quarta-feira, 18 de maio de 2011
za(P) cin(6) : nó, vê!
acompanhado pela ultima madrugada
olhei pra hora e comemorei...uhmmmm..q delicia essa cócacóla...viva o imperialismo, o que seria minha barriga sem ele...
acendi mais um cigarro, sentado na varanda, ao lado de fora tudo se via,
até a soneca daquela menina..
na madrugada, silêncio!
olhei ao lado, uma praça do condominio ao lado,
cercas, grades, muros,
bancos em volta dela
com pédrinhas de brita..
não havia ninguem por alí..
apenas éla
sua copa amarela,
o caule retorcido,
duas bifurcações,
q bifurcavam em mais uma,
tres galhos,
um L de balanço
talvez construiria...
mérda de noite!
a porra da barriga não parava de embrulhar
maldita pizza..daquele DisK me Disq
...as vezes nós queremos economizar uns trocados com um rango mais barato
e acabamos nús trocados
que saem carô!
nem a massa salvava..
K tu peri mesmo era fantasia,
uma espécie de leite com maisena misturado,
brócules duros, tomates estragados,
q lixo..
q comi..
brigavamos,
dois pra la e dois pra cá
só mesmo o lençol pra nus juntarmos..
frioooooo! congelanti
as pessimas situações são propicias para
sentirmos q ja não estamos mais
a cada gota de lagrima enrustida em nossos olhos
percebemos o tanto q ela
ela mesmo,
nos motiva a esquecer a dor..
e , e , E ...sei la ..
ja passou..
nem tanto
o enjoooou continua..
se embriaguez..
corri para o banheiro,
Santa
Càgada..!!!!
ps: a composição sonóra ajuda a digerir
terça-feira, 17 de maio de 2011
quinta-feira, 12 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Em alguns casos os animais são melhores tratados que os trabalhadores
Delfim Netto pede desculpas às empregadas domésticas
EmailImprimir..Márcia de Chiara , Em terça-feira 10/5/2011, às 15:58
O Instituto Doméstica Legal, que representa 7,2 milhões de trabalhadores da categoria, obteve um pedido público de desculpas do ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto, registrado em cartório, pela declaração feita pelo economista na TV a respeito deste profissional. No dia 4 do mês passado, Delfim disse no programa "Canal Livre", da Rede Bandeirantes, que "quem teve este animal, teve; quem não teve nunca mais vai ter", em referência à empregada doméstica.
Delfim afirmou que "em momento algum desejou referir-se à classe das empregadas domésticas de maneira pejorativa". O economista argumentou, em seu pedido público de desculpas, registrado no 8.º Cartório Tabelião de Notas da capital paulista no início deste mês, que a frase pinçada do contexto distorce a ideia elaborada.
Segundo Delfim Netto, a intenção foi mostrar que no processo de ascensão social em curso na sociedade brasileira, a figura deste profissional tende a desaparecer. "É preciso entender em que sentido foi feito o comentário", disse o ex-ministro.
Em seu pedido de desculpas, Delfim justifica o emprego do termo "animal", usado pelo economista britânico John Maynard Keynes, criado durante a Grande Depressão, para descrever as motivações psicológicas de empresários, consumidores e investidores. "Os economistas (eu, inclusive) usam corriqueiramente a expressão 'fazer nascer o espírito animal dos empresários' como forma de despertá-los para oportunidades de investimento e não me lembro de nenhum empresário que tenha se declarado ofendido ou humilhado."
No fim do pedido oficial de desculpas à categoria, Delfim Netto considera o episódio uma "tempestade num copo d'água", que ocorreu em razão do uso de uma expressão infeliz, pelo qual ele se penitencia.
EmailImprimir..Márcia de Chiara , Em terça-feira 10/5/2011, às 15:58
O Instituto Doméstica Legal, que representa 7,2 milhões de trabalhadores da categoria, obteve um pedido público de desculpas do ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto, registrado em cartório, pela declaração feita pelo economista na TV a respeito deste profissional. No dia 4 do mês passado, Delfim disse no programa "Canal Livre", da Rede Bandeirantes, que "quem teve este animal, teve; quem não teve nunca mais vai ter", em referência à empregada doméstica.
Delfim afirmou que "em momento algum desejou referir-se à classe das empregadas domésticas de maneira pejorativa". O economista argumentou, em seu pedido público de desculpas, registrado no 8.º Cartório Tabelião de Notas da capital paulista no início deste mês, que a frase pinçada do contexto distorce a ideia elaborada.
Segundo Delfim Netto, a intenção foi mostrar que no processo de ascensão social em curso na sociedade brasileira, a figura deste profissional tende a desaparecer. "É preciso entender em que sentido foi feito o comentário", disse o ex-ministro.
