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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

China da la espalda a Irán

Irán se ve amenazado por la reducción de sus ventas de petróleo. La compañía china Unipec, filial de Sinopec, planea reducir las compras de crudo de la república islámica, informa Reuters, citando fuentes anónimas.
petroleo-2012-copie-1.jpgEl mercado esperaba acciones diametralmente opuestas: que China aumentase el volumen de las importaciones de petróleo procedentes de Oriente Medio mientras los europeos tratan de privar a Irán de divisa por medio de su embargo.

El gigante asiático está utilizando los mecanismos a su alcance para hacer bajar los precios y no tiene prisa por concluir este año un acuerdo con Teherán sobre los suministros.

Sin embargo, incluso si el volumen se redujese, China continuaría siendo el primer importador de materias primas iraníes. Solo en el año pasado las compras aumentaron un 30%, a 555 000 barriles diarios. China únicamente adquiere más petroleo en Arabia Saudita y Angola.

A pesar de que la prohibición de la compra de petróleo iraní en la Unión Europea entra en plena vigencia el 1 de julio, Teherán ya siente la escasez de divisas. Irán intenta adelantarse a las posibles medidas y se declara dispuesto a cortar el flujo de petróleo a Europa sin esperar las fechas designadas para que los consumidores europeos no tengan tiempo para encontrar a nuevos proveedores. La república islámica ya cortó el flujo de petróleo a Francia y Gran Bretaña. España, Italia, Grecia, Portugal, Países Bajos y Alemania son los siguientes en la cola.-

domingo, 13 de novembro de 2011

A ascensão da classe trabalhadora e o futuro da revolução chinesa (1ª Parte)

fonte: passa palavra (aqui)


Os trabalhadores do setor estatal, com a ajuda de intelectuais revolucionários socialistas, podem emergir como liderança de toda a classe trabalhadora chinesa e dar aos futuros movimentos uma clara orientação revolucionária socialista. Por Minqi Li


