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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Hospital da cidade grega de Kilkis agora em autogestão

De acordo com uma declaração divulgada pela assembleia dos trabalhadores no Hospital Geral de Kilkis, os médicos, enfermeiros e
 outro pessoal declaram que os problemas de longa duração do Sistema Nacional de Saúde (SNS) no país não podem ser resolvidos através de reivindicações limitadas do sector dos serviços de saúde.


Desta forma, os trabalhadores do Hospital Geral respondem à aceleração do fascismo do regime,ocupando este hospital geral público e colocando-o sob seu controle direto e completo. A tomada de decisão sobre as questões administrativas será feita em assembleia geral dos trabalhadores. Também salientam que o Governo grego não será desresponsabilizado das obrigações financeiras para com o hospital. Os trabalhadores vão denunciar todas as autoridades competentes à opinião pública e, se suas exigências não forem atendidas, voltar-se-ão para os municípios, o local e toda a comunidade, para apoio de toda a forma possível aos seus esforços: para salvar o hospital e defender a saúde pública livre, para derrubar o governo e toda a política neo-liberal.

A partir de 6 de Fevereiro os trabalhadores só atenderão as urgências hospitalares até ao pagamento integral dos seus salários e recuperação dos seus recursos ao nível pré-Troika. No entanto, estando plenamente conscientes da sua missão social e compromissos morais associados às suas profissões, irão proteger a saúde das pessoas que recorrem ao hospital, oferecendo atendimento gratuito aos necessitados.
A próxima Assembléia Geral de todos os funcionários será realizada na manhã de 13 de Fevereiro. A sua assembleia será realizada diariamente e será o principal órgão para qualquer decisão relativa aos trabalhadores e funcionamento do hospital.

Os trabalhadores fazem uma chamada à solidariedade factual das pessoas e dos trabalhadores em todos os setores, para o envolvimento dos sindicatos e organizações progressistas, e para apoio pelos meios de comunicação de informação real. Darão uma conferência de imprensa sobre este assunto em 15 de Fevereiro, às 12h30. Entre outros, convidam os seus colegas noutros hospitais para tomar as decisões adequadas, bem como aos funcionários do setor público e privado para agir da mesma forma.



Comunicado dos trabalhadores do Hospital de Kilkis:

 1. Reconhecemos que os actuais e recorrentes problemas do Ε.Σ.Υ (sistema nacional de saúde) e organizações relacionadas, não podem ser resolvidos com reivindicações específicas e isoladas, ou reivindicações que sirvam os nossos interesses específicos, uma vez que estes problemas são um produto de políticas governamentais anti-populares mais gerais e do devastador capitalismo neoliberal.

 2. Reconhecemos, também, que ao insistir na promoção desse tipo de reivindicações estaremos a colaborar no implacável jogo das autoridades. A mesma autoridade que, de forma a enfrentar o seu inimigo - ou seja, as pessoas - enfraquecido e fragmentado, espera evitar a criação de uma frente popular e laboral universal, a um nível nacional e global, com interesses e reivindicações comuns contra o empobrecimento social que as políticas das autoridades provocam.

 3. Por esta razão, situamos os nossos interesses específicos dentro de um quadro geral de reivindicações políticas e económicas que são colocadas por uma enorme parcela do povo grego, que está hoje sob o mais brutal ataque capitalista; reivindicações que para serem frutíferas devem ser promovidas até ao fim em cooperação com as classes média e baixa da nossa sociedade.

 4. A única maneira de alcançar isto é questionar, com acções, não só a sua legitimidade política, mas também a legalidade do autoritarismo arbitrário e do poder e hierarquia anti-populares, que caminham a passos largos para o totalitarismo.

 5. Os trabalhadores do Hospital Geral de Kilkis respondem a este totalitarismo com democracia. Ocupamos o hospital público e colocámo-lo sob nosso controlo directo e absoluto. O Γ.N. de Kilkis passará a ser auto-gerido e a única forma legítima de decisão administrativa será a Assembleia Geral dos seus trabalhadores.

 6. O governo não fica liberado das suas obrigações económicas com o pessoal e o fornecimento do hospital, mas se continuam a ignorar essas obrigações, seremos forçados a informar o público e a recorrer ao governo local, mas mais importante que isso, a pedir à sociedade que nos apoie dentro do possível para: (a) a sobrevivência do nosso hospital (b) um apoio total ao direito a uma saúde pública e gratuita (c) o derrube, através de uma luta popular colectiva, do actual governo e de qualquer outra política neoliberal, não importa de onde venha (d) uma democratização profunda e substancial, isto é, que torne a sociedade a responsável por tomar decisões relativas ao seu próprio futuro, em vez de uma terceira parte.

 7. O sindicato do Γ.N. de Kilkis começará, a partir de 6 de Fevereiro, a retenção do trabalho, servindo apenas emergências no nosso hospital até que haja o pagamento completo das horas trabalhadas, e o aumento do nosso rendimento para os níveis que tinham antes da chegada da troika (UE-BCE-FMI). Entretanto, sabendo perfeitamente bem qual a nossa missão social e obrigação moral, protegeremos a saúde dos cidadãos que venham ao hospital providenciando cuidados de saúde gratuitos a quem necessite, tolerando e pedindo ao governo para que finalmente aceite as suas responsabilidades, superando, mesmo que no último minuto, a sua imoderada crueldade social.

 8. Decidimos que uma nova assembleia geral será realizada na segunda-feira 13 de fevereiro, na sala de reuniões do novo edifício do hospital, às 11 horas, a fim de decidir os procedimentos necessários para implementar eficazmente a ocupação dos serviços administrativos e realizar com sucesso a auto-gestão do hospital, que terá início a partir daquele dia. As assembleias gerais terão lugar diariamente e serão o instrumento fundamental para a tomada de decisão em relação aos funcionários e ao funcionamento do hospital.

Pedimos a solidariedade do povo e dos trabalhadores de todas áreas, a colaboração de todos os sindicatos e organizações progressistas, bem como o apoio de qualquer organização de comunicação social que escolha dizer a verdade. Estamos determinados a prosseguir até que os traidores que vendem o nosso país e o nosso povo saiam. São eles ou nós!