Em seu pedido de desculpas, Delfim justifica o emprego do termo "animal", usado pelo economista britânico John Maynard Keynes, criado durante a Grande Depressão, para descrever as motivações psicológicas de empresários, consumidores e investidores. "Os economistas (eu, inclusive) usam corriqueiramente a expressão 'fazer nascer o espírito animal dos empresários' como forma de despertá-los para oportunidades de investimento e não me lembro de nenhum empresário que tenha se declarado ofendido ou humilhado."
No fim do pedido oficial de desculpas à categoria, Delfim Netto considera o episódio uma "tempestade num copo d'água", que ocorreu em razão do uso de uma expressão infeliz, pelo qual ele se penitencia.
Bolívia institucionaliza Pachamama!
Bolívia cria Lei da Mãe Terra, incrível !
Enviado por: "Instituto Anima" institutoanima@yahoo.com.br institutoanima
Ter, 10 de Mai de 2011 2:17 pm
País dá exemplo ao mundo
A Bolívia está em vias da aprovar a primeira legislação mundial dando à
natureza direitos iguais aos dos humanos. A Lei da Mãe Terra, que conta com
apoio de políticos e grupos sociais, é uma enorme redefinição de direitos. Ela
qualifica os ricos depósitos minerais do país como "bençãos", e se espera que
promova uma mudança importante na conservação e em medidas sociais para a
redução da poluição e controle da indústria, em um país que tem sido há anos
destruído por conta de seus recursos, informa o Celsias.
Na Conferência do Clima de Cancun, a Bolívia destoou da maioria quando
declarou que todo o processo era uma farsa, e que países em desenvolvimento não
apenas estavam carregando a cruz da mudança do clima como, com novas medidas,
teriam de cortar também mais suas emissões.
A Lei da Mãe Terra vai estabelcer 11 direitos para a natureza, incluindo o
direito à vida, o direito da continuação de ciclos e processos vitais livres de
alteração humana, o direito a água e ar limpos, o direito ao equilíbrio, e o
direito de não ter estruturas celulares modificadas ou alteradas geneticamente.
Ela também vai assegurar o direito de o país "não ser afetado por
megaestruturas e projetos de desenvolvimento que afetem o equilíbrio de
ecossistemas e as comunidades locais".
Segundo o vice-presidente Alvaro García Linera. "ela estabelece uma nova
relação entre homem e natureza. A harmonia que tem de ser preservada como
garantia de sua regeneração. A terra é a mãe de todos". O presidente Evo
Morales é o primeiro indígena americano a ocupar tal cargo, e tem sido um
crítico veemente de países industrializados que não estão dispostos a manter o
aquecimento da temperatura em um grau. É compreensível, já que o grau de
aquecimento, que poderia chegar de 3.5 a 4 graus centígrados, dadas tendências
atuais, significaria a desertifição de grande parte da Bolívia.
Esta mudança significa a ressurgência da visão de um mundo indígena andino, que
coloca a deusa da Terra e do ambiente, Pachamama, no centro de toda a vida.
Esta visão considera iguais os direitos humanos e de todas as outras entidades.
A Bolivia sofre há tempos sérios problema ambientais com a mineração de
alumínio, prata, ouro e outras matérias primas.
O ministro do exterior David Choquehuanca disse que o respeito tradicional dos
índios por Pachamama é vital para impedir a mudança do clima. "Nossos
antepassados nos ensinaram que pertencemos a uma grande família de plantas e
animais. Nós, povos indígenas, podemos com nossos valores contribuir com a
solução das crises energética, climática e alimentar". Segundo a filosofia
indígena, Pachamama é "sagrada, fértil e a fonte da vida que alimenta e cuida
de todos os seres viventes em seu ventre."
Enviado por: "Instituto Anima" institutoanima@yahoo.com.br institutoanima
Ter, 10 de Mai de 2011 2:17 pm
País dá exemplo ao mundo
A Bolívia está em vias da aprovar a primeira legislação mundial dando à
natureza direitos iguais aos dos humanos. A Lei da Mãe Terra, que conta com
apoio de políticos e grupos sociais, é uma enorme redefinição de direitos. Ela
qualifica os ricos depósitos minerais do país como "bençãos", e se espera que
promova uma mudança importante na conservação e em medidas sociais para a
redução da poluição e controle da indústria, em um país que tem sido há anos
destruído por conta de seus recursos, informa o Celsias.
Na Conferência do Clima de Cancun, a Bolívia destoou da maioria quando
declarou que todo o processo era uma farsa, e que países em desenvolvimento não
apenas estavam carregando a cruz da mudança do clima como, com novas medidas,
teriam de cortar também mais suas emissões.
A Lei da Mãe Terra vai estabelcer 11 direitos para a natureza, incluindo o
direito à vida, o direito da continuação de ciclos e processos vitais livres de
alteração humana, o direito a água e ar limpos, o direito ao equilíbrio, e o
direito de não ter estruturas celulares modificadas ou alteradas geneticamente.