Em julho de 2009, trabalhadores da empresa estatal Siderurgia Tonghua, em Jilin, organizaram uma manifestação de massas contra a privatização. Mais tarde, no verão de 2010, uma vaga de greves percorreu as províncias costeiras da China. Pode ser que estes acontecimentos sejam um ponto de inflexão histórico. Após décadas de derrotas, humilhação e silêncio, a classe trabalhadora chinesa está reemergindo como uma nova força social e política.
wang-guangyi-1Como irá a ascensão da classe trabalhadora chinesa definir o futuro da China e do mundo? Conseguirá a classe capitalista chinesa pacificar os desafios da classe trabalhadora ao mesmo tempo que mantém o sistema capitalista? Ou irá a ascensão da classe trabalhadora chinesa levar a uma nova revolução socialista na China que possa, por sua vez, abrir caminho a uma revolução socialista global? A resposta a essas questões irá, em grande medida, determinar o curso da história mundial no século XXI.
A derrota da classe trabalhadora e o triunfo do capitalismo na China
A revolução chinesa de 1949 baseou-se em uma ampla mobilização da esmagadora maioria da população chinesa contra a exploração pelos senhores feudais do país, pelos capitalistas e pelos imperialistas estrangeiros. Apesar de todas suas limitações históricas, a China no período maoísta merece ser classificada como “socialista”, no sentido de que as relações internas de classe na China eram muito mais favoráveis para as classes trabalhadoras proletárias e não-proletárias do que aquelas tipicamente prevalecentes em um Estado capitalista, especialmente no contexto de periferia e semiperiferia. [1]
Apesar das conquistas históricas obtidas com o maoísmo, a China continuou fazendo parte do sistema mundial capitalista e era forçada a operar sob as leis básicas de desenvolvimento do sistema. O excedente econômico era concentrado nas mãos do Estado, que promovia a acumulação do capital e a industrialização. Por sua vez, isso criou as condições materiais favoráveis às novas elites burocrático-tecnocráticas, que exigiam cada vez mais privilégios materiais e poder político. As novas elites encontraram seus representantes políticos no interior do Partido Comunista e se tornaram os “seguidores da via capitalista que detêm autoridade no Partido” (uma frase comum na China).
Mao Tsé-tung e seus camaradas revolucionários tentaram reverter esta tendência para a restauração do capitalismo, apelando diretamente e mobilizando as massas de operários, camponeses e estudantes. Sem experiencia política e pouco esclarecidos, os operários e os camponeses não estavam ainda prontos para exercer diretamente o poder econômico e político. Após a morte de Mao em 1976, os seguidores da via capitalista, liderados por Deng Xiaoping, procederam a um golpe contrarrevolucionário e prenderam os líderes maoístas radicais. Em poucos anos, Deng Xiaoping consolidou seu poder político e a China entrou no caminho para a transição capitalista.
A chamada reforma econômica começou nos campos. As comunas populares foram desmanteladas e a agricultura foi privatizada. Nos anos seguintes, centenas de milhões de camponeses se tornaram trabalhadores “excedentes”, prontos para ser explorados por empresas capitalistas nacionais e estrangeiras.
Nos anos 1990 procedeu-se à privatização massiva. Praticamente todas as pequenas e médias empresas estatais e algumas grandes empresas estatais foram privatizadas. Quase todas elas foram vendidas a preços artificialmente baixos ou simplesmente “dadas”. Entre os beneficiados se incluem funcionários do governo, antigos administradores de empresas estatais, capitalistas privados com boas relações no governo e companhias transnacionais. Na realidade, efetuou-se uma “acumulação primitiva” massiva e formou-se uma nova classe capitalista, baseada no furto massivo de patrimônios estatais ou coletivos. Enquanto isso, dezenas de milhões de trabalhadores dos setores estatal e coletivo foram demitidos e deixados na penúria.
wang-guangyi-3A legitimidade dessa nova classe capitalista foi reconhecida pela liderança do Partido Comunista. No 16º Congresso do Partido (em 2002), o Estatuto do Partido foi revisado. Sob o antigo Estatuto, o Partido Comunista considerava-se como a vanguarda da classe trabalhadora, representando os interesses do proletariado. Sob o novo Estatuto, o Partido Comunista declara-se representante dos interesses tanto das “mais amplas massas populares” quanto das “forças produtivas mais avançadas”. O termo “forças produtivas mais avançadas” é geralmente considerado como um eufemismo para designar a nova classe capitalista.
A ascensão da classe trabalhadora chinesa
Os empregos não agrícolas, enquanto parcela do emprego total, cresceram de 31% em 1980 para 50% em 2000 e cresceram depois ainda mais, chegando a 60% em 2008. [2] De acordo com um relatório elaborado em 2002 pela Academia Chinesa de Ciências Sociais, cerca de 80% da força de trabalho não agrícola era formada por trabalhadores assalariados proletarizados, como trabalhadores industriais, trabalhadores dos serviços, trabalhadores dos escritório, além dos desempregados. [3] Sendo a esmagadora maioria dos trabalhadores não agrícolas constituída por assalariados, que têm de vender a força de trabalho para ganhar a vida, o rápido crescimento do emprego não agrícola revela uma formação massiva da classe trabalhadora proletarizada chinesa.
A rápida acumulação de capital na China teve como base uma implacável exploração de centenas de milhões de trabalhadores chineses. De 1990 até 2005, a parcela do PIB referente à renda do trabalho caiu de 50% para 37%. O salário médio dos trabalhadores chineses corresponde a cerca de 5% do dos E.U.A., 6% da Coreia do Sul e 40% do mexicano. [4]