As decisões acima serão tornadas públicas através de uma conferência de imprensa para a qual todos os meios de comunicação (local e nacional) serão convidados, na quarta-feira 15/2/2012, às 12h30. As nossas assembleias diárias começam a 13 de Fevereiro. Informaremos os cidadãos sobre todos os eventos importantes que ocorram no nosso hospital por meio de comunicados de imprensa e conferências. Além disso, vamos utilizar todos os meios disponíveis para divulgar esses eventos, a fim de fazer dessa mobilização um sucesso.


Convocamos

 a) Os nossos concidadãos a mostrar solidariedade para com o nosso esforço, 
 b) Todos os cidadãos injustamente tratados do nosso país, a contestarem e a oporem-se, com ações, contra os seus opressores, 
 c) Os nossos colegas de outros hospitais a tomarem decisões semelhantes, 
 d) Os funcionários de outras áreas do sector público e privado e os membros de sindicatos e organizações progressistas a agirem da mesma forma, a fim de ajudar a nossa mobilização a assumir a forma de uma resistência e revolta laboral e popular universal, até à nossa vitória final contra a elite económica e política que hoje oprime o nosso país e o mundo inteiro.

sábado, 12 de novembro de 2011

[CAT] para a esquerda e terrorismo anarquista

fonte: alasbarricadas (aqui)
Localização do terrorismo na União Europeia e as tendências relatório 
da Europol: TE-SAT 2011
(Capítulo 7 txapucerament traduzido do Inglês para portugues)
para a esquerda e terrorismo anarquista
  • Em 2010 houve 45 ataques terroristas à esquerda e anarquistas
  • 6 mortes entre os quais um agente da polícia grega
  • 34 pessoas detidas por atividades terroristas à esquerda e anarquistas
  • Aumento da violência dos ataques
  • Uma maior coordenação entre os terroristas e extremistas de esquerda transnacionais e grupos anarquistas
    Os grupos terroristas de esquerda tentando mudar todo o sistema político, status social e econômico de acordo com um modelo de extrema esquerda. Muitas vezes, é ideologia marxista-leninista. A agenda dos grupos terroristas é anarquistas revolucionários e anti-capitalista, mas anti-autoritária.
    Um número crescente de Estados-Membros estão a fazer uma distinção entre as atividades de grupos esquerdistas e anarquistas. Esta distinção é refletida na parte descritiva do relatório, mas não aparece nas estatísticas. Uma série de eventos produzidos na UE foram reivindicados por grupos anarquistas, muitas vezes na internet. Esses ataques foram processadas como extremistas, ao contrário dos ataques terroristas e, portanto, não aparecem nas estatísticas porque eles só cobrem ataques terroristas.
    7,1 Ataques e suspeitos de terrorismo detidos
    Em 2010, os grupos esquerdistas e anarquistas permaneceu muito ativa na Europa. Elas ocorrem mais ataques do que em anos anteriores e aumento do uso da violência em suas ações terminou com seis mortes.
    Tradicionalmente, esses grupos são os mais ativos na Grécia, Itália e Espanha. No entanto, uma série de outros países, eles também observaram aumento da atividade em 2010. A agitação entre a população, causada pela crise econômica global e redução dos gastos públicos no bem-estar social pode ter influenciado este desenvolvimento, que tem sido notável desde 2007. O modus operandi de uma série de ataques mostravam sinais de maior internacionalização de grupos esquerdistas e anarquistas, embora, historicamente, ambos têm uma perspectiva internacional.
    Em 2010, um total de 45 ataques terroristas à esquerda e grupos anarquistas fornecidos pela Áustria, a República Checa, Grécia, Itália e Espanha. Isto representa um aumento de 12% em relação a 2009. Na Grécia, cinco terroristas foram um total de 20 ataques - um aumento de mais de 30% sobre 2009.
    O aumento da violência dos ataques à esquerda e anarquistas, que tem sido desde 2007, continuou em 2010. Na Grécia, os ataques mataram seis pessoas em 2010. A explosão da bomba pacote no Ministério da Proteção do Cidadão em 24 de junho matou um policial. Em 19 de julho, um jornalista foi morto fora de casa. Este ataque particularmente violento com armas de fogo foi reivindicada pela organização Sekt Epanastaton [Seita Revolucionária] e pode estar relacionado com o assassinato de um policial em 2009. Ambos os ataques foram claramente projetados para matar. Apesar de extremistas de esquerda e anarquistas, em geral, tentam evitar baixas na maioria dos seus ataques, um garoto de 15 anos morreu em 28 de março, ao manusear um artefato explosivo, aparentemente capaz de realizar um ataque terrorista , sua mãe e irmã ficaram feridas. Durante uma manifestação em Atenas em 05 de maio, os anarquistas causou um incêndio em um banco, que terminou com a morte de três trabalhadores.
    A proporção de ataques a bomba aumentou 20% em 2009 para 51% em 2010, enquanto ataques incendiários permaneceu no mesmo nível de 42%. Desde 2008, os objectivos do governo mantiveram-se os objetivos de negócio preferido.
    Em Espanha, a grupos anarquistas são principalmente na Catalunha em 2010 foram realizados 16 ataques. A maioria eram ataques incendiários contra os interesses governamentais e empresariais, sem causar ferimentos.
    Embora tradicionalmente a maioria dos ataques ocorre na Grécia, Itália e Espanha, em 2010, um incêndio danificou a Embaixada da Grécia, na República Checa. Também foi eleito para um emprego de escritório na capital austríaca, Viena.
    34 pessoas foram presas por crimes de esquerdistas e anarquistas em 2010. Estas detenções tiveram lugar em cinco países da UE: Áustria, Alemanha, Grécia, Itália e Espanha. A maioria dos presos por esquerdistas e anarquistas violentos eram suspeitos de pertencer a uma organização terrorista.
    O sucesso das operações da polícia levaram a uma sinificant aumentar o número de suspeitos presos na Grécia e levou ao desmantelamento de uma maiores organizações terroristas no país. Em março, a organização terrorista Agon Epanastatikós [Luta Revolucionária] foi desmantelada após a prisão de seis pessoas ea apreensão de metralhadora diversas, um lançador de foguetes, granadas de mão e explosivos. Pesquisa sobre a campanha pacote bomba em novembro, levou à prisão de 12 supostos membros da Synomosia Pyrinon Fotias [Conspiração das Células de Fogo].
    A tendência de queda no terrorismo de esquerda na Espanha é ilustrado pela diminuição do número de prisões desde 2007. Popular organização Primeiro de Outubro Antifascista (grampos) não foi restabelecida depois de ter sido desmantelada nos últimos anos. Na Itália, não houve ataques atribuídos a grupos terroristas de esquerda em 2010, como resultado de uma série de investigações realizadas com sucesso em 2009.
    7,2 extremistas e atividades terroristas
    Alguns ataques em 2010 mostrou sinais de uma maior coordenação entre os grupos transnacionais. Uma campanha pacote-bomba em novembro foi dirigida contra várias embaixadas, chefes de instituições estatais e europeias.
    Foi a primeira vez que a organização terrorista grega Synomosia Pyrinon Foti realizou um ataque em grande escala sincronizada, que atraiu ampla cobertura na mídia. A razão ea seleção de alvos permanece obscuro. Parece que a organização elevou seu perfil para uma dimensão mais internacional. Ele emitiu uma declaração que fez uma chamada internacional para a ação rápida e houve ações semelhantes na Itália e na Argentina.
    Dois dos três pacotes de bomba que foram enviados para as embaixadas da Suíça, Chile e Grécia a Roma, em 23 e 27 de dezembro, explodiu e causou ferimentos leves. Os ataques foram reivindicados pela FAI (Federação das Anarchica informale [Federação Anarquista Informal]).
    As embaixadas do Chile e Suíça foram direcionados para expressar sua solidariedade com os presos "camaradas" - um motivo comum para os grupos anarquistas.
    Um importante campo de ação para os membros da cena de esquerda tem sido em confronto com opositores à direita. Isto é feito através da campanha denuncia "fascistas" os ataques que visam as pessoas, bens e propriedades, e confronto físico direto durante as manifestações.
    Em janeiro, a polícia dinamarquesa prendeu um grupo de extrema esquerda. Um deles é suspeito de ter planejado e organizado ataques violentos contra vários radicais de direita opositores. Aumento das tensões com os grupos de extrema-direita foram observados também na Itália. Embora ligeiramente enfraquecido o movimento anarquista da Suécia, em 2010 houve uma série de ataques a adversários políticos e à direita violenta entre os dois grupos.Em vésperas de eleições parlamentares, um número de partidos políticos foram atacados por extremistas anarquistas. A maioria dos crimes s'enmarcaven como dano intencional e agressões físicas foram relativamente poucas pessoas. A República Checa relataram uma diminuição em violentos confrontos entre grupos de esquerda e direita.
    Além dos tradicionais ideológicas e anti-capitalismo, anti-militarismo e anti-fascismo, e em 2010 deixou os extremistas anarquistas estão focados na recessão econômica global. Um certo número de Estados-Membros têm visto grandes protestos contra medidas de austeridade tomadas pelos governos para reduzir o peso da dívida e reduzir o impacto da crise econômica.O ataque incendiário contra uma Áustria, também pode ser colocada neste contexto.
    Em alguns casos, as fileiras dos manifestantes foram infiltradas por grupos extremistas, o que resultou em violentos confrontos com a polícia. No entanto, as tentativas de ganhar terreno entre a população geral, é considerada uma falha na maioria dos Estados-Membros.
    Na Bélgica e na Itália, o aumento da atividade de grupos anarquistas em questões como o anti-autoridade, anti-cívicos, a prisão-anti continuou em 2010. A tendência de usar mais violência neste tipo de ataque, como observado no relatório do ano passado continuou. Grupos anarquistas, não hesite em entrar em confronto direto com o pessoal da polícia. Isto foi na Bélgica, onde uma delegacia foi atacada, outra foi objecto de um ataque incendiário, e vários veículos da polícia foram danificados.
    Alemanha relataram uma diminuição significativa no número de crimes relacionados com a esquerda eo extremismo anarquista. Na Áustria, há também um declínio geral das atividades anarquistas, exceto na capital, Viena. Os posseiros, bastante ativa em 2009, apenas para executar determinadas ações coordenadas.
    A evidência de que a coordenação internacional é o desenvolvimento, exemplificado pela escolha de objectivos comuns em diferentes cidades ou países, eo uso modus operandi semelhantes ou uma série de iniciativas de vários grupos em solidariedade com colegas de prisão. Neste sentido, o aumento nas prisões na Grécia vai resultar em litígios importantes que poderiam provocar mais ataques de solidariedade em toda a Europa. Portanto, podemos esperar que a violência continue anarquista desenvolvimento na União Europeia em 2011.