Ela também vai assegurar o direito de o país "não ser afetado por
megaestruturas e projetos de desenvolvimento que afetem o equilíbrio de
ecossistemas e as comunidades locais".
Segundo o vice-presidente Alvaro García Linera. "ela estabelece uma nova
relação entre homem e natureza. A harmonia que tem de ser preservada como
garantia de sua regeneração. A terra é a mãe de todos". O presidente Evo
Morales é o primeiro indígena americano a ocupar tal cargo, e tem sido um
crítico veemente de países industrializados que não estão dispostos a manter o
aquecimento da temperatura em um grau. É compreensível, já que o grau de
aquecimento, que poderia chegar de 3.5 a 4 graus centígrados, dadas tendências
atuais, significaria a desertifição de grande parte da Bolívia.
Esta mudança significa a ressurgência da visão de um mundo indígena andino, que
coloca a deusa da Terra e do ambiente, Pachamama, no centro de toda a vida.
Esta visão considera iguais os direitos humanos e de todas as outras entidades.
A Bolivia sofre há tempos sérios problema ambientais com a mineração de
alumínio, prata, ouro e outras matérias primas.
O ministro do exterior David Choquehuanca disse que o respeito tradicional dos
índios por Pachamama é vital para impedir a mudança do clima. "Nossos
antepassados nos ensinaram que pertencemos a uma grande família de plantas e
animais. Nós, povos indígenas, podemos com nossos valores contribuir com a
solução das crises energética, climática e alimentar". Segundo a filosofia
indígena, Pachamama é "sagrada, fértil e a fonte da vida que alimenta e cuida
de todos os seres viventes em seu ventre."
terça-feira, 10 de maio de 2011
Enquanto o gelo derrete a água está subindo
Análise a respeito das alterações do código florestal, política e valores. Tudo junto e misturado.
Enquanto o gelo derrete a água está subindo
Ahh a política. Uma das instituições mais antigas, e que mais evoluiu ao longo do curso da história humana, nos permitindo garantir um grau de organização que acredito, qualquer civilização alienígena com uma inteligência razoável (não sejamos ingênuos a ponto de achar que os universos inteiros existem só para nós, humanos) iria dizer: “é, eles estão tentando...”.
Entretanto, as instituições são compostas por homens, que no caminhar da democracia, modelo que elegemos como cérebro norteador de nossas ações no âmbito da tomada de decisão social, estão cooptados e representam grupos, não o bem estar coletivo de fato.
Desta forma, nossas instituições não dão conta de dar as respostas que necessitamos, não dão conta de suprimir a miséria, a fome, ou a degradação ambiental, inerentes de um metabolismo predatório de alta entropia (função da desorganização da matéria e energia) e que exaure recursos sem metas e objetivos a longo prazo, tudo em nome do bem estar do sistema financeiro, da estabilidade econômica, e do status quo. Leia-se, o status quo é a dominação através de alguma forma de poder. Em nossos sistema de valores, o poderio econômico cooptando as esferas institucionais, através de suas determinações e vontades políticas.
Esta crise que enfrentamos, não se trata apenas de uma crise econômica. Se trata de uma crise institucional que jamais conseguirá resolver os problemas que estas mesmas instituições criaram. É uma crise de consciência, uma crise de valores que cada vez mais se distancia de valores absolutos, como a justiça, paz, liberdade e amor. Valores estes que os bons cristãos tomam para si, mas não vêem as mesmas consciências em nossos iluminados representantes, eleitos à luz do voto dito consciente de uma nação, para que possam organizar o balaio de gato histórico que viemos construindo.
A história nos mostra que ocorrem rupturas em conjunturas extremas, onde o valor máximo que nos imbui a missão de lutar, acredito que seja aquilo que nos condena assim que nascemos. O valor da Liberdade. Nascemos livres, caminhamos em direção à masmorras. Vejamos as revoluções árabes recentes, tudo em nome da Liberdade. Caminhamos para construir uma organização social a partir das instituições, que nos coloca algumas privações de liberdade para teoricamente possibilitar a Paz, o Amor e a Justiça.
O dinheiro em nosso sistema se constitui como a única esfera possível que conseguiremos exercer a liberdade, mas constitui também um paradoxo. Numa análise última, trocamos nosso tempo de passagem na Terra por trabalho, e este nos é trocado por dinheiro, que nos permitiria as possibilidades de trocar pela liberdade (de consumo, viagem, a exploração do eu através de nossos centros de interesse, enfim, estar vivo no mundo como o criamos). Logo, quanto mais tempo de trabalho, mais tempo para a liberdade. Ledo engano...
