Rombo de partidos será coberto com dinheiro público
Os rombos que o ano eleitoral de 2010 deixou nas contas do PT e do PSDB serão integralmente cobertos por recursos públicos em 2011, graças à manobra do Congresso que, em janeiro, elevou em R$ 100 milhões os repasses da União para o Fundo Partidário.
Depois de bancar parte da campanha presidencial de Dilma Rousseff, além de outros candidatos a governos estaduais e ao Congresso, o PT chegou ao fim de 2010 com um déficit de quase R$ 16 milhões - número divulgado semana passada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas receberá cerca de R$ 16,8 milhões extras neste ano graças ao incremento do Fundo Partidário, aprovado por unanimidade pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso e nem sequer debatido pelo plenário.
No caso dos tucanos, a receita extra será exatamente igual ao déficit nas contas de 2010: R$ 11,4 milhões. Como o PSDB tem uma dívida pequena de eleições anteriores, de cerca de R$ 500 mil, com essa ajuda poderá até encerrar o ano com superávit.
No total, o Orçamento da União destinará este ano R$ 265 milhões para o Fundo Partidário, ao invés dos R$ 165 milhões previstos. Mas os líderes partidários acharam pouco. Em uma articulação cuja paternidade nunca foi reivindicada, eles turbinaram o Fundo Partidário em 56% em termos reais, o maior aumento anual desde 1995, quando foi fixado em R$ 0,35 por eleitor.
A reportagem procurou os responsáveis pelas finanças dos dois partidos, João Vaccari Neto (PT) e Márcio Fortes (PSDB), mas não obteve resposta aos pedidos de esclarecimentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O AGRONEGÓCIO & O CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO
O AGRONEGÓCIO & O CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO ...AO MUNDO !!!
Enviado por: "PAHL Pau Brasil" pahlpaubrasil@gmail.com
Dom, 8 de Mai de 2011 9:16 pm
REPASSAMOS A TODO O PLANETA PRA QUE NOS DEEM APOIO ...
A NATUREZA BRASILEIRA E O PLANETA AGRADECEM ...
JUNT@S PODEMOS TUDO ....!!!!
____________ _________ _________ _________ _________ _________ _
[Anexosde
Roberto incluídos abaixo]
A Mudança no código florestal brasileiro pretende:
- Anistiar quem promoveu desmatamentos ilegais até julho de 2008, e
flexibilizar a regularização de desmatamentos ocorridos depois dessa data;
- Uma faixa em torno dos rios e os topos dos morros são consideradas áreas
de proteção permanente (APP), pelos riscos de desmoronamento, assoreamento e
para preservar as nascentes. O novo código prevê a redução da área em torno
dos rios em 50%,
- Suprimir a APP de pequenos lagos. São considerados 'pequenos', lagos com
superfície inferior a um hectare;
- Toda propriedade rural deve ter uma reserva legal, ou seja, uma área de
vegetação nativa que deve permanecer intacta. O novo código prevê
o manejo "agrosilvopastoril" nessas áreas e também em topos de morro, que na
prática significa permitir o pastoreio de gado nessas áreas;
- Permite pecuária extensiva em topos de morros, montanhas, serras, bordas
de tabuleiros, chapadas e acima de 1800m (leia-se DESTRUIÇÃO DE NASCENTES E
ASSOREAMENTO DE RIOS aqui);
- Permitir que os municípios deliberem pelos desmatamentos. Imaginem
milhares de prefeitos e vereadores corruptos, tacanhos e ligados ao
agronegócio 'ponderando com base em pesquisas científicas' pelo uso do solo
Brasil afora. Isso só pode ser uma piada (tenebrosa), mas não é;
- Permite que espécies florestais em extinção, como a Araucária sejam
exploradas. Restam apenas 1% das matas de araucária que existiram no Brasil
outrora. Na prática a medida provavelmente vai resultar na sua extinção na
natureza.