    terça-feira, 8 de novembro de 2011

    2ª FEIRA DO LIVRO ANARQUISTA DE PORTO ALEGRE

    mais informações (aqui)

    Nos dias 11, 12, 13 e 14 de Novembro, acontecerá em Porto Alegre a tão esperada 2ª Feira do Livro Anarquista!

    O evento, como no ano passado, será marcado por bate papos, oficinas, livros, zines, filmes, intervenções, contatos e amizades, enfim, vivências em geral que tanto contribuem para a nossa aproximação enquanto anarquistas.

    A Feira acontece paralelamente à feira institucional do livro aqui da cidade. A idéia é aproveitar a atmosfera literária com o intuito de divulgar e aproximar mais pessoas das idéias anarquistas, apresentando o anarquismo como uma alternativa real ao capitalismo, suas crises e suas guerras.

    Este ano também estará acontecendo, nas noites do evento, o Dissidência MuzikFesto, um festival com bandas de várias partes do brasil, e também bandas locais.

    Convidamos todxs a virem à Feira; participando, fomentando afinidades, celebrando a resistência e a história de luta anarquista global!

    Comissão de Organização da 2ª Feira do Livro Anarquista

    Para mais infos, cheque flapoa.deriva.com.br
    ou entre em contato através do endereço 2flapoa[a]libertar.se

    Locais:
    Livros e atividades ao ar livre: Travessa Venezianos das 14h até as 20h
    Oficinas: Moinho Negro (Rua Marcilio Dias 1463 (veja no site oficinas e horários)

    domingo, 30 de outubro de 2011

    Venezuela: 1er Encuentro Nacional de Anarquistas Revolucionarios



    Thursday October 27, 2011
     by Federación Anarquista Revolucionaria de Venezuela - FARV
     farv.periodicorojoynegro@gmail.com

    La Federación Anarquista Revolucionaria de Venezuela (FARV) invita a todos los colectivos e individuales a nivel nacional, al primer video foro y debate público para la conformación de las seccionales en todo el territorio nacional que se estará llevando a cabo el día domingo 30 de octubre 2011 a partir de las 11 de la mañana en el Ateneo de la Ciudad de Valencia, Estado Carabobo; con la participación de todos los miembros de la FARV (Caracas, Barquisimeto, Valencia) y demás invitados especiales.
    bandera_anarquista.jpg
    Actividades a realizar:


    1. Palabras de apertura - Presentación de miembros FARV – Lectura del primer manifiesto FARV.
    2. Breve introducción al documental – Proyección de documental (Vivir la Utopía)
    3. Conversatorio y debate - Lectura de materiales varios.
    4. Bautizo de la primera edición del periódico “Rojo y Negro”
    5. Recolección de datos para el contacto de los compañeros que decidan sumarse a la lucha.
    6. Reparto de material gratuito.
    7. Palabras de cierre.