Pois bem, cada uma destas instituições tece uma teia intrincada e complexa, que muitas vezes se encontra sob análise dos sentidos daqueles que pressentem falhas, que intuitivamente, emocionalmente, instintivamente e racionalmente sabem as limitações deste sistema.
Voltemos ao gelo que derrete rapidamente. O novo Código Florestal a ser votado no congresso, casa dos iluminados, fere ferrenhamente qualquer convenção assinada pelo Brasil em âmbito mundial, como a de Biodiversidade ou a do Clima, para não me alongar muito. A vida se trata de algo improvável, um sistema altamente organizado a partir do caos da energia vinda da estrela Mãe (organizando-a em baixíssima entropia) e alta sensibilidade e fragilidade. O Código Florestal se trata de um mecanismo concreto para proteger essa fragilidade e a manutenção da vida como a conhecemos, com toda a riqueza com valor intrínseco imensurável, além do valor genético ainda não explorado pela ciência.
Se nossas instituições produtivas não dão conta de alimentar todas as bocas que queremos, não podemos julgar, como faz falaciosamente Aldo Rebelo, relator das mudanças do Código Florestal, que seja culpa das leis ambientais. O ambiente realmente tem uma capacidade de suporte, limites para seu uso. Se nossas ações enquanto sociedade não permitem nossa manutenção, não devemos nem podemos flexibilizar as leis ambientais, e sim diminuir padrões de consumo de milionários ou oferecer mecanismos concretos de acesso à bens materiais.
Uma maneira de conseguir uma verdadeira proposta de desenvolvimento sustentável é através de uma reforma agrária que priorize a agricultura familiar, a produção de alimentos e a proteção ambiental, como é possível através do uso agro-ecológico (sistemas agro-florestais ou agro-silvopastoris ), empregando maior quantidade de pessoas no campo num contexto de reforma urbana, e garantindo o binômio segurança alimentar e biodiversidade, mantendo as funções ecológicas da paisagem como micro-climas, estabilidade do solo, corredores de fluxo gênico, em contraposição à agricultura extensiva de escala industrializada, que necessita dos insumos pois o desequilíbrio ecológico é inerente deste modelo agro-exportador latifundiário.
Os recursos naturais são finitos, e por definição, a economia deveria gerir esta escassez, garantindo a distribuição mínima desses bens para nossa sobrevivência, considerando a qualidade ambiental. O ambiente impõe limites, que nossa ignorância acerca dos fatos não pode se converter em compromisso político de deputados com um grupo minoritário e com enorme poder destes dentro dos estratos sociais brasileiros, os latifundiários.
Este erro pode ser vital para a saúde econômica, social e ambiental do país, o tripé que norteia o desenvolvimento sustentável, paradigma a ser seguido pelos países, numa tentativa de dar início a acertos, colocando o Brasil como uma potência de vanguarda que dê conta de gerir a escassez relativa, dentro de um território com tanta abundância de recursos.
A análise do risco e os princípios de incerteza acerca de mudanças globais me incitam a proclamar o pior jargão que já me foi dito: “pior que tá não fica”. Se assim está, e está a beira do colapso, não temos nada a perder. É imperioso reverter a tragédia anunciada, e isto se dá com vontade política e planejamento estratégico. Efetividade democrática, não interesses privados.
No fluxo de energia deste caos, à montante, no alto da acrópole, nossos iluminados representantes. A jusante, o povo padece das tragédias sócio-ambientais, assimilam e depuram todos os metabólitos sociais de um sistema frágil que não suporta mais desmandos de interesses mesquinhos e de grupos minoritários. A raiva e a fome é coisa dos Homens. Já proteção ambiental e políticas estratégicas não combinam com conservadorismo político. As instituições devem ter flexibilidade para mudar conforme as demandas e necessidade sociais mudam. Este é o papel do Estado, e não o berço de corrupção e lobbies ao bel prazer dos grupos econômicos que primeiro amaldiçoaram este paraíso, no tempo das caravelas e engenhos. Até quando insistiremos nos mesmos erros? Ao prazer de quem? À escravidão, sangue, suor e sofrimento de quem?
Gabriel Ferreira de Azevedo Clemente
Biólogo, humanista, ambientalista e libertário.
Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Engenharia Ambiental - USP São Carlos.
10/05/2011
Enquanto o gelo derrete a água está subindo
Ahh a política. Uma das instituições mais antigas, e que mais evoluiu ao longo do curso da história humana, nos permitindo garantir um grau de organização que acredito, qualquer civilização alienígena com uma inteligência razoável (não sejamos ingênuos a ponto de achar que os universos inteiros existem só para nós, humanos) iria dizer: “é, eles estão tentando...”.
Entretanto, as instituições são compostas por homens, que no caminhar da democracia, modelo que elegemos como cérebro norteador de nossas ações no âmbito da tomada de decisão social, estão cooptados e representam grupos, não o bem estar coletivo de fato.