Diversas organizações ambientalistas e científicas de peso se manifestaram
contra ESTA mudança no código florestal brasileiro. A Biota Fapesp produziu
uma revista científica tratando dos impactos dessas mudanças em diversos
grupos biológicos; a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
e a Associação Brasileira de Ciência Ecológica (ABECO) se manifestaram
contra; universidades como a Unicamp e ONGs de peso como a WWF, Conservação
Internacional, Avina e dezenas de outras se posicionam contra. Infelizmente,
e não por falta de participação da comunidade científica, temos visto
constantemente pareceres técnicos com estudos científicos de anos e até
décadas serem ignorados nos processos de decisão sobre o uso do solo no
Brasil, à favor dos argumentos de pequenos mas poderosos grupos de
interesse. Essa é a herança de um país que é uma POTÊNCIA DA DIVERSIDADE
BIOLÓGICA e tem, ao mesmo tempo, uma longa tradição ruralista e exploratória
da natureza. Os ruralistas argumentam que vai faltar comida, como se o
problema de fome no mundo fosse pela falta de produção, e não pela má
distribuição e desperdício.
Enfim, se informem, divulguem, assinem as petições e arrumem formas de se
manifestar. Os deputados precisam saber que os estamos observando. Vocês
podem encontrar na internet e abaixo os pareceres, cartas e publicações que
foram produzidas analisando e se posicionando contra as mudanças no código
florestal brasileiro. Baixe os documentos abaixo:
http://www.sbpcnet. org.br/site/ arquivos/ codigo_florestal _e_a_ciencia. pdf
http://www.abecol. org.br/pdf/ Biota-Fapesp% 20&%20ABECO% 20-%20Sintese% 20-%20CFB% 20e%20biodiversi dade.pdf
http://www.mp. sp.gov.br/ portal/pls/ portal/docs/ 1/2267642. PDF
Segue, em anexo, a Cartilha "O Olho do Consumidor", foi produzida pelo
Ministério da Agricultura, infelizmente, a multinacional de sementes
transgênicas Monsanto, obteve uma liminar que impediu sua distribuição.
Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de força,
estamos distribuindo eletronicamente a cartilha.
Se você concorda com esta idéia, continue a distribuição.
http://mayroses. files.wordpress. com/2011/ 04/cartilha- cordel-completa.
pdf
*p.s.: caso interesse, leia o livro "O Mundo Segundo a Monsanto". Aí sim
você vai se arrepiar...*
--
Equipe PAHLBrasilSustentá vel
www.ctarvoredavida. com.br / Resp.SocioAmbiental Cultural
PAHL - Plano de Ação de Humanos Livres
Para cancelar sua participação neste grupo, basta entrar na página do grupo
e lá, clicar em EDITAR MINHA PARTICIPAÇÃO e, em seguida, clique em cancelar
participação. Para entrar na página da lista de discussão, clique no link a
seguir: http://groups. google.com. br/group/ pahlbrasil
" ÁRVORE DA VIDA - NOSSA MEDICINA É O AMOR"
Heitor Humberto de Andrade
CORPOS DE CONCRETO - 1964
Edição queimada p/ditadura militar brasileira.
Enviado por: "PAHL Pau Brasil" pahlpaubrasil@gmail.com
Dom, 8 de Mai de 2011 9:16 pm
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[Anexos
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A Mudança no código florestal brasileiro pretende:
- Anistiar quem promoveu desmatamentos ilegais até julho de 2008, e
flexibilizar a regularização de desmatamentos ocorridos depois dessa data;
- Uma faixa em torno dos rios e os topos dos morros são consideradas áreas
de proteção permanente (APP), pelos riscos de desmoronamento, assoreamento e
para preservar as nascentes. O novo código prevê a redução da área em torno
dos rios em 50%,
- Suprimir a APP de pequenos lagos. São considerados 'pequenos', lagos com
superfície inferior a um hectare;
- Toda propriedade rural deve ter uma reserva legal, ou seja, uma área de
vegetação nativa que deve permanecer intacta. O novo código prevê
o manejo "agrosilvopastoril" nessas áreas e também em topos de morro, que na
prática significa permitir o pastoreio de gado nessas áreas;
- Permite pecuária extensiva em topos de morros, montanhas, serras, bordas
de tabuleiros, chapadas e acima de 1800m (leia-se DESTRUIÇÃO DE NASCENTES E
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- Permitir que os municípios deliberem pelos desmatamentos. Imaginem
milhares de prefeitos e vereadores corruptos, tacanhos e ligados ao
agronegócio 'ponderando com base em pesquisas científicas' pelo uso do solo
Brasil afora. Isso só pode ser uma piada (tenebrosa), mas não é;
- Permite que espécies florestais em extinção, como a Araucária sejam
exploradas. Restam apenas 1% das matas de araucária que existiram no Brasil
outrora. Na prática a medida provavelmente vai resultar na sua extinção na
natureza.