    Si piensas que anarquismo es igual a caos y desorden, pero te consideras revolucionario, te invitamos a debatir.


    Si eres de los que no consiguen un espacio para la lucha, para aportar tus ideas y tu conocimiento por una revolución social de base y verdadera, si consideras que el anarquismo es tu vía, pero aun no conoces personas afines para debatir y aportar, esta es tu oportunidad de expresarte y de sumarte a una lucha real.


    Domingo 30 de octubre 2011 – 11am – Ateneo de Valencia, Estado Carabobo (Av. Bolívar Norte a 2 cuadras de la Estación Cedeño del metro de Valencia)


    ¡Asiste!

    segunda-feira, 15 de agosto de 2011

    crise da monarquia


    Cuba: Respuesta al dr Enrique Ubieta de un anarquista del Observatorio Crítico


    fonte: periodico El Libertario (aqui)
    Por Marcelo “Liberato” Salinas    1.   El doctor Enrique Ubieta ha asumido un atendible interés en polemizar con miembros de la Red Observatorio Crítico a partir de acusar de “anarco-capitalista” a uno de sus miembros, nuestro compañero Erasmo Calzadilla, activo ambientalista local en el Reparto Eléctrico y asiduo articulista en el sitio Habana Times. Esto puede ser una buena oportunidad para abrir un necesario debate de ideas que de otra forma no ocurriría La impresión que deja Ubieta en su texto es que descubrió un juego de palabras, una pirueta escritural, al acusar a Erasmo de “anarco capitalista”, perdiendo de vista que esta es una corriente de pensamiento, menos pública que otras, pero que forma parte orgánica de la frondosa familia intelectual del neoliberalismo. Pero esto no es algo relevante para él, que en su cortedad de empeños, ni siquiera pudo regalarnos un solo argumento que fundamentara la ubicación del pensamiento de Erasmo en las coordenadas de esa corriente de pensamiento, sus autores, sus tesis y sus conceptos. Eso para él no hacía falta. Todo parece indicar que el objetivo central de Ubieta ha sido menos que polemizar analíticamente, sencillamente establecer asociaciones superficiales torcidas y corrosivas, tales como que Erasmo está vinculado al reaccionario Grupo PRISA, por usar en común a ellos el manoseado término de “régimen” cubano, todo para echarle tierra encima a una persona que forma parte de un pequeño colectivo, casi todos nacidos y todos socializadas en el marco del orden estatal post revolucionario cubano y que consideran que la única manera de desarrollar los contenidos liberadores y populares que un día dieron vida a este gobierno, es asumiendo la revolución como acción directa, cotidiana, autónoma y  liberadora, sin pedir permiso a los que se han apropiado de ella y de ella viven, viajan, vacacionan, mantienen estilos de consumo… y ahora pretenden hacerla una empresa eficiente.    Esos son los que conforman la gran familia de lo que Ubieta festinadamente llama el “contrapoder” en Cuba, un eufemismo con tufo progre que denomina a un gran entramado de individuos cooptados por la gerencia central, algunos provenientes de las capas más humildes de Cuba, que un día fueron llamados a ser cuadros  profesionales y a convertirse en incondicionales a temporada de "la Revolución" hasta que la máquina devoradora de cuadros los defenestra deshonrosamente de la morada, después de comprobarse que tomaron algunos cientos de miles de dólares y algunos viáticos de descanso, como los que se dieron los imponderables Roberto Robaina- Carlos Lage-Otto Rivero- Felipe Pérez Roque- Yadira García-Juan Carlos Robinson… por sólo citar a la última camada de echados de esta serie.   2.   Para aquellos que quieran acusar a Ubieta de asalariado del aparato ideológico del sistema, creo que pueden hacerlo, pero eso no agota el análisis de su caso y no es justo que respondamos con las mismas cartas. Es preciso comprender la lógica del otro, no para quedarnos en la estética de la tolerancia, sino para juzgarlo mejor. Ubieta además de director del oxigenante periódico La calle del medio es autor de un libro publicado en el álgido 1993, con el cual dio una de las primeras señales de la reorientación ideológica del discurso oficial en Cuba, luego de la evaporación histórica del marxismo-leninismo: Ensayos de Identidad, texto que como su nombre lo indica tuvo por centro lo que a partir de ese momento se le llamará “la identidad”, una instancia a través de la cual los agentes culturales del orden estatal cubano gestionaron el recambio de la fenecida “moral comunista”. Una operación que involucró la designación de un nuevo ministro de cultura, la reorganización de la enseñanza de la historia de Cuba y el entramado institucional de la cultura, con la recuperación de figuras como Fernando Ortiz (y su noción de la integración nacional a partir del mestizaje), Cintio Vitier (y su teleología post-origenista del devenir simbólico de la nación) o la adjudicación de un nuevo estatus a la figura de José Martí, con la creación de una instancia cuasi ministerial como la Oficina Nacional del Programa Martiano, con la decorosa figura de Armando Hart Dávalos en calidad de su presidente. Miembro activo de la “última promoción de filósofos que comienzan a emerger con vigor”, según la contraportada de la edición de su libro de 1993, de la cual formaron parte Paul Ravelo Estrade, desaparecido en el torbellino de “parados” en España, Emilio Ichikawa Morín, devenido exitoso intelectual orgánico de la centro derecha cubana en Miami o Rubén Zardoya Loureda, defenestrado intelectual –también orgánico- del “partido único” cuando ejercía funciones de Rector de la Universidad de La Habana; así como el excelente filósofo Alexis Jardines, probablemente el integrante más original e interesante de la camada, capaz de profundas reflexiones, sistematizaciones y contestaciones, que, sin embargo, se tornaron en lamentable y trivial mediación para un nada original traslado a EE.UU. De ese grupo aún más amplio ha sido Ubieta uno de los más visibles promotores de la posterior avalancha de “la identidad cultural”, eso que la periodista Alina Perera Robbio, compañera de ideas de Ubieta, alguna vez denominó “el hilo invisible en el collar de perlas de la nacionalidad cubana”.  Han sido los intelectuales orgánicos de la nacionalidad (o los nacionalistas burgueses, como se decía antes de la nueva ola marxista gramsciana) los promotores más activos de ese “hilo invisible”, que no es otra cosa que una metáfora para nombrar la reconstrucción histórica de una identidad nacional que ha permitido sublimar y echar una eficaz cortina de humo sobre el caudillismo, el verticalismo, el desarrollismo y la lucha de clases y sus expresiones culturales que han atravesado a la sociedad cubana, como a cualquier otra sociedad asolada por la dictadura de la modernidad capitalista y sus variantes coloniales.   