio de Janeiro, é preciso, antes de mais nada, debater seriamente a política de combate às drogas, tomando decisões estratégicas com eficiência e pragmatismo.

Diversos pesquisadores de renome no Brasil e no exterior já salientaram que o uso de Cannabis sativa, conhecida vulgarmente como maconha, não causa prejuízos severos à saúde humana, tanto do ponto de vista fisiológico, quanto do ponto de vista da saúde social (coesão e patologias sociais). Entretanto, a sociedade recrimina o uso da cannabis com um juízo moral instalado, difícil de ser superado, devido ao tratamento dado pelos meios de comunicação e pela legislação vigente.

Não existe argumento que se sustente a cinco minutos de debate, que permita justificar a legalização do consumo de cigarro e de álcool e a criminalização do uso da planta Cannabis sp. Milhões morrem diariamente pelo consumo de cigarro, além de diversas doenças demente atribuídas ao seu consumo, bem como os problemas de saúde relacionados ao consumo do álcool, desagregação familiar, agressividade, acidentes de trânsito, cirrose, e a lista prossegue indefinidamente...

O potencial efeito de trampolim sugerido por alguns, que consiste na passagem de uma droga leve, a cannabis, para uma droga pesada como o crack ou mesmo a cocaína, só é possível uma vez que os usuários se deparam com a possibilidade de compra de todas estas drogas na boca. Não existe estudo que corrobore o efeito trampolim. Por outro lado, muitos estudos mostram a eficiência da Cannabis para o tratamento de usuários de crack, droga realmente demolidora do ponto de vista de saúde.

Qualquer criança de 8 anos consegue comprar a quantidade que quiser de qualquer droga, com a venda sendo des-regulamentada da maneira que está. Estrategicamente, a descriminalização da maconha e sua regulamentação e venda em postos controlados, deixaria de fornecer milhões por ano em dinheiro e armamento para a perpetuação do tráfico. Assim, o sistema de tráfico não se sustentaria com a mesma facilidade que está em nossa sociedade, apenas com a venda de crack e da cocaína.

O que se nota na sociedade, na verdade, é uma ignorância acerca do tema, um medo injustificado, uma puta mentira afinal. E resolvi contestar a ignorância e as mentiras do mundo, na tentativa de melhorar a vida dos que estão ao meu redor e consequentemente a minha.

O que seria do passado musical do mundo se não fosse a criatividade experimentada por vários artistas para produzir canções pro nosso consumo e aliviar nossos anseios subjetivos? O que seria da teoria da personalidade de Freud, se este não tivesse mergulhado na sua consciência, e na dos seus pacientes, elaborando modelos de compreensão da psique e do self, permitindo uma sobrevida para que nossa colônia funcione “normalmente”?

Creio que nosso medo primitivo está relacionado ao questionamento de nossos valores. Esses medos queimaram diversos cientistas e artistas em períodos obscuros de nossa história, atrasando em algumas centenas de anos a evolução da espécie humana na compreensão do mundo e de si mesma.

Temos medo de nossa própria consciência? Temos medo de nos depararmos com seres mesquinhos e medíocres que só tem valor enquanto um objeto consumidor e de consumo, fazendo compras em datas programadas, sendo vitrines ambulantes, parte de uma cultura homogênea e monótona? Disto eu tenho medo. É preciso combater.

Prendam todos os criminosos consumistas que degradam o meio ambiente, que buscam ter algum valor dirigindo seus possantes V8, na tentativa de conseguir, no fim das contas, status e sexo; Os mesmos que guardam as portas do céu, administram os cartéis. Prendam todos!

Sim, é preciso enfrentar nossos medos. Ou estamos satisfeitos com o rumo das coisas? Será que tudo vai dar quase certo? Não precisamos ter pressa, mas não podemos perder mais tempo, disse uma vez Saramago, ensaiando lucidez sobre todo o delírio coletivo.

Gabriel Ferreira de Azevedo Clemente

Biólogo pela USP Ribeirão, humanista e libertário.