Diversas organizações ambientalistas e científicas de peso se manifestaram
contra ESTA mudança no código florestal brasileiro. A Biota Fapesp produziu
uma revista científica tratando dos impactos dessas mudanças em diversos
grupos biológicos; a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
e a Associação Brasileira de Ciência Ecológica (ABECO) se manifestaram
contra; universidades como a Unicamp e ONGs de peso como a WWF, Conservação
Internacional, Avina e dezenas de outras se posicionam contra. Infelizmente,
e não por falta de participação da comunidade científica, temos visto
constantemente pareceres técnicos com estudos científicos de anos e até
décadas serem ignorados nos processos de decisão sobre o uso do solo no
Brasil, à favor dos argumentos de pequenos mas poderosos grupos de
interesse. Essa é a herança de um país que é uma POTÊNCIA DA DIVERSIDADE
BIOLÓGICA e tem, ao mesmo tempo, uma longa tradição ruralista e exploratória
da natureza. Os ruralistas argumentam que vai faltar comida, como se o
problema de fome no mundo fosse pela falta de produção, e não pela má
distribuição e desperdício.
Enfim, se informem, divulguem, assinem as petições e arrumem formas de se
manifestar. Os deputados precisam saber que os estamos observando. Vocês
podem encontrar na internet e abaixo os pareceres, cartas e publicações que
foram produzidas analisando e se posicionando contra as mudanças no código
florestal brasileiro. Baixe os documentos abaixo:
http://www.sbpcnet. org.br/site/ arquivos/ codigo_florestal _e_a_ciencia. pdf
http://www.abecol. org.br/pdf/ Biota-Fapesp% 20&%20ABECO% 20-%20Sintese% 20-%20CFB% 20e%20biodiversi dade.pdf
http://www.mp. sp.gov.br/ portal/pls/ portal/docs/ 1/2267642. PDF
Segue, em anexo, a Cartilha "O Olho do Consumidor", foi produzida pelo
Ministério da Agricultura, infelizmente, a multinacional de sementes
transgênicas Monsanto, obteve uma liminar que impediu sua distribuição.
Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de força,
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*p.s.: caso interesse, leia o livro "O Mundo Segundo a Monsanto". Aí sim
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" ÁRVORE DA VIDA - NOSSA MEDICINA É O AMOR"
Heitor Humberto de Andrade
CORPOS DE CONCRETO - 1964
Edição queimada p/ditadura militar brasileira.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Manifesto dos Visionários
http://youtu.be/hlSX3e6Kbx0
mais uma dose
ABIN, bin bin, us(A) cara
OS ama
bin bin bin
lá DEM...
OS(B)ama
brahma, desce uma redonda,
SKol(í), podiseris?
só tem ski(N), serve?
NAO, digo - UISK(er)IN.....
desce QI mandooooooooo
ABIN, bin bin, us(A) cara
OS ama
bin bin bin
lá DEM...
OS(B)ama
brahma, desce uma redonda,
SKol(í), podiseris?
só tem ski(N), serve?
NAO, digo - UISK(er)IN.....
desce QI mandooooooooo
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Bin Laden estava morto há dez anos?
do blog escrevinhador (aqui)
por Rodrigo Vianna
Em 1964, dizia-se que os EUA tinham apoiado diretamente o golpe militar. E que agentes da CIA ajudaram a preparar o terreno para o avanço militar. Conspiração pura? Abertos os arquivos nos EUA, provou-se que a teoria conspiratória estava do lado da verdade: os EUA ajudaram a dar o golpe contra Jango e contra a democracia em 1964.
Agora, na esteira da morte anunciada de Bin Laden, surgem duas novas teorias: uma, defendida pelo garçon do restaurante onde almocei, diz que Bin Laden não morreu. Tudo invenção. “Se morreu, cadê o corpo?” Vários leitores escrevem perguntando o mesmo: “cadê o corpo? Ou a foto do corpo?”. Analistas que ouvi hoje dizem que os EUA estão receosos de mostrar as fotos e acirrar ainda mais os ânimos entre os árabes. O rosto desfigurado de Bin Laden morto viraria emblema na mão dos que pretendem protestar contra os EUA: um símbolo poderoso.