Esos empeños por la “búsqueda de la cubanidad”, expresión acuñada por el gran historiador Eduardo Torres Cuevas, referente intelectual insoslayable en esos laboreos, ha logrado ir vaciando de contenido popular, periférico y proletario a la historia del pensamiento sobre los destinos del país, así como poner la producción de “pensamiento trascendente” en manos exclusivas de los versados en la cultura libresca oficial, por lo que no es extraño que nada de la rica prensa obrera producida en Cuba sea pasto de interés de estos cultores de las olímpicas grandezas nacionales. Así, en 1902 mientras los grandes intelectuales del estado nacional cubano rumiaban teorías para explicarse como Varona el “imperialismo a la luz de la sociología” y todavía no había arribado a las costas cubanas la iluminadora teoría marxista que explicara el rol de la dominación económica, ni había madurado Villena, ni Ramiro Guerra, adalides del pensamiento económico de la nación cubana, según los estudiosos oficiales del tema, un intrascendente “periodiquillo” anarquista como ¡Tierra!, (pero uno de los empeños periodísticos proletarios de más hondura intelectual, más sólidos y duraderos, a nivel de toda América, durante casi 20 años, sólo comparable a su homólogo argentino La Protesta) en un artículo del 5 de julio de 1902 señalaba: “La revolución pasada […] obra fue del proletariado que arrastró con su ejemplo y por la fuerza de la clase media ilustrada (…) Hora es ya de terminar esa alianza inmovilizadora. Concluida la Revolución por la independencia con el grillete de la Enmienda Platt, remachado por los Asambleístas Constituyentes a nombre del pueblo, el obrero cubano debe ahora dedicar todas sus energías a la conquista de la emancipación económica, pues la revolución por la independencia no lo va redimir de esa esclavitud, al contrario la va a acentuar, por la misma razón que ha dado un vigoroso impulso a la concentración del capital.” Ese vaciamiento de contenidos populares de la historia que han estado haciendo los historiógrafos de la nación cubana ha ido creando las condiciones para que hoy no nos asombremos de un cartel gigante que este año ubicaron en el set de la plaza de la revolución el pasado 1 de mayo: “socialismo es soberanía nacional”, una definitiva declaración del achatamiento de la idea del socialismo en manos de los promotores de los Lineamientos y una demostración de la inquietante capacidad de reproducción universal de la lógica gubernamental que dio lugar hace casi un siglo a los nacional-socialismos europeos. Pero para los intelectuales orgánicos de la identidad nacional esto no es un peligro, sino una oportunidad, una coartada insuperable para salvar su función de rectores de la alta cultura nacional y receptores de las prebendas en status social que ello implica, pero también de algo más determinante: un recurso para conservar su incapacidad, conscientemente asumida, de no poder imaginar un orden social sin la existencia de una elite que destruya toda forma de gestión horizontal colectiva de la sociedad.     Casi viente años después del inicio de aquel programa de fortalecimiento de la identidad nacional como política delEstado, sus frutos se han hecho cada vez más palpables: más que el amor a la patria, hecho popular, hondamente sentido y no necesitado de subsidios estatales para su existencia, se ha reforzado aún más el culto al Estado que nació a partir de la instrumentalización de las conquistas populares de la revolución de 1959, hecho que confirma la tesis del encuadernador anarcosindicalista alemán Rudolf Rocker, autor de la monumental obra, quemada por la maquinaria cultural nazi, Nacionalismo y cultura (1933), donde propone como idea central de su libro que la cultura nacional donde quiera que se organiza es el conjunto de los hábitos, normas y estilos de hacer de la sociedad, que reproducen la lógica del estado a su imagen y semejanza o que no afectan su existencia; hábitos, normas y estilos que son elevados a la categoría de reliquias y fuentes depositarias del orden jerárquico establecido.   De esta definición se pueden derivar las razones que pueden explicar el colosal equívoco que produjeron los socialismos del siglo XX, al confundir propiedad social con propiedad estatal, pues si la expresión más palpable del fermento de existencia de una sociedad es su cultura y esta es convertida en un engranaje del régimen de la gobernabilidad estatal nacional, la sociedad misma es propiedad del Estado y por medio de una inversión ya indolora, la sociedad deja de ser condición para la existencia del Estado y el Estado se convierte en condición de existencia de la sociedad… Es que el nacionalismo, sea de los grandes o las pequeñas naciones no ha ido más allá de reproducir a distintas escalas los procederes de los grandes Estados opresores que los movimientos de liberación nacional decían combatir, como lo han demostrado en su libro Anarquismo en África Mbá e Igariwey, en el caso de los socialismo africanos, en general los llamados estudios subalternos y como ya lo venían denunciando desde un siglo anarquistas como Enrique Roig San Martin en La Habana frente a las elites empresariales separatistas, Arrigo Malatesta en la Italia arrebatada por los nacionalistas mazzinnianos o los marinos revolucionarios de Kronstadt, cuando sufrieron la arremetida armada del Ejército Rojo en marzo de 1921.   3.   A Erasmo Calzadilla y a muchísimas otras personas acá les da risa que existan “ideólogos de la subversión” no porque no sepan que los haya y que estén además bien pagados, sino porque lo que ha quedado demostrado es que esos ideólogos de la subversión no son tan efectivos en su labor como los ideólogos de la disolución de la revolución desde adentro y un ejemplo sencillo, claro y a mano de esto último es la ya célebre oración : “…revolución es cambiar todo lo que debe ser cambiado…” ¿Quién es el sujeto de esta oración? ¿Quién decide que es lo que debe ser cambiado? ¿Quién va a ejecutar ese cambio? Esta frase -de la autoría del máximo ideólogo de este proceso- deja un jugoso espacio a la indefinición de los roles y, más importante aún, a la parálisis social administrada desde las cúpulas dirigentes, esas que ahora están siendo convocadas a protagonizar un “cambio de mentalidad” de forma tal que los que aprietan el acelerador son los mismos que, automáticos, pisan el freno.  Si los ideólogos de la contrarrevolución tuvieran este nivel de eficacia disociadora, lo que queda de esta revolución hace tiempo no hubiera existido.    4.   