Desta forma, nossas instituições não dão conta de dar as respostas que necessitamos, não dão conta de suprimir a miséria, a fome, ou a degradação ambiental, inerentes de um metabolismo predatório de alta entropia (função da desorganização da matéria e energia) e que exaure recursos sem metas e objetivos a longo prazo, tudo em nome do bem estar do sistema financeiro, da estabilidade econômica, e do status quo. Leia-se, o status quo é a dominação através de alguma forma de poder. Em nossos sistema de valores, o poderio econômico cooptando as esferas institucionais, através de suas determinações e vontades políticas.
Esta crise que enfrentamos, não se trata apenas de uma crise econômica. Se trata de uma crise institucional que jamais conseguirá resolver os problemas que estas mesmas instituições criaram. É uma crise de consciência, uma crise de valores que cada vez mais se distancia de valores absolutos, como a justiça, paz, liberdade e amor. Valores estes que os bons cristãos tomam para si, mas não vêem as mesmas consciências em nossos iluminados representantes, eleitos à luz do voto dito consciente de uma nação, para que possam organizar o balaio de gato histórico que viemos construindo.
A história nos mostra que ocorrem rupturas em conjunturas extremas, onde o valor máximo que nos imbui a missão de lutar, acredito que seja aquilo que nos condena assim que nascemos. O valor da Liberdade. Nascemos livres, caminhamos em direção à masmorras. Vejamos as revoluções árabes recentes, tudo em nome da Liberdade. Caminhamos para construir uma organização social a partir das instituições, que nos coloca algumas privações de liberdade para teoricamente possibilitar a Paz, o Amor e a Justiça.
O dinheiro em nosso sistema se constitui como a única esfera possível que conseguiremos exercer a liberdade, mas constitui também um paradoxo. Numa análise última, trocamos nosso tempo de passagem na Terra por trabalho, e este nos é trocado por dinheiro, que nos permitiria as possibilidades de trocar pela liberdade (de consumo, viagem, a exploração do eu através de nossos centros de interesse, enfim, estar vivo no mundo como o criamos). Logo, quanto mais tempo de trabalho, mais tempo para a liberdade. Ledo engano...
Pois bem, cada uma destas instituições tece uma teia intrincada e complexa, que muitas vezes se encontra sob análise dos sentidos daqueles que pressentem falhas, que intuitivamente, emocionalmente, instintivamente e racionalmente sabem as limitações deste sistema.
Voltemos ao gelo que derrete rapidamente. O novo Código Florestal a ser votado no congresso, casa dos iluminados, fere ferrenhamente qualquer convenção assinada pelo Brasil em âmbito mundial, como a de Biodiversidade ou a do Clima, para não me alongar muito. A vida se trata de algo improvável, um sistema altamente organizado a partir do caos da energia vinda da estrela Mãe (organizando-a em baixíssima entropia) e alta sensibilidade e fragilidade. O Código Florestal se trata de um mecanismo concreto para proteger essa fragilidade e a manutenção da vida como a conhecemos, com toda a riqueza com valor intrínseco imensurável, além do valor genético ainda não explorado pela ciência.
Se nossas instituições produtivas não dão conta de alimentar todas as bocas que queremos, não podemos julgar, como faz falaciosamente Aldo Rebelo, relator das mudanças do Código Florestal, que seja culpa das leis ambientais. O ambiente realmente tem uma capacidade de suporte, limites para seu uso. Se nossas ações enquanto sociedade não permitem nossa manutenção, não devemos nem podemos flexibilizar as leis ambientais, e sim diminuir padrões de consumo de milionários ou oferecer mecanismos concretos de acesso à bens materiais.
Uma maneira de conseguir uma verdadeira proposta de desenvolvimento sustentável é através de uma reforma agrária que priorize a agricultura familiar, a produção de alimentos e a proteção ambiental, como é possível através do uso agro-ecológico (sistemas agro-florestais ou agro-silvopastoris ), empregando maior quantidade de pessoas no campo num contexto de reforma urbana, e garantindo o binômio segurança alimentar e biodiversidade, mantendo as funções ecológicas da paisagem como micro-climas, estabilidade do solo, corredores de fluxo gênico, em contraposição à agricultura extensiva de escala industrializada, que necessita dos insumos pois o desequilíbrio ecológico é inerente deste modelo agro-exportador latifundiário.
Os recursos naturais são finitos, e por definição, a economia deveria gerir esta escassez, garantindo a distribuição mínima desses bens para nossa sobrevivência, considerando a qualidade ambiental. O ambiente impõe limites, que nossa ignorância acerca dos fatos não pode se converter em compromisso político de deputados com um grupo minoritário e com enorme poder destes dentro dos estratos sociais brasileiros, os latifundiários.