A outra teoria conspiratória é ainda mais curiosa: Bin Laden morreu, sim! Mas não agora: teria morrido em 2001, logo após os atques às torres gêmeas. A notícia foi garimpada por um dos pioneiros do blogueirismo sujo no Rio: Antônio Mello. O texto está aqui. A Fox News é quem diz! Osama morreu há dez anos!
Teria sido empalhado por Bush?
Pode parecer bobagem, certo? A maior potência do Planeta não tentaria enganar o mundo inteiro, fingindo que matou um sujeito já morto… Parece evidente.
Mas Bush, logo após o 11 de setembro, não disse que era preciso invadir o Iraque porque Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa, e era um aliado da Al-Qaeda? A informação não tinha pé nem cabeça. Mas a imprensa dos EUA comprou a tese. Saddam foi morto, as armas de destruição em massa nunca foram encontradas. E o Iraque (com todo seu petróleo) hoje é um protetorado dos EUA.
A mentira das armas em destruição em massa ajuda a inocular entre o público planetário a impressão de que há outras mentiras, muitas outras, nessa “guerra contra o terrorismo”.
Nos EUA, o público delira, vai às ruas, comemora de forma constrangedora a ação fora da lei dogoverno de Obama. Sim, fora da lei: afinal, lembremos, comandos dos EUA entraram em ação num país estrangeiro. Por que não podem fazer o mesmo na Venezuela? Na Bolívia? Há muito tempo, os Estados Unidos agem em desacordo com as leis internacionais. A ação no Paquistão – se é que ocorreu como se noticia – foi apenas mais um exemplo.
Bin Laden era um fora da lei, um assassino. Mas e o governo dos Estados Unidos?
A ação ordenada por Obama lembra-me a frase daquele personagem de Dostoiévski, em “Crime e Castigo”:
”se a história absolveu Napoleão, que matou milhões em nome de um projeto econômico, porque eu, Rodion Románovitch Raskólnikov, não posso acabar com uma decrépita, que repete na microestrutura o que o sistema bancário faz na macroestrutura?”.
Como disse o jornalista e professor da USP Laurindo Leal Filho, um dos entrevistados com quem conversei ao vivo na noite dessa segunda, na Record News: “os impérios normalmente se mantem pela força, mas também pela política, pelo convencimento, pela cultura; os EUA são um Império que se mantém cada vez mais só na base da força bruta”.
Força bruta e mentiras misturadas aos fatos. Caldeirão perfeito pra que prosperem mais e mais teorias conspiratórias. Algumas, convenhamos, podem se provar verdadeiras com o passar dos anos.
Leia outros textos de Vasto Mundo
terça-feira, 3 de maio de 2011
A robotização da humanidade na agressão à Líbia
do blog do Maurélio ( aqui)
Em tempo: para os brasileiros, que às vezes vivemos tão alienados das coisas do mundo, não será ocioso traduzir, do português de Portugal, o que o texto chama de NATO. É o que lá na terrinha significa OTAN, ora pois.
Segue o texto
A robotização da humanidade na agressão à Líbia
Por Miguel Urbano Rodrigues
A propósito da agressão imperialista à Líbia, Domenico Losurdo, um dos filósofos marxistas mais criativos do nosso tempo, recorda a famosa novela 1984, de Georges Orwell.
O alvo desse romance era a satanizarão da União Soviética contemplada pelo escritor anticomunista britânico como uma sociedade onde a robotização do homem estaria em marcha.
Orwell ideou um mundo imaginário no qual uma «neolingua» manipulara a consciência dos povos, destruindo-a.
A sua utopia, escrita no ano em que foi fundada a NATO, adquire hoje dramática actualidade. Mas Orwell errou o alvo. O perigo para a humanidade vem de outro azimute. A URSS, a pátria mítica do socialismo, desapareceu e quem simboliza o «Grande Irmão» é o imperialismo, hegemonizado pelos Estados Unidos.
Um massacrante bombardeio mediático tenta há semanas persuadir os povos do planeta de que a fidelidade aos mais purosideais humanistas justifica a decisão de Washington, da França e da Grã Bretanha de semearem bombas sobre a Líbia no âmbito de uma «intervenção humanitária» concebida em defesa da liberdade e da democracia.