Asociar a Observatorio Crítico con Yoani Sánchez es una intención muy marcada en el equipo de trabajo del doctor Ubieta, confieso que no conozco en detalle las intimidades de las relaciones de Yoani Sánchez con Erasmo, ella y él tienen derecho de conocerse y estudiarse. Y si de posiciones claras del OC frente a los defensores del capitalismo en Cuba se trata, tomen nota que cuando en 2010 se realizaron en Casa Gaia –espacio privado/público habanero bajo auspicios del MinCult y de la Oficina del Historiador- los encuentros del 1er Estado de SATS -un evento que ha sido la más seria plataforma de discusión para el demo-liberalismo en Cuba desde la perspectiva teórica de la complejidad-, los únicos que estuvieron ahí presentes y activos para defender abiertamente el socialismo (en su auténtico carácter socializador, libertario, proletario y popular) fuimos los activistas del Observatorio Crítico; y por allí no vimos pasar ni al doctor Ubieta, ni a ningún otro “ideólogo” “profesional” “de la revolución”.   Si el doctor Ubieta se siente atacado en su condición de defensor del socialismo, mi pregunta es ¿qué es lo que dice cuando afirma lo de socialismo?, porque a cualquiera mínimamente respetuoso de su propia dignidad intelectual, le puede quedar claro con una sola ojeada que la machacona y desembozadamente tecnocrática promoción en los “Lineamientos” de los campos de golf, los contubernios cada vez mas públicos con Monsanto y el conglomerado agro-tóxico mundial (felicísimo de poder echar abajo un referente latinoamericano de agricultura orgánica y ecológica como Cuba, crecido en menos de 10 años ), la destrucción y momificación folclórica de todas las instancias de supuesto poder popular y de los trabajadores en Cuba (Sindicatos, Comités de Defensa de la Revolución, Brigadas de Producción y Defensa, Asambleas locales del Poder Popular y un escueto etcétera), el traspaso al ámbito policial de proyectos socioculturales autónomos anteriormente “atendidos” por el Ministerio de Cultura, los reiterativos llamados a la eficiencia, al orden y la disciplina, no son pasos en función de encaminar las prácticas socio-políticas cubanas hacia un renovado proyecto socialista y al protagonismo de los trabajadores en sus trabajos y en sus vidas, sino maneras de conectarlas de manera suave, “soberana” y sin traumas transitivos a ese Poder Global que Ubieta dice combatir.   5.   Llegado a este punto me gustaría aclarar que no conozco una declaración explícita de Erasmo de su condición de anarquista, aunque él ha leído con interés materiales libertarios que nos hemos circulado. En el Observatorio Crítico hay anarquistas activos trabajando, pero no es condición esencial ser tal para formar parte de esta red de aprendices rezagados de militantes sociales, por lo que tal vez Erasmo deba tomar nota de los señalamientos del doctor Ubieta para mejorar su condición libertaria porque en verdad es muy poco edificante ser un anarquista de centro, aunque creo que Erasmo a lo que se refiere es a Havana Times como “centro” no en el sentido político sino en el sentido de espacio. Yo sí le pudiera decir a Ubieta que su identidad de izquierdista es tanto o más precaria que la que le señala a Erasmo, pues las reglas del capital han convertido a los gobiernos “de izquierda”, en los más eficaces gestores del capitalismo global, como hoy lo están demostrando los socialistas Papandreu en Grecia, los socialistas Zapateros en España, el ex guerrillero Tupamaro don Pepe Mujica en Uruguay o los vendedores de petróleo “bolivariano” a la mega maquinaria industrial mundial, que creen que el socialismo es sólo un asunto de repartir más… Igual que los gestores de los nuevos capitalismos bajo banderas rojas, en China y Vietnam. 6.Después de todo esto viene lo crucial que nos plantea a todos el doctor Ubieta: ¿qué hacer con el gobierno cubano? Como militante social, anarquista, anticapitalista digo que “apoyar” o “combatir” al gobierno cubano son dos caras de una misma moneda llamada “la gobernabilidad”, ese exitoso concepto y programa de factura “made in FMI” que sólo ha tenido por propósito definir las condiciones que permitan la reproducción ampliada, en círculo vicioso, de la alienación disciplinada y masiva de toda una sociedad, para que sus castas mandantes y capitalistas, en cualquier variante, puedan seguir cómodamente donde están. La política del pueblo trabajador debe enfrascarse en una labor mucho más ardua, profunda y duradera que apoyar o combatir a un gobierno, que ha hecho más por “nosotros” que ningún anterior en Cuba, pero que también ha generado según uno de sus voceros oficiales “…una casta parasitaria que por años se ha venido alimentando de los dineros y las urgencias del pueblo” (“La mentalidad frente al espejo” En: Granma, viernes 22 de julio de 2011). Nuestra política, como anarquista en Cuba hoy entiendo que debe dirigirse a hacer realidad una frase tirada al viento por Fidel en Cuba hace mas de 40 años: aquella referida a que “algún día desaparecerá de la sociedad cubana la ominosa función de cuadro dirigente…” para dar paso a un pueblo consciente de sus potencialidades y destinos y con las armas en la mano para la producción, la defensa, la cultura y el goce de la creación y el ocio libre defienda y profundice su socialismo.Si nos dicen que eso no se ha realizado en todo este tiempo porque es difícil, por la cercanía del sabotaje y la agresividad imperialista, hay una respuesta que es sencilla y clara: ¡¡no hubieran hecho la revolución!!, ya que otra cosa no se podía esperar del imperio. Lo lamentable no es eso, sino que ahora, medio siglo después que el gobierno que encarnó la revolución y destruyó todas las barreras de lo posible, según se entendía en las tres cuartas partes del mundo en los años 50, pesen aún más las mismas consideraciones geopolíticas (basadas en el famoso fatalismo geográfico que nos enseñaron a refutar en el pre, padre del “destino manifiesto”, de la doctrina Monroe y de todos los anexionismos) que ese mismo gobierno combatiera. El imperialismo yanqui no va a financiar revoluciones, ese es el error de fondo de toda la campaña internacional contra el bloqueo. La única forma efectiva de hacer avanzar la revolución es convertir en posibilidades de otro desarrollo la circunstancia que nos ha tocado vivir, como lo ha demostrado el repunte de la agricultura orgánica en los últimos años y que hoy las elites tecnocráticas y militares pretenden desmantelar, porque ese desarrollo haría ociosos departamentos ministeriales enteros y le confiere más autonomía y libertad al pueblo trabajador como mismo lo pudieron hacer 20 años antes las Milicias de Tropas Territoriales. Ningún cuerpo especializado en Servicios Empresariales de Protección Socialista Antimperialista (S.E.P.S.A??) con sus tanques y sus camiones