Este erro pode ser vital para a saúde econômica, social e ambiental do país, o tripé que norteia o desenvolvimento sustentável, paradigma a ser seguido pelos países, numa tentativa de dar início a acertos, colocando o Brasil como uma potência de vanguarda que dê conta de gerir a escassez relativa, dentro de um território com tanta abundância de recursos.
A análise do risco e os princípios de incerteza acerca de mudanças globais me incitam a proclamar o pior jargão que já me foi dito: “pior que tá não fica”. Se assim está, e está a beira do colapso, não temos nada a perder. É imperioso reverter a tragédia anunciada, e isto se dá com vontade política e planejamento estratégico. Efetividade democrática, não interesses privados.
No fluxo de energia deste caos, à montante, no alto da acrópole, nossos iluminados representantes. A jusante, o povo padece das tragédias sócio-ambientais, assimilam e depuram todos os metabólitos sociais de um sistema frágil que não suporta mais desmandos de interesses mesquinhos e de grupos minoritários. A raiva e a fome é coisa dos Homens. Já proteção ambiental e políticas estratégicas não combinam com conservadorismo político. As instituições devem ter flexibilidade para mudar conforme as demandas e necessidade sociais mudam. Este é o papel do Estado, e não o berço de corrupção e lobbies ao bel prazer dos grupos econômicos que primeiro amaldiçoaram este paraíso, no tempo das caravelas e engenhos. Até quando insistiremos nos mesmos erros? Ao prazer de quem? À escravidão, sangue, suor e sofrimento de quem?
Gabriel Ferreira de Azevedo Clemente
Biólogo, humanista, ambientalista e libertário.
Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Engenharia Ambiental - USP São Carlos.
10/05/2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
atrazado comu sempre!!!
Fui direto ao terminal antigo...
Só as duas agora rapaz, acabasse de perder o das uma e dez, resmungou o fiscal. Fiquei só pensando na merda do horario, e o fedor que se espalhava pelos bancos corridos e corrimãos.
Colou uma maluco na minha, se arrastando, todo machucado, cagado, mijado, aos trapos, diria, sujo em todos os sentidos, mas quase não em todos, pedindo moedinha pra comer uma marmita. Ja disse que não tinha e minha grana tava contada pra pegar a merda do busão atrasado, que teria que aguardar até as duas. Mas ofereci um cigarro, o ultimo que tinha, na real tinha dois, um pra mim e outro pra ele, não exitando em querer, o cara pegou e sentou ao meu lado se afastando aos poucos. Tava foda a situação, o cara fedia merda, mijo, misturado com sangue em suas pernas, parecendo que tinha sido espancado naquele dia. Na outra via o mano vendendo as botas, trovava o cobrador e o motóra tentando descolar um trocado. Aos poucos foram se aproximando pessoas, e a mobilização crescia. 50 conto o par de sapatos; oooo moçooo tens uma moedinha pra mim comer uma marmita!!
andavam passando e perguntado para todos que chegavam, até então não serem correspondidos. Continuavam.Tinha uns que até se afastavam, talvez de medo. Percebi quando a senhora se aproximou dos trabalhadores – o cobrador e motorista – no momento em que iria ser abordada pelo guri da marmita. Ela negou, é claro, e saiu pelo outro lado. Ao mesmo tempo, na contramao, vinha um cadeirante, e pediu ajuda a ela para subir a cadeira de rodas na rampa, sentando ao seu lado. Nao deu dois minutos de prosa, colou o maluco do sapatos, com um cigarro não, oferecendo mais uma vez pra ela e agora para o cadeirante. O cigarro o cadeirante já descartou na hora, alem do que o sapatos para a mulher não serviam. De como chegou, saiu andando, desejando um feliz dia das mães.
Nesse meio fio, sentou um cara do meu lado, tomando suco de laranja e comendo salgados. Nao deu outra, o guri foi se aproximando, e mais uma vez – oooo móçooo, tem uma moedinha pra marmita?
junto as pombas que queriam comer seu rango. Nao sei quem mais estava com fome naquele local, alem da minha barriga que roncava calada. Acabei tendo o prazer de contar quantas pombas rodeavam no em torno do salgado do cara. Tinha 12 na frente, e uma preta atras. Logo se assustaram quando o guri chegou. Pode ser pelo cheiro forte que exalava. Mas afinal, tens uma moedinha?
A reação foi rapida. Querix um salgado? Respondeu o cara pruguri. E o guri agradeceu com um Não! Estava escrito nos seus olhos e no seu jeito de se arrastar pelo terminal que o que precisava era mesmo de uma marmita – e um banho. Alem dele nem as pombas rangaram nada, ficaram a mercê da vontade alheia em jogar as migalhas de seu salgado. Fui compulsivo em esxpulsa-las DALI. Sabia que naquele local nem raspas e restos sobrariam, alem dos restos deste fragmento.