Desde o início da década de 1980, cerca de 150 milhões de trabalhadores migraram das áreas rurais para as urbanas em busca de emprego. A indústria de exportação chinesa baseia-se em grande parte na exploração destes trabalhadores migrantes. Um estudo das condições de trabalho no Delta do Rio das Pérolas (área que inclui Guangzhou, Shenzhen e Hong Kong) descobriu que cerca de dois terços dos trabalhadores trabalham mais de oito horas por dia e nunca descansam nos finais de semana. Alguns trabalhadores têm de trabalhar sem interrupção durante dezesseis horas. Os administradores capitalistas usam corriqueiramente o castigo corporal como forma de disciplinar os trabalhadores. Cerca de duzentos milhões de trabalhadores chineses trabalham em condições perigosas para a saúde. Na China registam-se anualmente cerca de setecentas mil ocorrências de acidentes de trabalho graves, provocando mais de cem mil mortos. [5]
No Manifesto Comunista Marx e Engels sustentaram que a luta da classe trabalhadora contra o capitalismo percorrera várias fases de desenvolvimento. No primeira, a luta foi levada a cabo por trabalhadores individuais contra os capitalistas que os exploravam diretamente. Com o desenvolvimento da indústria capitalista, o número de proletários aumentou e foram concentrados em grandes massas. A força dos trabalhadores cresceu e começaram a formar associações para combater coletivamente os capitalistas. A mesma lei de desenvolvimento está se verificando na China de hoje. À medida que cada vez mais trabalhadores migrantes se estabelecem nas cidades e se consideram assalariados ao invés de camponeses, está emergindo uma nova geração de trabalhadores proletarizados com uma crescente consciência de classe. Tanto os documentos governamentais oficiais como a grande mídia reconhecem agora a ascensão da “segunda geração de trabalhadores migrantes”.
Segundo a grande mídia chinesa, existem atualmente cerca de cem milhões de trabalhadores da segunda geração de migrantes, nascidos após 1980. Eles foram para as cidades logo após completarem o ensino superior ou o ensino médio. A maior parte destas pessoas não possui experiência na produção agrária. Identificam-se mais com as cidades do que com o campo. Comparada com a “primeira geração”, a segunda geração de trabalhadores migrantes tende a possuir uma educação melhor e maiores expectativas de emprego. Eles exigem melhores condições de vida material e cultural e estão menos dispostos a tolerar condições precárias de trabalho. [6]
wang-guangyi-2Durante o verão de 2010 dezenas de greves atingiram as indústrias automobilísticas, eletrônicas e têxteis chinesas, forçando os capitalistas a aceitarem aumentos salariais. A corrente dominante entre os acadêmicos chineses mostra-se preocupada com a possibilidade da China entrar em um novo período de greves intensas, que levará ao fim da era do trabalho barato na China e ameaçará a estabilidade social. [7]
O próprio desenvolvimento do capitalismo prepara as condições objetivas que favorecem o crescimento das organizações da classe trabalhadora. Após muitos anos de acumulação rápida, começa a se esgotar o maciço exército de reserva de mão-de-obra barata nas áreas rurais da China. Calcula-se que a população total em idade de trabalhar (entre quinze e sessenta e quatro anos de idade) atinja seu pico em 2012, com cerca de 970 milhões, e comece então a declinar gradualmente para cerca de 940 milhões em 2020. E calcula-se que a mais importante faixa etária da força de trabalho (entre dezenove e vinte e dois anos), onde é recrutado o maior número de trabalhadores industriais baratos e não qualificados, decline drasticamente de cerca de cem milhões em 2009 para cerca de cinquenta milhões em 2020. Certamente que este declínio rápido irá favorecer o poder de negociação dos trabalhadores jovens, encorajando-os a desenvolver organizações trabalhistas mais permanentes.
Tanto no Brasil quanto na Coreia do Sul dos anos de 1970 a 1980, quando a parcela de trabalhadores não agrícolas (enquanto estimativa aproximada do grau de proletarização) ultrapassou os 70% o movimento da classe trabalhadora surgiu como uma poderosa força política e social. Algo de semelhante está ocorrendo atualmente no Egito. [8]
Na China a parcela ocupada pelo emprego não agrícola é agora de cerca de 60%. Se persistir a tendência verificada entre 1980 e 2008, com a parcela de empregos não agrícolas aumentando cerca de 1% ao ano, então o emprego não agrícola na China irá passar o limiar crítico de 70% aproximadamente em 2020.
Dado que a classe trabalhadora chinesa está se preparando para emergir como uma poderosa força política e social dentro de uma ou duas décadas, a questão é: que rumo político irá tomar o movimento dos trabalhadores chineses? A atual política oficial do governo chinês é a de construir uma pretensa sociedade harmoniosa com compromissos entre diferentes classes sociais. Facções da elite dominante chinesa reivindicam uma “reforma política” que dilua e desvie os desafios da classe trabalhadora mediante a introdução de uma democracia burguesa de estilo ocidental. [9]
Conseguirá a classe capitalista chinesa acomodar o desafio da classe trabalhadora e ao mesmo tempo manter a ordem econômica e social básica do sistema capitalista? Ou irá o movimento do trabalhador chinês realizar uma ruptura histórica mundial, tomando o caminho do socialismo revolucionário e rompendo com os fundamentos do sistema social existente? A resposta a estas questões depende tanto das condições históricas objetivas quanto das subjetivas.
O legado socialista: a classe trabalhadora do setor estatal
Na época do socialismo maoísta, os trabalhadores chineses atingiram um nível de poder de classe e de dignidade inimaginável para um trabalhador médio de um Estado capitalista (especialmente para os do contexto de periferia e semiperiferia). No entanto, a classe trabalhadora chinesa era jovem e sem experiência política. Após a morte de Mao, a classe trabalhadora foi deixada sem liderança política e sofreu uma derrota catastrófica durante a privatização massiva da década de 1990.