de guerra para desfiles, sus casas de descanso, sus compras subsidiadas y sus teléfonos móviles a cuenta abierta, está en condiciones de defender la propiedad social, si la hubiera en Cuba, porque los intereses de tal casta militar están al servicio, no del eufemístico y abstracto “interés del pueblo”, sino de cualquier poder nacional o foráneo, socialista o capitalista que mantenga con vida su existencia, sus jerarquías de mando y sus privilegios, como mismo las poderosísimas Fuerzas Armadas de la difunta URSS, cruciales para disuadir la fuerza opresora de la otra potencia mundial, fueron inútiles para defender las bases legales de la supuesta renovación del socialismo, cuando este –tornado ya un mero vocablo- fue echado abajo por la confabulación de sus propios cuadros dirigentes, insatisfechos con la falta de “libertad de empresa” y los (ya despampanantes) privilegios de consumo bajo aquel régimen. Y recordemos: el glorioso pueblo “soviético” no disparó ni un solo tiro en defensa de ese (el ya tan opresivo, formal y ajeno) “socialismo”. Las nefastas consecuencias de un giro capitalista estatal de la revolución de 1959 fueron intuidas muy tempranamente por compañeros anarquistas de Cuba y el exterior. Textos enterrados por la historia contada por los liberales y los izquierdistas progres como un Manifiesto de los anarquistas de Chile sobre la revolución cubana ante los imperialismos yanqui y ruso (1960); el Testimonios sobre la revolución cubana (1960) de Agustín Souchy, anarcosindicalista polaco-alemán y prestigioso especialista en temas de reformas agrarias, quien estudió sobre el terreno el primer plan de cooperativización del gobierno cubano; las últimas ediciones antes de ser clausurado del periódico Solidaridad Gastronómica, órgano del sindicato gastronómico de La Habana; o el folleto Revolución y contrarrevolución en Cuba, de 1960, de los compañeros Carlos Ferro y Abelardo Iglesias -dos trabajadores, militantes anarquistas consecuentes, de la más joven generación de esa época-, son una pequeña muestra de una labor de esclarecimiento de perspectivas que halló resistencia incluso en los propios medios libertarios de la época. Pero el tiempo les ha dado reverdecidas razones. Así, en el escueto folleto antes citado plantearon con claridad meridiana lo que recién estamos redescubriendo tardíamente hoy: “Expropiar empresas capitalistas, entregándolas a los obreros y técnicos, ESO ES REVOLUCIÓN. Convertirlas en monopolios estatales en los que el único derecho del productor es obedecer, ESTO ES CONTRARREVOLUCIÓN.” Si fuésemos unos anarquistas trasnochados diríamos que sólo alguien como el doctor Enrique Ubieta, junto a toda la casta social que ha vivido del monopolio estatal puede no entender estos planteamientos, por pura conveniencia clasista, pero no nos llamamos al autoengaño, toda una maquinaria de adoctrinamiento estatal dirigida, en el mejor de los casos a producir pasividad, irresponsabilidad, abulia (tanta, que los que la fomentaron hoy quieren combatirla), además del consabido miedo, han convertido estos posicionamientos en peligrosos extremismos sin lugar casi en este mundo... A esto hay que agregar razones de más densidad histórica y estructural: el gobierno existente en Cuba ha sido expresión concentrada de las propias manquedades de la cultura política de los trabajadores y el pueblo cubano que hace mas de 50 años, con las tasas de explotación por vía salarial más alta del continente (sólo superadas por Chile en 1953), exigió mayoritariamente a “su” Estado revolucionario, salvo raras y expurgadas excepciones, que se convirtiera en un gran monopolio empresarial nacional, que los librara de la responsabilidad de la libertad y la autogestión, que los librara de las molestias del trabajo libremente asociado y les diera acceso masivo a la vida urbana, a la industrialización de la agricultura y a lo más depurado de la cultura para masas del capitalismo, en nombre del socialismo y el anti imperialismo. Los trabajadores rurales cañeros, símbolos de las más duras luchas sindicales en Cuba, no pidieron tierra para ser libres, sino simplemente mejores salarios del Estado. Nada de esto fue únicamente una imposición exclusiva de la “unidad revolucionaria”/“dictadura castrista”. Como se desprende del libro Ideología y revolución. Cuba 1959-1962 de la rigurosa historiadora Pilar Díaz Castañón, buena parte de la sociedad cubana, en masa, regaló sus derechos al Estado para que diseñara la ‘magia del cambio’. El llamado “fidelismo”/“castrismo” ha sido también un pacto tácito de “no democracia” a cambio de “modernización acelerada”, en el cual el pueblo trabajador no fue una víctima inocente, sino un protagonista muy activo. Pacto social que condujo casi mecánicamente es a la alianza geopolítica-geoeconómica-geoestratégica-geoideológica con la URSS, incluyendo sus nefastos efectos culturales locales… Y en ese contexto el Estado revolucionario pudo acallar, sin contestación social alguna, voces como las de los compañeros Iglesias, Ferro, Marcelo Salinas y otros tantos libertarios, quienes ya conocían (desde mucho de 1959), como otros tantos actores de la sociedad cubana, la naturaleza del régimen “soviético”. 7. Si los pasos actuales que se derivan de los Lineamientos se relacionaran, no con los postulados de estos olvidados compañeros, que sería mucho pedir, sino con los pasos que se dieron en el Ministerio de Industria dirigido por el Che Guevara, con discutibles herramientas socializadoras como los “Comités de Industrias Locales” o los “Planes Especiales de Integración”, tuviéramos algún motivo para prestarle atención a las supuestas intenciones socialistas del gobierno que dirige el país. Pero no es así, el camino al que se nos exige avanzar es hacia un perfeccionamiento del Estado como empresario “colectivo” anónimo, asociado con negocios privados de diversa envergadura (desde timbiriches cuentapropistas donde es obligatoria por decreto la contratación salarial y ya se habla de una sindicalización “vertical” estilo fascista de patrones y empleados en la misma sección sindical, hasta corporaciones transnacionales), y enfrascado en un disciplinamiento de sus masas asalariadas y un etéreo “cambio de mentalidad” en los dirigentes para arribar a algo que inevitablemente pasará por parecerse cada vez más al capitalismo y que generará algo muy parecido a la pura, dura y clásica lucha de clases… ¿De qué lado de las barricadas volveremos a encontrarnos al doctor Enrique Ubieta y sus colegas? Es él quien tendrá que definirlo. Nosotros estamos aquí donde han estado siempre los anarquistas, los comunistas libertarios, sin amo, sin gobierno, en la lucha, solidarios, en el pueblo, en la calle…