Enquanto a metralha dos aviões imperiais destrói Tripoli e outras cidades, pulverizando infra-estruturas do país e matando milhares de civis, Obama, Sarkozy e Cameron repetem monotonamente que tratam de «proteger as populações civis»,
mandatados pelo Conselho de Segurança da ONU.
mandatados pelo Conselho de Segurança da ONU.
A mentira atingiu tais proporções que o esforço para desmentir a falsificação da Historia se torna um dever democrático.
A montagem da agressão ao povo líbio principiou muito antes doinício da «rebelião» de Benghazi, preparada por Washington e Londres e financiada por alguns dos gigantes do petróleo.
Segundo o semanário britânico «Sunday Mirror» (artigo de Mike Hamilton, 20.3.2011) , centenas de soldados ingleses do Special Air Service – SAS, tropa de elite especializada em operações encobertas, trabalhavam na Cirenaica há muitas semanas, treinando os «rebeldes» para o levantamento armado. Dois grupos de comandos «smash», peritos em sabotagem, integravam o contingente clandestino.
A 30 de Março, «The New York Times» revelou que numerosos agentes da CIA colaboravam com a tropa britânica, actuando nos bastidores, cumprindo missão da Administração Obama, empenhada em «armar os rebeldes e dessangrar o exercito de Khadafy »(Mark Mazzetti e Eric Schmitt).
A 25 de Fevereiro, «The Guardian» informava que «oficiais britânicos tinham entrado em contacto com altos funcionários líbios colocando-os perante uma alternativa: ou abandonavam Khadaffi ou seriam julgados por crimes contra a humanidade»(Patrick Wintour e Julian Borger).
Cito jornais do Ocidente, identificados com o capitalismo, para lembrar que a deformação da Historia não consegue ser totalmente ocultada nos próprios baluartes do imperialismo.
Tal como aconteceu no Vietname, na Argélia, nas guerras coloniais portuguesas, no Iraque, no Afeganistão e na Palestina, uma parcela dos monstruosos crimes do colonialismo e do imperialismo acaba por chegar, embora tardiamente, ao conhecimento dos povos.
Isso não impede que a neolingua, forjada para reescrever a Historia, não cumpra a sua missão de perturbar, confundir e robotizar centenas de milhões de homens e mulheres, tornando-os tão inofensivos como os cidadãos do livro de Orwell.
Losurdo enuncia uma evidência dolorosa ao alertar a humanidade para uma trágica e grotesca realidade: «a neolingua actualmente em vigor transforma as vítimas em responsáveis de crimes contra a humanidade e em artífices da «justiça internacional» os responsareis de crimes contra a humanidade».
Vila Nova de Gaia, Portugal, 1 de Maio de 2011
En Siria hay miedo al régimen pero también a la inestabilidad”
do blog periódico el libertario (aqui)
- ¿Quién más lo apoya, y quiénes son los opositores?
- Asad habla de conspiración extranjera. Como se ubica la crisis siria en el tablero regional?
Entrevista a Marc Saint-Upéry, por Pablo Stefanoni
Página 7 – La Paz
- ¿Qué diferencia a Siria de los otros países árabes?
- El régimen del Partido Baath en Siria es una de las dictaduras más feroces de la región. Los mukhabarat sirios –servicios de seguridad– son muy temidos y en el mundo árabe abundan los chistes macabros sobre sus talentos de torturadores –talentos que Damasco puso al servicio de EE.UU. en la “guerra contra el terror”. A diferencia de Libia, este es un régimen muy institucionalizado, con un partido dirigente y una serie de organizaciones de masas muy controladas pero que sí canalizan los intereses de varios grupos sociales. El poder del clan Asad es más “colectivizado”. El régimen goza de un nivel de legitimidad mayor en lo internacional, por su actitud nacionalista y su rechazo a cualquier compromiso con Israel y Occidente. En realidad sí hubo varios compromisos, tanto con Washington como con Tel Aviv, pero no la actitud servil de Mubarak. Además, Bashar al-Asad y su esposa siguen teniendo en parte de la población un imagen de personas modernas, sensatas, llenas de buena voluntad reformista aunque cercadas por un entorno corrupto y autoritario. Sin embargo, en once años de poder, esta imagen se ha erosionado mucho porque Asad no cumplió ninguna de sus promesas de reforma política. Queda por ver hasta que punto la terrible represión actual acelera este desgaste.