Domingo! Oito do cinco.
Fui acordado pela chamada da minha mae, ao longo da manha. Que merda, preprarei um susto pra ela, e acabei sendo assustado por ela. Bom dia meu filho, obrigado pela surpresa logo cedo. Que flores são essas que não conheço?.. nessas horas não sabia se estava acordado, meio dormindo, com a bába nos lençóis. È Tulipa mãe,. Pensei - espero que seja. !! ( vai saber o que entregaram pra ela.. foi tudo a distancia que poderia ser qualquer outra flor que levaram-na). - depois ligo-ti pra te desejar oo feliz dia das mães, pô foi mal, mas to capotado aqui no quarto.
Foi na pressa mesmo que desliguei, senao, não daria tempo dos afazeres da partida. Corri, pra ca, arrumei ali, fechei a casa, e perdi o busão. Fui tentar carona, e nada. Passou um amigo, mais disse que extaria voltando para o mexmo lugar donde estava vindo, ou melhor pra onde eu não iria. Nao podia voltar naquela hora. Minha direçao era outra: o terminal. Peguei o pantano do sul as pressas, contando os ponteiros do relógio. Maldito relógio que me agonizava a distração. Estavamos entrando no terminal, e o direto para o centro saindo. Filho da puta do motorista, que podia ter acelerado mais um poquinho pra ter dado tempo de conseguirmos. Filho da puta !! foi o que disse..
Cigarro da distração. As flores da sogra já pendiam para o lado. Tulipas, vermelhas. Coitadas até brocharam de tanto vento que sopravam eu sua direção. Até tentei protege-las, mas não tinha como. Além de leva-las na mão, não havia sacola, suporte, nada que poderia protege-las do vento. Botei pra jogo mexmo. Talvez, se jogar agua depois elas voltam a ficarem de pé. Quando desci no ponto, fiz umas gambiarra com o caule de uma arvore, amarrando com alguns cipós para deixa-las em pé.
De um lado para o outro, eles andavam no terminal, De esmolas ao comércio, negro comércio, pelas volupias de domingo. A rua parecia um velório, subitamente mórbida, ainda Q se viam carros passarem. Na real havia mais viaturas de plantão do que carros, também né, com aquele centro do desterro transformado em um estado de exceção permanente, não seria de se esperar que só veriamos viaturas passarem por lá. Merdaa...de meganhas!
Foi o busão que se adiantou. Apareceu no ponto 30 minutos mais antis. Quando chegou, pessoas desciam com seus ares decrépitos na cara, e o guri no mexmo tom: OOOOooo moç@@@@@, tens uma moédinha.????...as pessoas desciam e mal olhavam para o guri... até esvaziarem a lata ambulante.. Não demorou pra começar o falatório. Duas velhas, mais aquele rapaz do salgado começaram a resmungar, que onde já se viu o guri não ter apoio da família; que ele devia estar perdido nas drogas; que não tinha futuro; que não conseguiria ser ninguém na vida; que estavam com pena do coitado, e blablablablabla... - que saco essa raça du caralho Q se intromete na vida alheia pra resmungar sermãos e mais sermões.
Sem perdão, deveria ter gritado a eles. Mas decidi que nem minha voz valeria naquele instante. Vermes insolentes que não sabem de nada, alem de gozarem na cara pelas costas. Voltei...! confesso que esse dia das mães estava sendo repugnante para o lumpen. Lá no terminal do Rio Tavares, depois daquela filhadaputisse do pantano do sul, o xá de cadeira foi grande, Que deu até pra fumar um cigarro. Maldito segurança. Guardinha de bosta. Estava vindo em nossa direção empurrando um mendigo pra fora do terminal, e o mendingo empurrando ele pro lado. Foi assim que começou a briga. Ninguem nun entendendo nada, além da lastima da repressão. Porraaaaaa.. Até apareceu uma pessoa pra intervir, e nada. O segurança conseguiu o Q queria, Filho da puta. Feliz dia das mães, gritou o mendingo.
Uma hora. Entrei no Direto. As flores entre o meio de minhas pernas, balançavam pra la e pra cá, mas com suas cabeças baixas. Devia ter pego aquelas que estavam semi-abertas, com um broto ainda se abrindo. È,,!! não acabou rolando, peguei as compridas...e me fudi..!
ilustração:banksy
ilustração:banksy
Ação e reação
Achaque de policiais causou ataques do PCC, diz estudo
Em março de 2005, um ano antes da rebelião em 74 presídios e dos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) nas ruas do Estado de São Paulo, Rodrigo Olivatto de Morais, enteado de Marcos William Camacho, o Marcola, líder da facção, foi sequestrado por policiais civis de Suzano, na Grande São Paulo. Só foi solto depois que Marcola pagou o resgate de R$ 300 mil. O chefe do PCC ficou indignado com o achaque. No dia 12 de maio de 2006, véspera dos ataques do PCC, Marcola fez um comentário no Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic): “Não vai ficar barato.”