    sexta-feira, 12 de agosto de 2011

    Rebeldes, mas não ‘ladrões’



    Londres em noite de saques e prisões. Conflitos começaram após polícia ter matado um morador negro na quinta-feira. Foto: Leon Neal/AFP
    A onda de violência na Grã-Bretanha foi provocada por um bando de “ladrões”´ e “doentes”. Numerosos pertencem a gangues de jovens encapuzados, os hoodies. Palavras do primeiro-ministro britânico, David Cameron, em sessão extraordinária no Parlamento, nesta quinta-feira 11. Em miúdos, os ladrões, ou doentes, ou quem sabe ladrões doentes encapuzados, não têm uma agenda. Só querem saquear.
    Foram raros os articulistas britânicos a questionar o discurso simplista do primeiro-ministro conservador. Para minha surpresa, até colunistas de diários de esquerda, como o The Independent, concordaram com Cameron. Esses escribas não levaram em conta como a maior recessão desde os anos 1930 e o programa de austeridade implementado pelo governo suscitaram a erosão da qualidade de vida das classes médias e pobres. Também ignoraram o fato de os integrantes de minorias serem os mais afetados pela crise e pelo programa de austeridade. Colunistas da imprensa brasileira adotaram, acríticos, a fórmula de Cameron: os rebeldes são ladrões.
    Cameron, vale exprimir, está atravessando a crise mais grave desde que assumiu o cargo, 15 meses atrás. Teve de encurtar suas férias na Toscana, e, ao chegar a Londres, vestiu a camisa do premier linha-dura. Em grande parte, adotou essa postura devido à sua imagem negativa nas pesquisas. Em uma delas, a maioria das 2.534 pessoas interrogadas (57%) revelou-se insatisfeita com a lenta reação do primeiro-ministro. Na mesma enquete, a maioria dos britânicos (42%) estimou que as manifestações estão ligadas a comportamentos criminosos. E apenas 8% dos interrogados acham que a onda de violência é consequência do programa de austeridade. Criticado por ter tido de cortar 16.200 policiais por conta do programa de austeridade, Cameron cogita usar o exército se houver novos protestos.
    Nas revoltas que sacudiram a França no final de 2005, os jovens também não tinham uma agenda. Como os ingleses, saquearam lojas e supermercados. Adotaram, ainda, a prática de incendiar automóveis. Na verdade, o problema, como sempre nessas revoltas a assolar a Europa, é muito mais profundo. Além de ter raízes na recessão, a questão do racismo sempre entra na equação. Na Grã-Bretanha, os conflitos tiveram início dois dias depois de a Scotland Yard matar Mark Duggan, um negro de 29 anos e pai de quatro filhos. Na esteira, minorias e brancos – e, de fato, hoodies –, se agregaram às manifestações país afora.
    O programa de austeridade provocou o declínio dos serviços públicos, e o nível de desemprego, principalmente no setor público, está em ascensão. As medidas adotadas pelo governo alastram a fissura entre privilegiados e classes médias. O governo de Cameron cortou, por exemplo, os impostos do 1% dos mais endinheirados e aumentou o valor agregado – em período de recessão. Em suma, o poder aquisitivo das classes médias só pode declinar. Ao mesmo tempo, a fatia dos pobres, em sua maior parte formada por minorias marginalizadas, cresce.
    Quem não ficaria revoltado com essas medidas a favorecer os privilegiados? Lee Jasper, ativista pelos direitos das minorias, respondeu para o diário italiano La Repubblica: “Condeno a violência, mas em parte. Condeno mais a violência econômica: o desemprego, a falta de oportunidade para os jovens no futuro. Essa violência não é reconhecida”.
    Na verdade, não surpreende o fato de essas revoltas terem acontecido no Reino Unido, o país com maior disparidade social na Europa. Segundo um artigo do semanário Time, publicado em 2008, uma em cada três crianças nasce abaixo do nível de pobreza. A escassa possibilidade de mobilidade social deve-se à estrutura de classes, mantida pelas elites em grande medida por meio do sistema escolar. O ensino na maioria das escolas públicas é muito inferior ao das particulares. No setor público a média de alunos por classe é 26,2% comparada a 10,7% no privado.
    A Fulham Prep School, escola privada ao sudoeste de Londres, cobra 24 mil dólares ao ano por criança. Essas escolas formam os futuros alunos de Oxford e Cambridge (ou Oxbridge), num reino onde 93% da população estudam em escolas públicas. Se os 7% a frequentar as particulares chegam a Oxbridge, cerca de 50% dos alunos de escolas públicas têm o mesmo paradeiro. E qual será o porcentual dos outros 50% que viram violentos hoodies? Esses excluídos tendem a participar em levantes de todos os tipos. E saqueiam. Mas as raízes dos levantes são mais profundas