A partir de então, muitos dos antigos trabalhadores do setor estatal (conhecidos na China como “velhos trabalhadores”) têm encetado lutas coletivas contra a privatização e as demissões massivas. Suas lutas têm tido impacto não somente entre os trabalhadores demitidos, mas também entre os que atualmente trabalham em estatais. Isso tem contribuído para o crescimento da consciência de classe juntamente com um grau substancial de consciência socialista num setor específico da classe trabalhadora proletarizada da China – o proletariado do setor estatal.
Nas palavras de um proeminente trabalhador ativista chinês, comparada com a classe trabalhadora de outros Estados capitalistas, a classe trabalhadora chinesa (do setor estatal) desenvolveu uma “consciência de classe relativamente completa”, baseada na sua experiência histórica única de ambos períodos, socialista e capitalista. [10]
fang-lijun-5Devido a essa experiência histórica, frequentemente as lutas dos trabalhadores do setor estatal chinês não se limitam a reivindicações econômicas imediatas. Muitos trabalhadores ativistas entendem que sua presente condição não resulta apenas da exploração por capitalistas individuais, mas também, em um nível mais fundamental, da derrota histórica da classe trabalhadora em uma grande guerra de classes que levou ao triunfo (temporário) do capitalismo sobre o socialismo.
Um líder dos trabalhadores demitidos observou que sob o socialismo “os trabalhadores eram os senhores da fábrica, os trabalhadores eram irmãos e irmãs em uma mesma classe e demissões massivas teriam sido impossíveis; mas, após a privatização, os trabalhadores foram reduzidos a ‘assalariados’, já não são eles os senhores e é esta a verdadeira razão das demissões.” Segundo este líder, as lutas dos trabalhadores não se devem limitar a casos individuais nem se dar por satisfeitas com a obtenção de reivindicações particulares. O “interesse fundamental” dos trabalhadores reside na restauração da “propriedade pública dos meios de produção.” [11]
Muitos dos atuais trabalhadores agora empregados no setor estatal são filhos dos “velhos trabalhadores”; ou adquiriram experiência trabalhando junto com eles; ou vivem nos mesmos bairros operários. Portanto, os atuais trabalhadores empregados no setor estatal foram influenciados pelas lutas dos mais velhos e por suas experiências políticas. Isto foi ilustrado pelos trabalhadores da Siderurgia Tonghua na sua luta contra a privatização em 2009.
A Siderurgia Tonghua era uma fábrica de aço estatal, situada em Tonghua, na província de Jilin (região nordeste da China). Em 2005 a Siderurgia Tonghua foi privatizada. Os ativos pertencentes ao Estado, que chegaram a ser avaliados em 10 bilhões [milhares de milhões] de yuans, foram avaliados em apenas 2 bilhões de yuans. A Jianlong, uma poderosa companhia privada que possui boas relações com altos funcionários de Pequim, na realidade pagou só 800 milhões de yuans e ficou com a companhia. Depois desta aquisição, 24 mil dos 36 mil trabalhadores foram demitidos. Os salários dos trabalhadores com insalubridade (com altos índices de acidentes de trabalho) foram reduzidos em dois terços. Os administradores passaram a impor aos trabalhadores várias penalidades arbitrárias e punições.
fang-lijun-4Em 2007 os trabalhadores da Siderurgia Tonghua começaram os protestos. Durante esses protestos, um trabalhador da era maoísta, “Mestre Wu”, afirmou-se como líder. Wu deixou claro para os trabalhadores que a verdadeira questão não era acerca de nenhum problema particular, mas sim “a linha política de privatizações”.
Em julho de 2009 os trabalhadores realizaram uma greve geral. Quando o administrador geral de Jianlong ameaçou demitir todos, os trabalhadores furiosos espancaram-no até à morte. Embora o governador da província e milhares de policiais armados estivessem presentes, ninguém ousou intervir. Após o linchamento, a província de Jilin foi forçada a cancelar o plano de privatização.
A vitória na Siderurgia Tonghua foi uma grande inspiração para os trabalhadores de muitos lugares da China. Os trabalhadores de várias outras siderurgias protestaram também e forçaram os governos locais a cancelar os planos de privatização. Trabalhadores ativistas de outras províncias consideraram a vitória em Tonghua como a sua própria e lamentaram que “muito poucos capitalistas tenham sido mortos”. [12]
Após anos de privatização massiva, a parcela do setor estatal no valor da produção industrial chinesa ficou reduzida a menos de 30%. Apesar disso, o setor estatal continua a dominar vários setores chave da indústria. Em 2008 as empresas estatais e detidas pelo Estado representavam 59% do valor da produção na extração e limpeza de carvão, 96% na extração de petróleo e gás natural, 72% no processamento e no refinamento de petróleo e 42% na fundição e prensagem de metais ferrosos (ferro e aço), 45% na manufatura de equipamentos de transporte e 92% na produção e abastecimento de energia elétrica. [13] [Ver aqui a lista das 500 maiores companhias chinesas em 2010. N. do T.]
Apesar de agora os trabalhadores do setor estatal representarem apenas cerca de 20% dos empregados do setor industrial, seu número bruto é de cerca de 20 milhões e estão concentrados nos setores energéticos e da indústria pesada, que têm uma importância estratégica para a economia capitalista chinesa. Num futuro surto de lutas da classe trabalhadora chinesa, os trabalhadores do setor estatal, através de seu controle dos setores chaves da indústria, poderão exercer um poder econômico e político desproporcionadamente elevado.
Acima de tudo, os trabalhadores do setor estatal chinês podem se beneficiar com sua experiência política e histórica únicas. Com a ajuda de intelectuais revolucionários socialistas, eles podem emergir como liderança de toda a classe trabalhadora chinesa e dar aos futuros movimentos uma clara orientação revolucionária socialista.