- La base de poder inicial del clan Asad es la comunidad alauita, una secta musulmana regional pariente del chiismo y considerada como hereje por muchos suníes (70% de la población siria). La mayoría de los cuadros del aparato de seguridad y del ejército son alauítas. En teoría, la ideología del partido Baath es una forma de “socialismo árabe”. Hubo y sigue habiendo un sector económico estatal de tipo soviético, muy ineficiente y corrupto, y ahora muy venido a menos. Pero ya bajo Hafez al-Asad, el padre de Bashar, hubo varias olas de reforma económica y alianzas con sectores de la burguesía comerciante suní. Este fenómeno se aceleró mucho con Bashar, que declara su admiración no sólo por el modelo chino, sino por países islámicos emergentes con un vigoroso capitalismo autóctono como Turquía y Malasia. En los últimos seis o siete años, hubo una forma de liberalización oligopolística que benefició principalmente a una estrecha elite de nuevos (y no tan nuevos) empresarios expertos en cultivar vínculos de negocio y de parentesco con el círculo dirigente. Estos miembros de la burguesía urbana suní tienen licencia para enriquecerse mientras su prosperidad ayuda el régimen a consolidarse más allá de su base clánica y confesional.
- ¿Quién más lo apoya, y quiénes son los opositores?
- A diferencia de Egipto, las movilizaciones contra el régimen han sido hasta ahora muy débiles en los dos mayores centros urbanos, Damasco y Alepo, que reúnen casi la mitad de la población. Hubo en estas ciudades espectaculares manifestaciones de apoyo al presidente, muy bien orquestadas por el poder, pero que sí expresan un sentimiento no menos auténtico que las protestas masivas en Deraa, en la costa oeste, en Homs o en las zonas kurdas. Desde el inicio de la primavera árabe, Asad sigue repitiendo que “Siria es diferente”. Es verdad hasta cierto punto. La mayoría de los clérigos musulmanes están domesticados. Los pobres del campo están todavía controlados por redes clientelares y estructuras tribales, aunque la rebelión en Deraa muestra que la docilidad tribal no está siempre garantizada. La plebe urbana está dividida entre frustración sin horizonte y lealtad nacionalista, pero hay focos de rebelión masiva en barrios marginados del gran Damasco, como Duma. Lo que pasa es que en Siria el muro del miedo es doble: miedo al puño de hierro del régimen y miedo a la inestabilidad. Las minorías religiosas (cristianos, alauítas, drusos, ismaelitas) temen el posible deseo de venganza de una mayoría suní. En los debates en las redes sociales, se ve que la clase media está muy dividida. Todos desean reformas y odian a los mukhabarat, pero mientras unos quieren la cabeza de Asad para “vengar la sangre de los mártires”, otros le responden que son irresponsables y que están llevando el país a una guerra civil de tipo libanés o iraquí.
- Asad habla de conspiración extranjera. Como se ubica la crisis siria en el tablero regional?
- La protesta es fundamentalmente autóctona y no violenta. Se trata de redes juveniles espontáneas y ciudadanos de a pie que no aguantan más humillación y represión. Los Hermanos Musulmanes están individualmente presentes pero discretos (la pertenencia a la Hermandad es castigada con la pena de muerte en Siria), así como los disidentes tradicionales, sobre todo comunistas, izquierdistas y defensores de los DD.HH. Sin embargo, Asad es una paranoico que tiene verdaderos enemigos. Hubo francotiradores que mataron a militares y agentes de seguridad. Por lo que cuenta la gente local, hay varios caciques exiliados del propio régimen que mantienen sicarios en Siria para pescar en aguas turbias. Hay también yihadistas radicales infiltrados desde Líbano e Iraq. Muchas armas pueden fácilmente entrar desde estos países. Es muy peligroso porque aumenta el riesgo de guerra civil de tipo sectario o confesional. Eso explica la relativa prudencia de las potencias occidentales, de los sauditas, y sobre todo de Israel: Asad es “el malo conocido” y, pese a todo, un pilar del orden regional. Lo que puede venir después es mucho más temible que cualquier inestabilidad en Libia.
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