No inquérito feito pela Corregedoria da Polícia Civil, o delegado assistente, Hamilton Antônio Gianfratti, depois de citar dados do sequestro, afirma que o crime ajudou a deflagrar a revolta do PCC. “Aflora dos autos sérios indicativos direcionados à possibilidade deste fato erigir-se à causa deflagradora dos históricos e tristes episódios que traumatizaram o povo de São Paulo, traduzidos nos atentados em todo o estado pelo PCC.” O sequestro de Morais foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo em 2008.
Os achaques abusivos de policiais aos criminosos paulistas foram fundamentais para os ataques de maio de 2006. A conclusão é apontada em relatório intitulado “São Paulo sob Achaque: Corrupção, Crime Organizado e Violência Institucional em Maio de 2006”. As pesquisas começaram a ser feitas em outubro de 2006 por 24 pesquisadores da organização não governamental (ONG) Justiça Global e pela Clínica Internacional de Direitos Humanos da Faculdade de Direito de Harvard, com apoio de outras entidades.
Trata-se da primeira tentativa de explicar o processo que levou aos ataques do PCC, cinco anos depois do acontecimento histórico paulista, que ainda não teve nenhum relatório ou documento oficial para tentar descrever os fatos. “Assim como ocorreu em novembro nos ataques do Comando Vermelho no Rio de Janeiro, a corrupção policial também teve papel importante nos ataques de maio de 2006 em São Paulo. Isso foi pouco discutido por aqui. Entender as causas do ocorrido é importante para saber o que precisa ser mudado”, afirma um dos coordenadores da pesquisa, Fernando Delgado, da Clínica de Direitos Humanos da Faculdade de Direito de Harvard.
A reportagem conseguiu falar com o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto. Ele concorda que a corrupção policial era intensa naquela época e afirma que por esse motivo tem centrado seus esforços no combate ao problema. O atual secretário de Transporte e Logística, Saulo de Castro Abreu Filho, que era Secretário de Segurança durante os ataques, não quis comentar o tema. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Em março de 2005, um ano antes da rebelião em 74 presídios e dos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) nas ruas do Estado de São Paulo, Rodrigo Olivatto de Morais, enteado de Marcos William Camacho, o Marcola, líder da facção, foi sequestrado por policiais civis de Suzano, na Grande São Paulo. Só foi solto depois que Marcola pagou o resgate de R$ 300 mil. O chefe do PCC ficou indignado com o achaque. No dia 12 de maio de 2006, véspera dos ataques do PCC, Marcola fez um comentário no Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic): “Não vai ficar barato.”
No inquérito feito pela Corregedoria da Polícia Civil, o delegado assistente, Hamilton Antônio Gianfratti, depois de citar dados do sequestro, afirma que o crime ajudou a deflagrar a revolta do PCC. “Aflora dos autos sérios indicativos direcionados à possibilidade deste fato erigir-se à causa deflagradora dos históricos e tristes episódios que traumatizaram o povo de São Paulo, traduzidos nos atentados em todo o estado pelo PCC.” O sequestro de Morais foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo em 2008.
Os achaques abusivos de policiais aos criminosos paulistas foram fundamentais para os ataques de maio de 2006. A conclusão é apontada em relatório intitulado “São Paulo sob Achaque: Corrupção, Crime Organizado e Violência Institucional em Maio de 2006”. As pesquisas começaram a ser feitas em outubro de 2006 por 24 pesquisadores da organização não governamental (ONG) Justiça Global e pela Clínica Internacional de Direitos Humanos da Faculdade de Direito de Harvard, com apoio de outras entidades.
Trata-se da primeira tentativa de explicar o processo que levou aos ataques do PCC, cinco anos depois do acontecimento histórico paulista, que ainda não teve nenhum relatório ou documento oficial para tentar descrever os fatos. “Assim como ocorreu em novembro nos ataques do Comando Vermelho no Rio de Janeiro, a corrupção policial também teve papel importante nos ataques de maio de 2006 em São Paulo. Isso foi pouco discutido por aqui. Entender as causas do ocorrido é importante para saber o que precisa ser mudado”, afirma um dos coordenadores da pesquisa, Fernando Delgado, da Clínica de Direitos Humanos da Faculdade de Direito de Harvard.
A reportagem conseguiu falar com o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto. Ele concorda que a corrupção policial era intensa naquela época e afirma que por esse motivo tem centrado seus esforços no combate ao problema. O atual secretário de Transporte e Logística, Saulo de Castro Abreu Filho, que era Secretário de Segurança durante os ataques, não quis comentar o tema. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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