Notas
Minq Li ( minq.li@economics.utah.edu ) leciona Economia na Universidade de Utah, Salt Lake City, desde 2006. Foi prisioneiro político na China de 1990 a 1992. Seu livro, The Rise of China and the Demise of the Capitalist World Economy, foi publicado pela Pluto Press e pela Monthly Review Press em 2009.
Alguns dos links abaixo estão quebrados por terem os sites ficado fora de ar. Para os leitores interessados na obtenção de quaisquer materiais, por favor, contate o autor.
[1] Acerca das contradições de classe sob o regime socialista e o impacto favorável da tigela de arroz generalizada no poder da classe operária, ver Minqi Li, The Rise of China and the Demise of the Capitalist World Economy (Londres: Pluto Press; Nova Iorque: Monthly Review Press, 2008), 50-59.
[2] National Bureau of Statistics, the People’s Republic of China, Statistical Year Book of China 2009, http://stats.gov.cn.
[3] Ver Research Group of the Chinese Academy of Social Sciences, “A Research Report on the Current Structure of Social Strata in China,”, em Social Blue Book 2002: Analyses and Predictions of China’s Social Conditions, org. Ru Xin, Lu Xueyi e Li Peilin (Beijing: Social Sciences Literature Press, 2002), 115-132.
[4] Li, ibid., 89, 108.
[5] Sobre as condições de trabalho na China ver Dale Wen, “China Copes with Globalization,” relatório do International Forum on Globalization (2005), http://ifg.org; Martin Hart-Landsberg, “The Chinese Reform Experience: A Critical Assessment,” Review of Radical Political Economics, publicado on-line antes da publicação impressa, 28 de setembro de 2010.
[6] Para um resumo das descrições da mídia chinesa acerca da “segunda geração de trabalhadores migrantes” ver a entrada Xinshengdai Nongmingong ou “A New Generation of Migrant Workers” pela enciclopédia online Baidu, http://baike.baidu.com.
[7] John Chan, “Honda Rocked by Further Strikes in China,” The World Socialist Website, 10 de junho de 2010, http://wsws.org.
[8] Para as estatísticas sobre os empregos não rurais ver World Bank, World Development Indicators, http://databank.worldbank.org.
[9] Em outubro de 2010 o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao pediu por uma “reforma política”, quando foi entrevistado pela rede estadunidense de televisão CNN. Ver Jonathan Fenby, “Political Reform Is China’s Fatal Flaw”, Financial Times, 15 de outubro de 2010.
[10] Zhang Yaozu, “The Evolution and Development of the Working Class Over the Six Decades of New China”, maio de 2010, http://zggr.net.
[11] Zhong Qinan, “The Class Experience of the Chongqing Kangmingsi Workers’ Struggle to Defend Their Proper Rights”, maio de 2010, http://zggr.net.
[12] Pei Haide, “A Study of Two Cases of Struggle by the Urban Traditional Workers”, maio de 2010, http://zggr.net.
[13] National Bureau of Statistics; ibid.
Original http://monthlyreview.org/2011/06/01/the-rise-of-the-working-class-and-the-future-of-the-chinese-revolution
Tradução de E. R. Saracino
Supervisão e edição de Lucas Morais
Ilustrações: os três primeiros quadros são de Wang Guangyi e os dois últimos desenhos são de Fang Lijun.

La situación del movimiento obrero en China y sus perspectivas de futuro




China Labour Bulletin








El movimiento obrero chino se ha desarrollado rápidamente, a veces de manera dramática, en los últimos tres años en una situación de recuperación económica y de giro gubernamental de una política de rápido crecimiento de los sectores para la exportación a un modelo más sostenible sobre la base de un desarrollo de la demanda interna. El movimiento fue impulsado por un aumento continuo del coste de la vida y una sensación creciente de que se niega a los trabajadores la parte que en justicia les corresponde, no solo en relación con los beneficios de las empresas en las que trabajan, sino también del desarrollo en conjunto de la sociedad.



Aunque no existen estadísticas públicas anuales sobre el numero de huelgas y protestas laborales en China, la cifra de unas 30.000 conflictos colectivos laborales para 2009 parece razonable. Y no hay ninguna razón para suponer que el numero de huelgas ha disminuido. Por ejemplo, la cifra de conflictos laborales, tanto individuales como colectivos, que han sido tramitados por las instituciones de arbitraje o judiciales sigue siendo muy alto: más de un millón de casos en 2010.



La respuesta del gobierno a las protestas de los trabajadores continua siendo una mezcla de  mediación, arbitraje, conciliación y represión. Algunas provincias, como por ejemplo Cantón, buscan desarrollar estrategias nuevas, más flexibles y realistas, para resolver los conflictos laborales. Pero en otras zonas del país siguen utilizando métodos más represivos y considerando su prioridad absoluta el mantener la "estabilidad" social. Las huelgas y protestas en 2010 fueron, sin embargo, un aldabonazo en la puerta de los sindicatos oficiales chinos, la ACFTU, que últimamente intenta recuperar parte del terreno perdido gradualmente en las tres últimas décadas de reforma económica.



Aunque el movimiento obrero en China sigue siendo muy complejo y dado a fuertes cambios, este informe ha identificado una serie de características y tendencias centrales, que serían:



Ha aparecido una nueva generación de trabajadores emigrantes internos, que se ha convertido en una de las fuerzas esenciales del movimiento obrero chino. Nacidos en los años 80 y 90, tienen una mejor educación y son más articulados que la generación de sus padres, con mayores expectativas y más oportunidades para perseguir sus objetivos y ambiciones. Están más presionados socialmente para triunfar y sienten una intensa frustración cuando intentan instalarse en las ciudades y organizar su vida porque siguen siendo clasificados y considerados residentes rurales. Contratados en las empresas industriales más modernas, se han convertido en el nucleo esencial de la clase obrera china.



La vieja generación de antiguos trabajadores de las empresas estatales continúan su larga lucha por la justicia, tras los despidos masivos de finales de los años 90 y comienzos del 2000. Se suelen sumar a sus protestas sus compañeros que aun siguen contratados en el sector, que sufren la congelación de sus salarios y están amenazados por los despidos provocados por las reestructuraciones y las privatizaciones. Los dos grandes conflictos en 2009 en las siderurgias de Tonghua y Linzhou han vuelto a poner de manifiesto hasta que punto sigue siendo explosiva la reestructuración de las empresas estatales.



La capacidad de organización de los trabajadores mejora. El sentimiento creciente de identidad colectiva entre los trabajadores industriales, combinado con el uso de teléfonos móviles y redes sociales virtuales, han hecho mucho más fácil para los trabajadores iniciar, organizar y mantener sus luchas. Los trabajadores han sido apoyados por grupos de defensores de los derechos laborales, abogados laboralistas y académicos, que les han ofrecido su solidaridad y conocimientos, así como por periodistas y blogueros, que pueden difundir información sobre las huelgas y protestas a lo ancho de toda China, recogiendo el apoyo popular y animando a otros trabajadores a la lucha.



Las protestas estallan en regiones e industrias específicas. Los intereses compartidos y las experiencias comunes de los trabajadores han estimulado y facilitado la rápida extensión de las protestas obreras de una región a otra, de un sector a otro. El ejemplo más evidente fue la huelga de las industrias del automóvil en Cantón y en las empresas de propiedad extranjera de Dalian en 2010, pero también hubo numerosas huelgas de conductores de camión y trabajadores en los servicios de limpieza. La amplitud de estas protestas supuso tensiones adicionales para los gobiernos locales, que buscan a toda costa mantener la estabilidad social. También demostraron los limites de los métodos tradicionales de control social empleados.



Los trabajadores están tomando la iniciativa. Si en el pasado los trabajadores tendían a esperar a que sus derechos fueran violados antes de pasar a la acción, ahora son mucho más proactivos. Los trabajadores han demostrado que en muchas ocasiones no se contentan con esperar a que el gobierno mejore su situación mediante nuevas elecciones, nuevas políticas o aumentos graduales de los salarios mínimos. Por el contrario, toman los asuntos en sus manos y convocando huelgas por aumentos salariales, mejores condiciones de trabajo y, sobre todo, más respeto. Muchas protestas por aumentos salariales son producto de la pura necesidad económica, pero otras responden a la sensación de que se les niega una parte justa de los beneficios empresariales.



Las protestas de los trabajadores cada vez tienen más éxito. Las protestas más recientes han obtenido aumentos sustanciales de los salarios y mejoras notables en las condiciones de trabajo. han obligado a los empresarios a abandonar prácticas laborales explotadoras e impopulares. Incluso han llegado a obligar a las autoridades a frenar la privatización de algunas empresas estatales. Pero sobre todo, las protestas han obligado a algunos empresarios a cambiar su actitud hacia sus trabajadores. En el pasado, los empresarios dictaban a su antojo los términos y las condiciones de trabajo de sus trabajadores. Pero en los últimos años, las huelgas y protestas les han obligado a abrir negociaciones laborales formales. Y en este proceso se ha comenzado a reducir el inmenso abismo de status social y económico que separaba a trabajadores y empresarios. Es evidente que no todas las protestas han tenido éxito, que algunas solo han conseguido mejoras marginales y que, en otras, la patronal se ha negado a hacer cualquier concesión. E incluso cuando las protestas tienen éxito, no suele ser raro el despido inmediato de los dirigentes de las huelgas.



Las protestas han dado lugar a una incipiente y elemental negociación colectiva. A corto plazo, las negociaciones pos-conflicto a las que hemos hecho referencia han beneficiado a los trabajadores, pero si se permite que el sistema se desarrolle e institucionalice a largo plazo, también puede resultar beneficioso para la patronal y las autoridades. Al institucionalizar un sistema formal de negociación colectiva, se reducirá probablemente la presión huelguística, ahorrando a las empresas millones de yuanes en perdidas productivas. Es más, dado que la negociación colectiva siempre concluye en acuerdos salariales por encima del salario mínimo, ayudará a aumentar los niveles salariales en cada uno de los sectores industriales y a aplicar la política gubernamental de relanzar el consumo doméstico.



Si bien estas tendencias son alentadoras, es importante no perder la visión de conjunto. Los trabajadores chinos siguen teniendo muy pocos recursos económicos y carecen de derechos cívicos básicos como la libertad de asociación o de expresión. La mayoría de las protestas son respuestas a la represión, la injusticia, la explotación, de corta duración y espontáneas. Las organizaciones obreras que aparecen durante los conflictos suelen disolverse una vez que han conseguido sus reivindicaciones. Algunos de los dirigentes obreros son despedidos, otros piden el finiquito por voluntad propia, mientras que los que suelen quedarse intentan hacerse notar lo menos posible para no ser clasificados como problemáticos.



La cuestión central para la sostenibilidad y el desarrollo a largo plazo del movimiento obrero chino es precisamente la naturaleza fragmentaria y transitoria de los conflictos laborales. Los trabajadores adquieren una experiencia inestimable en la organización de las huelgas y en las negociaciones posteriores con la patronal, pero esa experiencia se pierde continuamente tras las protestas porque los trabajadores implicados tienen muy escasas o ninguna posibilidad de convertirse en organizadores sindicales permanentes. Teniendo en cuenta este problema, China Labour Bulletin (CLB) esta trabajando sobre el terreno en China con grupos de trabajadores para garantizar que no se pierden las lecciones aprendidas y las experiencias ganadas en los últimos acontecimientos del movimiento obrero.



Hay limites evidentes de que se puede conseguir en este área por parte de las ONGs y grupos de derechos laborales. Lo fundamental es si los sindicatos oficiales chinos, la ACFTU, se implicará y en que medida colmará este vacío, animando y apoyando a los trabajadores en lucha a que se presenten a las elecciones sindicales a nivel de empresa, que estas sean democráticas y transparentes y que después les dé apoyo y asesoramiento para poder participar en negociaciones colectivas auténticas con los empresarios. Lo más cerca que la ACFTU ha estado de jugar este papel ha sido en la reorganización de la sección sindical de la fábrica de Honda en Nanhai y en la subsiguiente dura lucha y negociación colectiva en el primer trimestre de este año. Pero la Honda de Nanhai es solo una fábrica entre millones y la ACFTU tiene aún mucho que hacer antes de que gane la confianza de los trabajadores y dote de la suficiente base organizativa y asesoramiento técnico al movimiento obrero para que pueda desarrollarse. Los informes previos de CLB sobre el movimiento obrero concluían que el movimiento obrero chino y los sindicatos oficiales eran dos mundos separados que tenían muy poco en común. Las huelgas de 2010 han reforzado este punto de vista de la manera más enfática posible, y la ACFTU por fin parece darse cuenta que el momento de actuar es ahora o nunca. La distancia entre el movimiento obrero y los sindicatos oficiales ha disminuido ligeramente a lo largo del año pasado, pero todavía queda mucho por hacer.



trabajadores1Finalmente, serán los trabajadores y trabajadoras chinos, por supuesto, no la ACFTU ni el gobierno, los que decidan la futura dirección de su movimiento. Y hay motivos para el optimismo. Los trabajadores son cada vez más proactivos y están más decididos a defender sus intereses, sin que haya indicios de que esta tendencia revierta en un futuro próximo. Una de las consecuencias más importantes de esta nueva determinación de luchar por mejores salarios y condiciones de trabajo, y de negociar con la patronal en términos de mayor igualdad, ha sido la disminución del abismo que separaba a trabajadores y empresarios. Ello ayuda, sin duda, a la consecución de los objetivos políticos globales del gobierno central para aumentar la demanda interna y reducir la desigualdad social. El movimiento obrero es una de las fuerzas centrales que lucha por la justicia económica y social y es obvio el interés que debería tener el gobierno chino de alentar su desarrollo.



China Labour Bulletin, (www.clb.org.hk) es un grupo en defensa de los derechos laborales en China, que fue fundado en 1994 en Hong Kong por Han Dongfang y Robin Munro. Han Dongfang, obrero ferroviario, fue el principal organizador durante las jornadas de Tienanmen de la Federación Autónoma de Trabajadores de Beijing. Su historia esta recogida en una larga entrevista publicada en la New Left Review (http://newleftreview.org/?view=2571). Robin Munro es un respetado sinólogo, que ha dedicado su carrera académica al estudio de los movimientos alternativos en China desde el final de la Revolución Cultural. El texto reproducido en SinPermiso son las conclusiones de su último informe sobre la situación del movimiento obrero chino, que se puede consultar, completo, en inglés en<. http://www.clb.org.hk/en/node/101134.

fonte: elecodelospasos (aqui)